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Numa visita à avó, internada na Casa de Saúde da Boavista, no Porto, o filho da nossa leitora Paula Pereira, de Rio Tinto, entalou um dedo num cadeirão do quarto.
O corte parecia profundo e a leitora, por recomendação da enfermeira, levou-o ao serviço de urgência da mesma instituição.
Depois de observada e suturada com 5 pontos, a criança de 7 anos teve alta e a mãe recebeu uma fatura de 112,65 euros. A presença da enfermeira do piso onde ocorrera o acidente e a descrição de Paula não impediram a cobrança. Segundo os administrativos, a urgência tem uma gestão independente.
A leitora pagou, mas escreveu à direção da clínica a pedir a devolução do dinheiro e solicitou a nossa intervenção. Para ajudar, tinha testemunhos de outros acidentes na mesma cadeira.
Contactámos a Casa de Saúde, que já devolveu a totalidade do valor à nossa leitora. A criança sofreu com alguns pontos infetados, mas já está recuperada. Este exemplo prova que vale a pena lutar pelos seus direitos.
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