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Para ajudar o consumidor a fazer grandes poupanças, a DECO PROTESTE visitou 546 estabelecimentos e revela que, se optar pela loja certa, pode poupar quase mil euros por ano. No campeonato dos preços mais baixos, as cadeias Minipreço e Pingo Doce fazem frente aos hipermercados.
Na edição de Maio, em que a PRO TESTE publica um estudo dos supermercados, foram comparados cerca de 65 mil preços, recolhidos em 111 localidades do Minho ao Algarve, sem esquecer as ilhas. Segundo aquela revista, cerca de metade dos seus leitores afirma que este tipo de estudo influencia, altera ou confirma a escolha do seu supermercado. É, pois, fundamental conhecer os estabelecimentos que praticam os preços mais interessantes.
Dado que as pessoas compram vários tipos de produtos, a PRO TESTE formou dois cabazes:
- o cabaz 1 engloba 100 produtos, de características e marcas bem definidas, vendidas na maioria dos supermercados e destinados a quem compra com base na marca.
- o cabaz 2, que abrange 81 produtos, destina-se a quem entra num supermercado, olha para a prateleira e escolhe o produto mais barato.
Norte e Centro lideram preços baixos
Os supermercados foram classificados por tipo de consumo (se apenas compra produtos de mercearia ou drogaria, se costuma comprar fruta e legumes no supermercado, etc.) e por região.
Para encher o total do cabaz 1, o Intermarché das Caldas das Taipas, em Guimarães e o Pingo Doce, de Oliveira do Bairro e da Sertã são os campeões dos preços baixos. Na segunda posição, seguem-se o Minipreço, de Barcelos e da Maia, e o Pingo Doce, da Marinha Grande, revela a revista PRO TESTE. Ainda no pódio, as lojas de desconto Minipreço, de Aveiro e Vila Nova de Famalicão, e o Pingo Doce, da Figueira da Foz e de Peniche, ocupam o terceiro lugar.
Quanto a preços baixos, estamos perante o domínio do Norte e Centro do país: dos 10 supermercados mais baratos, 3 são do distrito de Braga, 2 de Aveiro, 2 de Leiria, 1 de Castelo Branco, 1 do Porto e outro de Coimbra. “Se os melhores preços se instalam no Norte e Centro, os mais elevados preferem o Sul”, conclui a DECO PROTESTE. No pódio dos mais caros, encontram-se dois supermercados do distrito de Lisboa: o Polisuper, em São João do Estoril e o Super G, na Parede.
Para as cidades ou localidades que não foram visitadas, a DECO PROTESTE verificou ainda quais as cadeias de estabelecimentos mais baratas. As lojas de desconto Minipreço e os supermercados Pingo Doce são a melhor opção para encher o cabaz 1. A cadeia Continente ficou no segundo posto, descendo uma posição face ao ano passado. Já as cadeias Inter e Ecomarché, Feira Nova e Jumbo arrecadaram a terceira medalha. Carrefour, E.Leclerc, Modelo e Pão de Açúcar ficam-se pela quarta posição.
Já no cabaz 2, a cadeia Plus manteve o primeiro lugar, conquistado, desde o estudo de 2004, às lojas Lidl. Por sua vez, estas mantiveram-se claramente isoladas na segunda posição. O melhor hipermercado (Continente) conquista a medalha de bronze, demarcando-se do Carrefour e Jumbo.
Aproveite para espreitar a concorrência
Braga e Porto são as regiões onde pode fazer as compras mais baratas. A região de Aveiro assegura o segundo posto e Castelo Branco conquista, com Viseu, o terceiro lugar do pódio. Seguem-se Coimbra, Évora e Lisboa, revela a DECO PROTESTE. Entre as regiões mais caras, continua a encontrar-se a Guarda, acompanhada de Bragança e Vila Real. Segundo esta revista, Vila Real volta a ser classificada como uma das mais caras, depois de no ano passado ter melhorado a sua posição.
As diferenças de preço numa mesma cidade são enormes. Lisboa, Faro e Beja são os distritos onde os preços variam mais. “O consumidor tem de escolher cuidadosamente o sítio onde vai fazer as suas compras. Porquê pagar mais quando pode obter o mesmo por muito menos dinheiro? Se optar pelo supermercado mais barato, poderá poupar quase mil euros por ano”, alerta a DECO PROTESTE. Eis um exemplo desta situação para um consumidor, em Lisboa, e que gasta € 250 por mês em compras. Se optar pelo Pingo Doce na Av. 5 de Outubro, em vez do A.C. Santos, na mesma avenida, irá poupar todos os meses mais de € 47, ou seja, quase € 573 por ano. Em Benfica, a situação é idêntica: se preferir o Pingo Doce do Fonte Nova ao A.C. Santos, na Estrada de Benfica, evita desperdiçar, ao fim do ano, quase 500 euros.
Aquela revista de consumidores apresenta ainda outro caso, no Algarve. Supondo um gasto mensal de € 250 no Alisuper, em Albufeira, ao optar pelo Pingo Doce da mesma localidade, o consumidor pode poupar todos os meses quase € 60, ou seja, cerca de € 700 por ano. Como mostra este exemplo, para poupar centenas de euros, basta fazer mais alguns metros ou entrar na loja do outro lado da rua.
No final do artigo, a PRO TESTE salienta que este estudo permite reduzir seriamente a factura das compras de cada consumidor, valendo a pena procurar nas páginas centrais da sua edição de Maio a cadeia ou a morada do estabelecimento que, perto da sua casa, pratica os preços mais interessantes.
| PRO TESTE n.º 269 - Maio de 2006 - páginas 27 a 38 |
20.04.2006
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