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Para ajudar o consumidor a fazer grandes poupanças, a DECO/PRO TESTE visitou 600 estabelecimentos e concluiu que, se optar pela loja certa, poderá poupar mais de mil euros por ano. Os hipermercados começam a bater o pé às lojas de desconto. São a opção mais vantajosa para comprar produtos de marcas conhecidas. Já para os produtos mais baratos nas prateleiras, as lojas de desconto apresentam preços 11% mais baixos do que os hipermercados.
Na edição de Maio, a DECO/PRO TESTE publica o seu tradicional estudo de preços nos supermercados. No total, foram comparados cerca de 90 mil preços, recolhidos em 107 localidades do Minho ao Algarve, sem esquecer as ilhas. Segundo aquela revista da DECO, “cerca de metade dos seus leitores afirmam que este tipo de estudo influencia, altera ou confirma a escolha do seu supermercado”. É, pois, fundamental saber quais os estabelecimentos que praticam os preços mais interessantes.
Dado que as pessoas compram vários tipos de produtos, a PRO TESTE formou dois cabazes:
- o cabaz 1 engloba 100 produtos, de características e marcas bem definidas, vendidas na maioria dos supermercados (por exemplo, um litro de leite Mimosa meio gordo).
- o cabaz 2 , que abrange 81 produtos, destina-se a quem entra num supermercado, olha para a prateleira e escolhe o produto mais barato. Muitas vezes, os preços recolhidos neste cabaz pertencem a produtos com a marca do próprio estabelecimento ou de distribuição exclusiva.
Grandes vencedores
Os supermercados foram classificados por tipos de consumo (se apenas compra produtos de mercearia ou drogaria, se costuma comprar fruta e legumes no supermercado, etc.) e por região. Para encher o total do cabaz 1, os Mercados Couto, de Estarreja e os Intermarché, de Vila Nova de Famalicão e de Mafra, são os campeões dos preços mais baixos, revela a revista dos consumidores. No que se refere a preços baixos, estamos perante o domínio do Norte: dos oito supermercados mais baratos, dois são do distrito do Porto, dois de Aveiro e dois de Braga. Dos que sobram, um é de Viana do Castelo e o outro é de Lisboa. Se os melhores preços se instalam no Norte, os mais elevados preferem o Sul: dos 24 estabelecimentos que ocupam as primeiras posições, apenas quatro se situam a sul de Aveiro. No pódio dos mais caros, além das lojas de conveniência BP 24 e Select, encontram-se os supermercados Celeiro, A.C. Santos, Novo Mundo, Super G, ambos no distrito de Lisboa, e o Sipel, de Faro.
Para comprar produtos do cabaz 2, os primeiros 90 classificados são quase exclusivamente lojas de desconto das cadeias Lidl e Minipreço. Isolado no comando, está um Plus, de Braga. Nestas contas, apenas se intrometem cinco hipermercados. O primeiro hipermercado, o Jumbo, de Rio Tinto (Porto) aparece na 19.ª posição.
Para as cidades ou localidades que não foram visitadas, a PRO TESTE determinou ainda quais as cadeias de estabelecimentos mais baratas. A cadeia Carpan, da região do Porto, é a melhor opção para encher o cabaz 1. O Carrefour subiu ao segundo posto, conseguindo uma recuperação notável. O E.Leclerc manteve a terceira medalha, sendo acompanhado pelas cadeias Continente e Feira Nova.
Já no cabaz 2, as lojas Lidl perderam o primeiro lugar para a cadeia Plus, ficando assim isoladas na segunda posição. O melhor hipermercado (Carrefour) volta a conquistar a terceira posição, demarcando-se do Continente e Jumbo. A acompanhá-lo está o Minipreço, 8% mais caro do que o primeiro classificado.
Vale a pena espionar a concorrência
Braga e Lisboa, acompanhadas de novo por Aveiro, continuam a ser as regiões onde é possível fazer as compras mais baratas. A região do Porto mantém o segundo posto. A viver dias de forte concorrência, Viana do Castelo conquista o bronze. Esta região parece ter despertado para a concorrência, após vários anos classificada como uma das mais caras. Entre as regiões mais caras, continuam a encontrar-se Beja e Évora, acompanhadas por Guarda, Vila Real e Portalegre.
As diferenças de preço numa mesma cidade são enormes. Lisboa, Faro, Setúbal e Braga são os distritos onde os preços variam mais. “O consumidor terá de escolher cuidadosamente o sítio onde vai fazer as suas compras. Porquê pagar mais quando pode obter o mesmo por muito menos dinheiro? Se optar pelo supermercado mais barato, poderá poupar mais de mil euros por ano”, alerta a DECO/PRO TESTE. Eis um exemplo desta situação para um consumidor em Albufeira (Faro): supondo que gasta 250 euros por mês em compras e o supermercado onde costuma ir é um dos mais caros (Sipel, na Avenida 25 de Abril), se optar pelo mais barato (Continente, no Algarve Shopping), pode poupar mais de 88 euros todos os meses. Feitas as contas para o cabaz 1, ao fim do ano, poupará quase 1062 euros. Se é daqueles que escolhe sempre os produtos mais baratos da prateleira (cabaz 2), poderá poupar 1926 euros.
Aquela revista de consumidores apresenta ainda outro caso, mas, desta vez, em Lisboa. Supondo que gasta 250 euros no Novo Mundo (de Benfica), se optar pelo Continente (do Centro Colombo), irá poupar todos os meses cerca de 78 euros, ou seja, 937 euros por ano. Este caso aplica-se ao cabaz 1. Se virmos o exemplo para o cabaz 2, a poupança será muito maior: 1575 euros por ano. Em muitos outros casos, para poupar basta só entrar na loja do outro lado da rua.
No final do artigo, a DECO/PRO TESTE conclui que este estudo permite reduzir seriamente a factura das compras de cada consumidor, valendo a pena procurar nas páginas centrais da sua edição de Maio a cadeia ou a morada do estabelecimento que, perto da sua casa, pratica os preços mais interessantes.
| Pro Teste n.º 247 - Maio de 2004 - pág. 27 a 38 |
21.04.2004
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