Do empréstimo da casa, ao carro, supermercado ou telecomunicações, alivie as contas da família, sem prescindir de conforto. As nossas dicas e simuladores ajudam a dar um pontapé na crise.
Sucedem-se os prenúncios de mais um ano difícil. A palavra crise propaga-se
nos media e deixa antever a necessidade de poupança e consumo racional. Se, em
2008, esticar a corda já se revelou uma tarefa hercúlea para muitas famílias,
gerir o orçamento mensal sem mais dores de cabeça, requer planeamento, comparar
e fazer escolhas informadas. Há várias frentes de ataque: comece por refrear o
consumo e gastar só naquilo que precisa.
Aquecer 1 litro de água por dia custa € 4,70
por ano, enquanto num fogão a gás e microondas gasta € 7,80 e €
10,85, respectivamente. Confira os jarros eléctricos mais poupados
no teste a 14 modelos.
Banalizou-se o recurso ao crédito para pagar a casa, o carro, as férias ou o
computador. Com os bancos a publicitarem juros baixos e prestações suaves,
muitos portugueses endividaram-se mais do que a sua capacidade financeira o
permitia e contraíram vários empréstimos em simultâneo. A agravar, situações
inesperadas, como o desemprego, divórcio, doença, morte ou invalidez de um
membro da família, dificultam o pagamento atempado das prestações.
Se está numa situação de sobreendividamento e não consegue renegociar os
créditos com o banco, recorra aos Gabinetes de Apoio ao Sobreendividado da DECO.
Em 2008, ajudaram cerca de 9 000 famílias. Existem em Lisboa e nas delegações
regionais do Porto, Coimbra, Santarém, Évora, Viana do Castelo e Faro. Servem de
mediadores junto das instituições de crédito, propondo a renegociação das
dívidas. Mas também analisam o orçamento da família e indicam formas de
controlar os gastos. Antes de assinar um empréstimo, use o simulador para saber
se o orçamento suporta mais encargos.
Famílias sobreendividadas recorrem cada vez mais à DECO