Pagamentos no estrangeiro
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Se viajar para fora do
país, evite fazer levantamentos com o cartão de
crédito no Multibanco ou nos
bancos, pois estes cobram uma fortuna em comissões. Fora da
zona euro, use os
cartões de débito e crédito com
moderação, pois estão sujeitos a
custos.
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O cartão de crédito é
muito prático, em particular, para quem viaja. Mas o seu uso
sistemático,
sobretudo no estrangeiro, pode comportar mais despesas do que um
cartão de
débito.
Dinheiro
e
cartões
Se viajar para um país aderente
ao euro, está em casa. A moeda única
facilitou muito as transacções para quem se
desloca dentro na União Europeia.
Faça o mesmo que em Portugal: leve algum dinheiro consigo
para as despesas mais
pequenas e pague o resto com os cartões de débito
e crédito, pois não têm
custos.
Para qualquer outro
país, use os cartões com
moderação, pois estão sujeitos a
comissões. Nos
pagamentos em estabelecimentos comerciais, a maioria dos bancos cobra
1,7%
sobre a transacção com o cartão de
débito ou crédito (ou seja, 1,70 euros num
pagamento de 100 euros).
Para países de moeda
“forte”, como o Reino Unido ou os Estados Unidos,
convém levar também algumas
divisas locais. Por uma questão de segurança,
faça uma estimativa de quanto vai
gastar em despesas de primeira necessidade, como o táxi ou o
café, e leve
apenas o que precisar. Regra geral, compensa comprar moeda nas
agências de
câmbio. Estas cobram menos em comissões do que os
bancos e vendem a moeda
ligeiramente mais barata. Mas se tiver mais facilidade em
comprá-la num banco,
pague por débito em conta. É mais barato do que
em dinheiro.
Travellers cheques
Quando viajar para
países de moeda “fraca”, como o Brasil
ou Marrocos, por exemplo, leve também cheques travellers. Apesar
de ficar mais
caro do que comprar moeda, os travellers
cheques são bastante mais seguros, pois têm de ser
assinados pelo titular.
Em todo o caso, para
prevenir furtos, anote o número dos cheques e vá
dando baixa dos que utilizar.
Será mais fácil cancelá-los se tiver
um azar. Além disso, guarde os que não
usar no cofre do hotel e assine-os só quando os descontar.
Multibanco
Acabou o dinheiro que
levava no bolso e precisa de mais algum para as pequenas despesas
diárias? O
melhor é levantar algumas notas num caixa
automático (ATM). Faça-o com o cartão
de débito, já que tem menos custos do que o de
crédito.
Fora da zona euro,
evite retirar pequenas quantias de cada vez, pois é mais
caro. Como esta
operação implica uma comissão fixa
(regra geral, 2,50 euros) quanto mais vezes
recorrer à máquina, mais paga. A maioria dos
bancos cobra ainda uma taxa de
0,33% sobre a transacção, à qual
acresce imposto de selo.
Se, por algum motivo,
não puder levantar dinheiro no Multibanco, resta-lhe a
alternativa mais cara:
levantar com o cartão de crédito ao
balcão de um banco (cash-advance).
Para levantar 1000 libras, por exemplo, paga em
média mais de 80 euros de comissões.
Caso lhe sobre moeda
antes de regressar, guarde-a para uma
próxima oportunidade ou gaste bem
os últimos “cartuchos”.
Vendê-la significa perder dinheiro devido às
comissões
elevadas e taxas de câmbio baixas aplicadas pelos bancos e
pelas agências de
câmbio.
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