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Na 2.ª Conferência Internacional de Educação Financeira, que contou com a participação da DECO, discutiram-se formas de ensinar a lidar com o dinheiro, para aumentar a eficiência do sistema financeiro.
Ensinar os portugueses a lidar com o dinheiro e a agir de forma responsável e
informada é um dos objectivos do Projecto Educação+, apresentado na 2.ª
Conferência Internacional de Educação Financeira, que decorreu em Lisboa a 28 de
Setembro. O projecto assenta numa exposição itinerante destinada a jovens dos 7
aos 17 anos e visa responder a três questões: “Dinheiro para quê?”, “Como gastar
o dinheiro?” e “Compro ou não compro?”.
Munidos das respostas, os jovens saberão “como ganhar dinheiro, gastar,
poupar e investir, para terem melhor qualidade de vida”, defendeu Catarina
Tavares, da Universidade de Aveiro. A docente focou a importância da introdução
destes conceitos no ensino da matemática.
A literacia financeira e a capacidade de compreender as informações
associadas a produtos bancários foi um dos temas centrais. João Duque,
presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, revelou que mesmo sendo
um entendido na matéria já subscreveu produtos bancários enganadores: “Quando
cheguei a casa e fui ler as informações, descobri que a rendibilidade anunciada
estava longe da real. E sou da área! Por isso, é importante ponderar, fazer
perguntas e esclarecer dúvidas antes de subscrever um produto”. Lúcia Leitão, do
Banco de Portugal, acrescentou que “a literacia financeira permite usar a
informação de forma mais eficiente”.
Para colmatar as deficiências na educação financeira, Luísa Nunes, do
Ministério da Educação, incentivou os pais a envolverem as crianças “na gestão
das despesas no quotidiano da família”, para melhor compreenderem aquilo a que a
jornalista Fernanda Freitas chamou de “necessidade de ter um bem versus
querer ter um bem”.
Pedro Catarino, analista da DECO PROTESTE, lembrou a importância de controlar
as despesas e fazer crescer as poupanças. “Pelo menos 10% do rendimento
disponível deve ser canalizado para a poupança. Se preferir, pense de outra
forma: ao poupar um euro por dia e investir num produto com rendibilidade anual
na casa dos 4%, ao fim de 35 anos, terá reunido mais de 27 mil euros”.
O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, criado em Maio deste ano,
está a trabalhar no Programa de Literacia Financeira Nacional, a implementar em
Portugal. O arranque do projecto ainda não tem data certa.
 Pedro Catarino, analista da PROTESTE POUPANÇA, alertou para a
necessidade de poupar e controlar as despesas
Última atualização em outubro de 2010
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