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A taxa base líquida dos Certificados de Aforro mantém-se em 1,6% desde Outubro de 2004 e nos depósitos a prazo também não há alterações a notar. Nos mercados accionistas, apesar da época de resultados ter decorrido sem grandes sobressaltos, as Bolsas marcaram passo em Março. Em Portugal, o índice PSI-20, da Euronext Lisboa, recuou 1,4%.
- Rendimento Garantido: taxa dos Certificados mantém-se
A taxa base líquida dos Certificados de Aforro
mantém-se em 1,6% desde Outubro de 2004. A estabilidade da Euribor é a razão
deste comportamento. Nos depósitos a prazo também não há alterações a notar.
- Câmbios, Inflação e Taxas de Juro: dólar
recupera terreno
A Reserva Federal voltou a subir a taxa de juro directora, aumentando o diferencial face ao euro e beneficiando o dólar nos mercados cambiais.
- Mercados bolsistas: marcam passo
A economia norte-americana continua a comportar-se melhor do que a sua congénere da zona euro. Apesar da época de resultados ter decorrido sem grandes sobressaltos, os mercados marcaram passo em Março. Por cá, o PSI-20 recuou 1,4%.
1. Rendimento Garantido:
Taxa dos Certificados de Aforro mantém-se em 1,6%
Desde Outubro do ano passado que a taxa base líquida dos Certificados de Aforro se mantém em 1,6%. Em Abril de 2004, a taxa base líquida atingiu o mínimo histórico de 1,4%, como se pode ver no gráfico. É também de salientar que, desde Julho de 2003, as alterações registadas na taxa base dos Certificados são pouco significativas (variou entre 1,4% e 1,6%). Este comportamento ficou a dever-se à estabilidade das taxas de curto prazo, nomeadamente a Euribor. Mas, apesar do nível reduzido da taxa base, esta aplicação continua a ser interessante para quem queira aplicar a médio prazo, sem risco e com elevada liquidez. O prémio de permanência semestral de 0,2% líquido após os primeiros seis meses, até ao máximo de 1,6%, é a sua principal vantagem.

Depósitos abaixo da inflação prevista
As taxas dos depósitos bancários continuam sem mostrar sinais de recuperação. Actualmente, o melhor depósito a um ano, o BPN Global 3%, rende 2,4%, em termos líquidos. Mas exige um montante a partir de €50.000. Se não dispõe de uma quantia tão elevada, o Imoprazo e o BCAGlob@l rendem 2%.
A taxa de inflação para este ano estimada pela Comissão Europeia é de 2,4%, pelo que, a maior parte dos depósitos continuará a proporcionar rendimentos reais negativos.
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Certificados de Aforro |
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Taxa base (1) |
Prémio de permanência (2) |
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1,6 % |
0,2 % |
Fonte: Poupança Quinze (1) Taxa anual nominal líquida garantida por três meses, para os Certificados subscritos em Abril de 2005 ou que iniciem um novo período de contagem de juros. (2) Taxa anual líquida a adicionar, por cada semestre decorrido, à taxa base, com início no segundo semestre e até um máximo de 1,6%.
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Depósitos a Prazo (1) |
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Taxa média (2) |
Melhor taxa (3) |
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1,1 % |
2,0 % |
Fonte: Poupança Quinze (1) Taxas anuais nominais líquidas para remunerar um depósito de 5 000 euros a um ano. (2) Média das taxas indicativas praticadas pelos bancos em 01/04/05. (3) BCAGlob@l (BCA) e Imoprazo (BNC).
2. Câmbios, Inflação e Taxas de Juro
No mês passado, o dólar esteve em destaque nos mercados cambiais. A divisa norte-americana apreciou-se face às principais moedas, ganhando, nomeadamente 3% contra o euro. A 22 de Março, a Reserva Federal voltou a subir a taxa de juro directora em 0,25% para 2,75%. Se esta decisão já era antecipada, o ligeiro endurecimento do discurso das autoridades monetárias dos EUA alterou um pouco as expectativas do mercado. Além disso, traçaram uma imagem tranquilizadora sobre a economia americana. Melhoria do mercado de trabalho, produção e produtividade em alta, eis alguns dos elementos que mostram a robustez económica do país. Por fim, mostraram-se mais preocupadas com as pressões inflacionistas, com o ressurgimento de um maior poder das empresas em aumentar os preços. Assim, muitos investidores interpretaram as declarações como uma intenção de subir as taxas mais rapidamente.
Ao invés, a conjuntura deteriora-se na zona euro e a confiança dos empresários e dos consumidores está em queda. Neste contexto, é provável que o Banco Central Europeu mantenha, durante alguns meses, as taxas nos actuais 2%. Como consequência, o diferencial de taxas é cada vez mais favorável aos títulos americanos e, nos mercados, o dólar já beneficiou. De notar que o diferencial entre os rendimentos das obrigações americanas e europeias diz respeito também aos prazos mais longos. Enquanto as taxas europeias continuam estagnadas, as taxas de longo prazo americanas prosseguem a sua normalização para níveis mais adequados com a dinâmica da economia dos EUA.
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Câmbios em 31/03/05 |
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Cód. ISO |
Moeda |
Câmbio
em euros |
Variação face ao euro
% |
Flutuações |
Perspectivas (1) |
|
1 mês |
1 ano |
1 ano |
Longo prazo |
|
GBP |
Libra esterlina |
1,4540 |
0,2 |
-2,8 |
Moderadas |
- |
= |
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CHF |
Franco suíço |
0,6456 |
-0,8 |
0,5 |
Moderadas |
= |
+ |
|
DKK |
Coroa dinamarquesa |
0,1342 |
-0,1 |
-0,1 |
Reduzidas |
= |
= |
|
SEK |
Coroa sueca |
0,1093 |
-1,1 |
1,3 |
Moderadas |
+ |
++ |
|
NOK |
Coroa norueguesa |
0,1219 |
0,2 |
2,8 |
Moderadas |
= |
- |
|
USD |
Dólar americano |
0,7695 |
2,1 |
-5,4 |
Elevadas |
+ |
++ |
|
CAD |
Dólar canadiano |
0,6360 |
3,8 |
2,7 |
Elevadas |
+ |
++ |
|
AUD |
Dólar australiano |
0,5952 |
-0,5 |
-4,2 |
Elevadas |
+ |
+ |
|
JPY |
Iene japonês (100) |
0,7194 |
-0,4 |
-8,0 |
Elevadas |
= |
++ |
Fonte: Poupança Quinze (1) -- forte depreciação; - ligeira depreciação; = estável; + ligeira apreciação; ++ forte apreciação.
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Taxas em 31/03/05 |
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Cód. ISO |
Inflação (1) |
Taxas de juro a 3 meses |
Taxas de juro a 10 anos |
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(%) |
Mês |
Valor em (%) |
Tendência (2) |
Valor em (%) |
Tendência (2) |
|
EUR |
2,1 |
Mar |
2,15 |
= |
3,54 |
+ |
|
GBP |
1,6 |
Fev |
4,94 |
= |
4,68 |
+ |
|
CHF |
1,4 |
Fev |
0,75 |
+ |
2,05 |
+ |
|
USD |
3,0 |
Fev |
3,09 |
+ |
4,46 |
+ |
|
CAD |
1,8 |
Fev |
2,64 |
+ |
4,24 |
+ |
|
AUD |
2,6 |
Dez |
6,06 |
+ |
5,66 |
+ |
|
JPY |
-0,4 |
Fev |
0,02 |
= |
1,01 |
= |
Fonte: Poupança Quinze (1) Variação dos preços face ao mesmo mês do ano anterior. (2) - diminuição; = estável; + subida.
3. Mercados bolsistas
Os sucessivos recordes alcançados pelo preço de petróleo e o espectro de uma subida mais rápida que o previsto das taxas de juro nos Estados Unidos condicionaram o andamento das Bolsas em Março. Com efeito, face à subida do preço das matérias-primas, os mercados acreditam que as autoridades americanas possam vir a acelerar o ritmo de subida dos juros de forma a controlar a inflação. Na Europa, o crescimento económico permanece débil, com a confiança dos empresários e dos consumidores a degradar-se e a taxa de desemprego na Alemanha e França a aumentar. Tal não augura nada de positivo para o futuro, tanto mais que as exportações deverão ser afectadas por uma conjuntura mundial menos dinâmica do que era esperado. Neste contexto, as Bolsas marcaram passo, apesar da época de divulgação de resultados ter sido globalmente favorável. Madrid e Amesterdão perderam 1,1%, enquanto Paris e Londres cederam 1%. Já Frankfurt subiu 1% e Nova Iorque 0,5%.
No plano sectorial, apesar do vigor dos preços das matérias-primas, os sectores de indústria base e de petróleo perderam terreno, após terem valorizado fortemente em Fevereiro. Pior prestação teve o sector automóvel americano, afectado pela revisão em baixa dos resultados da General Motors. Ao invés, em alta, estiveram as empresas alimentares e farmacêuticas. No seguimento da compra da Gillete pela Procter & Gamble, novas operações de fusão e aquisição poderão estar na calha. Já o sector farmacêutico beneficiou das conclusões positivas do comité consultivo da Food & Drug Administration nos Estados Unidos sobre uma série de medicamentos presumivelmente perigosos.
Na Euronext Lisboa, e num período marcado pela divulgação de resultados anuais, o PSI-20 recuou 1,4%. Do lado das quedas, a Brisa recuou 3,1%, com a acção a corrigir ainda dos máximos históricos alcançados em finais de Janeiro, e depois dos lucros anuais não terem impressionado. A EDP foi outro título que evoluiu em baixa (-2,7%), apesar de ter divulgado bons resultados. A eléctrica foi penalizada, sobretudo, pela incerteza em torno do futuro do sector energético nacional. Além destas, o sector de media também evoluiu em baixa, com a Cofina a perder 8,2%, a Media Capital 6,7% enquanto a Impresa cedeu 1,4%. Pela positiva, o destaque vai por inteiro para a distribuição, com a Jerónimo Martins (a Poupança Acções passou a recomendar a compra deste título) e a Modelo Continente a subirem 7,8 e 2%, respectivamente, após a divulgação de bons resultados.
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Bolsas em 31/03/05 |
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Bolsa (1) |
Evolução no último mês (2) |
Evolução nos últimos doze meses (2) |
Índice de sobre/sub valorização (3) |
Price/Earnings médio do último exercício (4) |
Price/Earnings médio do exercício em curso (4) |
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Euronext Lisboa |
-1,4% |
3,3% |
-0,5 |
16,5 |
14,2 |
|
Eurnonext Amesterdão |
-1,1% |
15,5% |
0,2 |
12,3 |
11,4 |
|
Euronext Bruxelas |
1,0% |
38,0% |
-0,1 |
12,4 |
11,8 |
|
Euronext Paris |
-1,0% |
17,5% |
0,5 |
21,0 |
12,1 |
|
Frankfurt |
1,0% |
12,1% |
0,9 |
18,0 |
12,8 |
|
Londres |
-1,0% |
12,1% |
-0,6 |
19,1 |
15,5 |
|
Madrid |
-1,1% |
19,5% |
-0,1 |
17,5 |
13,9 |
|
Milão |
1,4% |
27,2% |
-0,2 |
18,2 |
13,8 |
|
Nova Iorque |
0,5% |
1,0% |
0,1 |
19,2 |
16,4 |
|
Sidney |
-1,8% |
20,0% |
-0,6 |
n.d. |
n.d. |
|
Tóquio |
0,0% |
-7,4% |
1,4 |
n.d. |
n.d. |
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Zurique |
-0,9% |
9,2% |
-0,1 |
18,5 |
13,8 |
Fonte: Poupança Acções (1) Índices Datastream, excepto Lisboa (PSI-20). (2) Em euros. (3) Um valor do índice inferior a -0,5 indica que a bolsa está subvalorizada, entre -0,5 e 0,5 que está a um nível correcto e mais de 0,5 que está sobrevalorizada. Este índice considera as taxas de juro de longo prazo, a taxa de câmbio e o risco associado a cada Bolsa. (4) Cotação/Lucros correntes (sem elementos excepcionais). n.d. = não disponível.
07.04.2005
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