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da DECO PROTESTE


Crise: empresas nacionais pouco transparentes

Falta de transparência, débil controlo dos riscos e remunerações exageradas dos administradores, mesmo nas empresas em falência, podem estar na origem da actual crise.

O boletim PROTESTE POUPANÇA, da DECO PROTESTE, analisou 363 sociedades cotadas em Bolsa. Conclusão: os resultados são melhores do que no ano passado, mas não passam da mediania. Em termos globais, as empresas atingiram 5,4 pontos, num máximo de 10. No topo da escala, destacam-se os países anglo-saxónicos, como a Grã-Bretanha (6,3), Estados Unidos (6) e Alemanha (5,9).

As empresas das Quinas continuam frágeis: arrecadaram uns modestos 4,9 pontos, mais 0,4 do que em 2008. Falham sobretudo na transparência (média de 3,8) e no funcionamento do conselho de administração (4). A Novabase e a Glintt, ambas do sector tecnológico, são as únicas a figurar no top 100 internacional. A Galp, REN, EDP e Portugal Telecom, 4 pesos pesados, são penalizadas pela influência do Estado na sua estrutura.

É fundamental que as recomendações da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) passem a ter cariz obrigatório. A PROTESTE POUPANÇA sugere várias medidas para melhorar o governo societário e proteger os pequenos investidores.

  1. Mudar regularmente os auditores e proibi-los de prestar outros serviços às empresas auditadas.
  2. Proibir filiais em paraísos fiscais (offshores) e eliminar despesas confidenciais, para promover a transparência das contas.
  3. Conselho de administração com maioria de membros independentes.
  4. Remuneração do conselho da administração aprovada em assembleia-geral de accionistas e divulgada individualmente.
  5. Prémios de desempenho da administração e dirigentes baseados em indicadores sólidos e representativos do valor da empresa em mais do que um ano.
  6. Agências de notação de risco de crédito (rating) controladas por entidade supervisora e responsabilizadas em caso de erro ou negligência graves.
  7. Eliminar as golden shares e limitações ao direito de voto.

A DECO comunicou os resultados do estudo e reivindicações à CMVM, entidade que regula o sector. Para aceder ao estudo completo e pacote de medidas propostas, consulte o sítio www.protestepoupanca.pt.

20.05.2009

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