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O preço médio por litro da gasolina de 95 octanas ultrapassou 1,50 euros, valor apenas registado em julho de 2008. O mercado continua ineficiente e falta uma autoridade reguladora.
A expectativa de aumento da procura do petróleo acentuou-se nas últimas
semanas, o que fez disparar o preço do barril nos mercados internacionais. No
mercado londrino, referência para os preços em Portugal, o barril é atualmente
negociado perto dos 100 dólares.
O aumento do IVA de 21% para 23% levou a uma subida média de 2,4 cêntimos por
litro da gasolina de 95 octanas. O agravamento total no preço em apenas um mês é
de 5,8 cêntimos face aos valores no final do ano passado (seria de 3,4 cêntimos,
caso o IVA não aumentasse).
Portugal é dos países com maior lentidão no ajuste do preço face a variações
do custo do petróleo.
O que o consumidor pode fazer Acima de tudo, abasteça
onde for mais barato. Para tal, recorra ao portal Preços dos combustíveis
online, da Direcção-Geral de Energia e Geologia. Lá encontra o preço em mais
de 2500 postos.
Algumas gasolineiras tentam fidelizar clientes através de cartões de pontos,
descontos cruzados ou preços especiais em determinados dias da semana. Compare
preços e analise se esses descontos e ofertas são úteis. Estas campanhas são a
prova de que existe margem para descer o preço do combustível.
DECO defende a criação de autoridade reguladora Em 2009,
o relatório da Autoridade da Concorrência confirmou a ineficiência na formação
dos preços e detetou problemas estruturais.
Quase dois anos depois, as ineficiências persistem e as petrolíferas tardam
em cumprir as suas obrigações. A DECO defende a criação de uma autoridade
reguladora para o setor, para acompanhar de perto a evolução do mercado e o
comportamento das empresas do ramo. Até lá, o consumidor é o principal
prejudicado.

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