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A maioria das contas de poupança para os mais novos oferece jogos e mealheiros como incentivo à contratação, mas a remuneração não convence: de 0,3 a 3%, menos do que nos depósitos tradicionais.
O Banco Espírito Santo, o Banco Popular e o Montepio são alguns dos que oferecem brindes como forma de sensibilizar e educar as gerações mais novas para a necessidade de poupar. No entanto, não basta ensinar. É necessário que os incentivos à poupança superem a subida dos preços. A inflação prevista pela OCDE para 2011 é de 3,3%, mais 0,3% do que a taxa do melhor depósito para jovens e mais 1,9% do que a média dos produtos analisados para este segmento.
Segundo a PROTESTE POUPANÇA, a remuneração proposta é muito fraca e o prazo das aplicações desadequado, sobretudo se se tiver em conta que o horizonte de investimento é, na maioria dos casos, bastante alargado. Com estes rendimentos, de pouco serve amealhar ao longo dos anos, pois a inflação devora o valor do dinheiro.
A poupança para os mais novos deverá ser feita numa perspetiva de longo prazo. Se juntou algum dinheiro, por exemplo, dos aniversários e das épocas festivas, que queira ver rentabilizado, esqueça as contas “especiais” para jovens. De “especial” têm muito pouco. Invista-o em Certificados do Tesouro, se faz questão do capital garantido: rendem 5,6% ao ano se aplicar por um período de 10 anos, e 5,3% se aplicar entre 5 a 9 anos.
Caso não tenha ainda os mil euros necessários para investir, prefira um depósito a prazo normal. Com a necessidade crescente de financiamento por parte dos bancos, vários garantem 3,5% líquidos ao ano.
Para montantes superiores, se estiver disposto a arriscar um pouco, diversifique e opte por fundos de investimento de ações e obrigações. Desde que mantenha o investimento por um mínimo de 5 anos, o potencial de rendimento é bastante superior ao das aplicações sem risco.
07.06.2011
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