Os incêndios são cada vez mais rápidos, devido à capacidade combustível dos materiais. Defenda-se com a nossa selecção de dicas.
Portugal não estuda as causas dos incêndios em habitações, nem produz estatísticas rigorosas. Segundo uma investigação da Universidade de Lund, Suécia, em 2003, o risco tem aumentado nos últimos anos, devido a alterações na carga de incêndio. O mobiliário e materiais de revestimento produzem mais calor em menos tempo.
Outro estudo, de proveniência japonesa, revela que, em 75% dos casos, os incêndios fatais deflagram em quartos, salas de estar e cozinhas. Roupa de cama, vestuário, móveis e líquidos inflamáveis são o motor de arranque. Um terço das mortes deve-se a incêndios provocados por fumadores pouco cautelosos. Já o uso incorrecto de aquecedores e lareiras foi a primeira causa de óbito entre os idosos.
Mantenha o perigo à distância
Não fume na cama nem, de preferência, no quarto. Se tiver detectores de fumo, verifique o funcionamento pelo menos 1 vez por mês. Prefira detectores com aviso sonoro, cujas pilhas devem ser mudadas com regularidade e segundo as instruções do fabricante.
Coloque os aquecedores eléctricos portáteis longe de tapetes, cortinas e outros materiais inflamáveis e desligue quando não estiver ninguém em casa. Apague também eventuais velas. Limpe a chaminé ou lareira, pelo menos, 1 vez por ano.
Instale um detector de monóxido de carbono na cozinha. Mude o filtro do exaustor quando estiver sujo. Deixe as garrafas de gás butano ao alto. Mude o tubo de borracha da garrafa antes do fim do prazo. Coloque fósforos e isqueiros fora do alcance dos miúdos. Assegure-se de que o armário por cima da placa de cozinha ou fogão não é feito com materiais inflamáveis. Não deixe comida ao lume sem vigilância.
Treino para o pior cenário
Quando os meios de prevenção não chegam para afastar o perigo, a família deve estar preparada. Elabore um plano de fuga, com desenho ou esquema, discuta-o e revele o número de emergência (112) a todos. Pratique os exercícios de dia e de noite.
Verifique se as janelas e portas que dão para o exterior abrem facilmente.
Preveja um ponto de encontro no exterior. Pode ser um elemento permanente, como uma árvore ou candeeiro. Deve estar a uma distância segura de casa.
Para começar o treino, carregue no botão do detector de fumo.
Experimente a escada de emergência para a rua.
Verifique todas as saídas possíveis.
Ensine as crianças a saírem. Pode não ser possível ajudá-las em caso de incêndio.
Siga o plano nas calmas
Num incêndio, é importante tentar manter a calma e avisar todas as pessoas em casa. Desligue o quadro eléctrico, feche a válvula do gás, saia de acordo com o plano de fuga treinado.
Ajude os que precisarem de si, como crianças, idosos ou indivíduos com mobilidade condicionada.
A ter de fugir no meio do fumo, caminhe por debaixo da nuvem.
Sinta o manípulo e a porta antes de abri-la. Se estiverem quentes, opte por outra saída. Circunscreva o incêndio fechando as portas atrás de si, mas não à chave.
Se as saídas estiverem bloqueadas e puder aceder a um segundo ou terceiro piso, considere a possibilidade de sair por um escadote. Certifique-se de que este se adapta às janelas exteriores.
Já na rua, chame os bombeiros. Nunca volte ao edifício a arder. Se alguém ficar no interior, informe os bombeiros de imediato.
No caso de as roupas pegarem fogo, não corra: rebole no chão. Ao deitar-se no chão, cubra a cara com as mãos. Ensine esta regras às crianças, que até vão divertir-se com o treino.