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Os menus escolares são variados e equilibrados, embora alguns apresentem demasiada carne vermelha.
As ementas mensais de 100 escolas públicas e privadas revelam preocupação em fornecer uma alimentação variada e equilibrada aos alunos. A maioria recorre a métodos de confeção saudáveis, como estufados e preparados no forno, e oferecem uma boa alternância entre carne e peixe.
Para este estudo, pedimos a ementa mensal a 517 escolas públicas e privadas do 2.º ciclo do ensino básico, no ano letivo de 2010/11. Responderam-nos 245 escolas, das quais selecionámos 100, entre as que apresentavam maior número de alunos e serviam mais refeições.
Notas a subir desde 2005
As escolas servem, sobretudo, sopa de legumes ou leguminosas, as mais aconselhadas. Os caldos e sopas de peixe representam apenas 5% das sopas servidas pelos 100 estabelecimentos nas quatro semanas que analisámos.
Em geral, há uma variação adequada entre carne, peixe e ovos no prato principal. O peixe aparece com mais frequência do que em 2005, quando realizámos o último estudo. O uso de pastéis e outros salgados diminuiu bastante, embora 27 escolas ainda sirvam mais do que o desejável (uma vez por mês). A maioria também abusa da carne vermelha.
Os acompanhamentos são variados, com predomínio do arroz e batata, em puré ou cozida. A batata frita surge em apenas 5% dos pratos, uma redução drástica face ao que verificámos na última análise. As massas e as leguminosas são agora mais utilizadas, mas as últimas ainda têm margem para crescer: 48 escolas nunca as serviram ou fizeram-no apenas uma vez em quatro semanas, quando o ideal seriam 2 a 4 vezes.
A evolução da oferta de legumes foi muito positiva. Em 2005, apenas 9% dos estabelecimentos incluíam legumes no prato principal todos os dias, enquanto agora são 65 por cento.
Os métodos de confeção são mais saudáveis do que há 6 anos. Os refeitórios dão, agora, prioridade aos estufados e assados no forno. Os fritos, líderes em 2005, caíram para terceiro lugar.
A fruta é a sobremesa mais utilizada. Nas escolas públicas, deve ser opção, mesmo quando há doce ou iogurte. Os estabelecimentos privados incluem doces na ementa com maior frequência, ainda assim, a maioria não ultrapassa os limites adequados (4 vezes por mês).
A água é a única bebida disponível nos refeitórios das escolas públicas, embora os alunos possam comprar outras fora da cantina. Nalguns privados, os alunos podem optar por refrigerantes à refeição: são mais apetecíveis, mas menos saudáveis.
Última atualização em setembro de 2011
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