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A revista PRO TESTE visitou 30 estabelecimentos com ensino pré-escolar, no Grande Porto e na Grande Lisboa, e os principais problemas surgiram na higiene dos utensílios e das instalações das cantinas. Nas refeições, é necessário melhorar a lavagem das saladas. Mais: ao avaliar o equilíbrio nutricional das refeições servidas às crianças, o peixe e os legumes continuam a estar pouco presentes no dia-a-dia. As carnes vermelhas (como vaca e porco), por sua vez, continuam a ter uma oferta excessiva.
No funcionamento global eficiente de uma cantina, e para assegurar a devida segurança alimentar, a higiene é um aspecto incontornável. Segundo aquela revista dos consumidores, além de, por vezes, os pratos, colheres e garfos não estarem bem lavados, as mãos dos funcionários nem sempre estão irrepreensíveis. Ora, a sua lavagem deve ser prioritária, dado que estão em contacto com os alimentos.
Contentores de lixo sujos e destapados, portas, paredes, tecto, pavimento e armazéns num estado de sujidade inaceitável, má limpeza e conservação dos equipamentos de exaustão e ventilação são alguns dos motivos que levaram a PRO TESTE a chumbar uma parte dos 30 estabelecimentos visitados na análise aos locais de manipulação dos alimentos. A falta de redes nas janelas e nas portas de acesso ao exterior, que evitam a entrada de pragas, nem sempre é encarada com rigor, bem como, em caso de quebra, a protecção nas lâmpadas.
Consumidores exigem mais cuidados de higiene
“Embora o funcionamento da maioria das cantinas não tenha apresentado problemas, algumas das falhas encontradas merecem reparos importantes”, alerta a DECO PROTESTE. Enquanto alguns defeitos são estruturais e, por isso, difíceis de resolver, como a realização de obras (nas instalações sanitárias para os funcionários da cantina, por exemplo), outros têm fácil resolução. Por vezes, é uma questão de implementar maior disciplina na gestão dos procedimentos, como na limpeza das cozinhas, armazéns, vestiários e sanitários e na lavagem do equipamento e utensílios. A lavagem e desinfecção das mãos podem fazer a diferença. Cabe ao Conselho Executivo de cada escola assegurar todas estas práticas.
A lei dos requisitos necessários ao bom funcionamento da restauração é bastante completa. Por isso, é essencial que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica continue a assegurar uma fiscalização eficaz neste sector.
Muitas vezes, o incumprimento dos requisitos mínimos ao nível, por exemplo, da higiene do equipamento e dos utensílios resulta do desconhecimento dos funcionários. Esta é uma razão suficiente para que as direcções das escolas promovam acções de formação esclarecedoras.
Excesso de carnes vermelhas, pouca frequência de peixe e legumes são os aspectos ainda a melhorar nos menus propostos. Mesmo assim, em relação ao estudo de 2005 (PRO TESTE n.º 261), verificam-se progressos positivos: as batatas fritas são menos frequentes como acompanhamento e os doces como sobremesa.
| Pro Teste n.º 274 - Novembro de 2006 – páginas 8 a 12 |
19.10.2006
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