Dar medicamentos a crianças, que não foram testados na sua idade, pode resultar em acidentes, como efeitos tóxicos, ou ineficácia.
Mais de metade dos casos de intoxicações por medicamentos em crianças deve-se à ingestão indevida destes medicamentos, segundo dados de 2007 do Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV). A maioria dos acidentes acontece com medicamentos como o paracetamol e ansiolíticos, nos primeiros quatro anos de vida.
Feche a tampa de segurança e o armário
Prefira medicamentos com tampas de segurança. Alguns, inclusive indicados para crianças, não têm esta opção. Os fabricantes deviam ser obrigados a incluí-la, pois é uma forma de evitar acidentes com crianças.
Guarde os medicamentos num armário trancado e nunca junto a produtos tóxicos, como diluentes ou tintas. Mantenha as embalagens originais e o folheto informativo. Não transfira o conteúdo para outros recipientes.
Se tiver dúvidas com medicamentos, contacte a linha Saúde 24 pelo 808 24 24 24, disponível todos os dias, durante 24 horas.
Tenha o número do CIAV sempre à mão: 808 250 143. Em caso de acidentes, como intoxicação, mantenha a calma e ligue de imediato.
Medicamentos para crianças: vencer o desafio
Para cada idade, doença e fase de desenvolvimento, há formulações que facilitam o tratamento. Misturar medicamentos com comida pode ajudar. Xaropes, soluções, medicamentos efervescentes e suspensões orais são boas opções para crianças até aos 8 anos, pois são fáceis de engolir e podem evitar alguns acidentes.
Medicamentos mastigáveis ou solúveis podem ser alternativa a partir dos 2 anos, mas é preciso garantir que as crianças não engolem. Sprays e gotas nasais, usados para rinites e alergias, podem irritar, ser absorvidos pelo sangue e ter efeitos noutras zonas.
Medicamentos como supositórios e clisteres actuam mais rápido e podem ser úteis para doentes inconscientes, com náuseas ou vómitos.
Medicamentos como comprimidos e cápsulas não têm sabor, mas são difíceis de engolir. Quanto mais pequenos forem os medicamentos, melhor para evitar acidentes. Um estudo recente apontou os mini-comprimidos como alternativa para crianças dos 3 aos 6 anos.