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Simule se é vantajoso contratar um cartão de crédito ou aplicação financeira para reduzir o spread do empréstimo da casa.
Para conceder spreads mais baixos no crédito à habitação, os bancos recorrem a cross-selling. Se o cliente contratar outros produtos e serviços, a instituição reduz o spread. Esta negociação tanto pode ocorrer nos contratos novos ou em curso.
O leque de produtos é grande e varia com o banco. A adesão ao homebanking ou domiciliar pagamentos não trazem custos acrescidos. O mesmo não acontece se subscrever um seguro ou cartão de crédito. Para verificar se os custos não diluem os ganhos, o ideal é comparar a taxa anual efectiva (TAE) com a taxa anual efectiva revista (TAER). Mas estes elementos nem sempre são fáceis de reunir ou calcular. Por isso, o nosso simulador da TAER indica se a operação é vantajosa.
Prós e contras: 7 produtos em confronto
Indicamos as vantagens e inconvenientes dos produtos mais comuns. O nosso simulador contempla os que têm custos. Faça contas à carteira e à utilidade destes produtos e decida se aceita o cross-selling proposto pelo banco.
Domiciliar ordenado
+ Sem custos.
- Perda de eventuais benefícios noutro banco, por exemplo, do protocolo da entidade empregadora. Obriga a contratar meios de movimentação da nova conta, como os cartões.
Cartão de débito
+ Permite movimentar montantes depositados.
- Paga anuidades entre 5 e 8 euros. Alguns bancos isentam o 1.º ano, outros isentam se atingir um certo nível de utilização.
Cartão de crédito
+ Permite comprar a crédito e pagar até 50 dias depois o total da dívida (sem juros) ou em parcelas (com juros).
- Paga anuidades: podem ser grátis ou atingir € 60 (Classic) ou € 80 (Premier e Gold). Alguns bancos isentam a 1.ª anuidade ou todas, conforme uso do cartão. Pagamento faseado com taxas de juro altas.
Domiciliação de pagamentos domésticos
+ Sem custos.
- Obriga a pagar contas pelo sistema de débitos directos.
Depósitos a prazo e contas poupança
+ Sem custos de abertura.
- Pode não obter as melhores taxas de remuneração do mercado. Eventual perda de liquidez: montantes investidos ficam “bloqueados” pelo tempo da aplicação e deixam de poder ser usados para outros fins.
Planos de poupança-reforma (PPR)
+ Alternativa para quem pretende poupar para a reforma. Pode deduzir os montantes entregues no IRS.
- Custos de subscrição, comissões de gestão, resgate e restrições à mobilização do saldo. Pode não obter a melhor taxa de remuneração do mercado. Montantes investidos ficam “bloqueados” pelo tempo da aplicação.
Seguro de vida e multirriscos-habitação
+ Trata da documentação no banco onde contrata o crédito.
- Prémio pode não ser o melhor para o seu caso, por exemplo, ficar mais caro do que na seguradora ou, no multirriscos-habitação, não obter as melhores coberturas.
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TAER complementa TAE
Desde Outubro último, os bancos têm de fornecer a taxa anual efectiva revista (TAER). No cálculo do custo do crédito, além dos juros e como comissões de abertura ou de processamento, passam também a ser contabilizada a contratação de produtos e serviços.
A TAER tem de ser indicada em todas as propostas de crédito à habitação em que seja sugerida a subscrição de produtos e serviços bancários para reduzir, por exemplo, o spread.
Se, nalguns casos, as vantagens são fáceis de avaliar por não ter custos, como aderir ao homebanking, o mesmo não ocorre com um cartão de crédito. A TAER permite verificar se compensa subscrever os produtos e comparar os ganhos da redução de spread com eventuais custos de subscrição, neste caso, as anuidades do cartão.
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Última atualização em abril de 2010
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