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Se precisa de dinheiro para comprar, por exemplo, um electrodoméstico, não se vire já para as linhas de financiamento das lojas. Regra geral, são caras e pouco transparentes. Num banco, poderá conseguir condições mais vantajosas. Estas são as principais conclusões de um estudo da DINHEIRO & DIREITOS, publicado na edição de Janeiro, que envolveu sociedades financeiras para aquisições a crédito e bancos.
Nas lojas, nem sempre é informado sobre as verdadeiras condições do crédito, como a taxa anual de encargos efectiva global (TAEG) e os seguros associados. Além disso, paga muito mais do que se comprar o mesmo produto a pronto (opção mais barata), pedir um empréstimo particular ou recorrer ao banco através de crédito com penhor ou conta-ordenado. Segundo a revista da DECO, uma má escolha pode fazê-lo desperdiçar quase 100 euros.
Para não pagar mais do que o necessário, a DINHEIRO & DIREITOS recomenda:
- informe-se e compare o preço do produto em várias lojas e faça o mesmo para o financiamento;
- se não puder pagar a pronto, escolha bem a modalidade de financiamento. Regra geral, o crédito pessoal dos bancos só é mais vantajoso do que as contas ordenado e os cartões de crédito a partir de € 3500. Isto porque o peso dos encargos fixos sobre o empréstimo dilui-se à medida que o montante aumenta;
- se a loja não o informar da TAEG implícita ao crédito, pergunte qual é, para comparar as diversas propostas (os associados da DECO/PRO TESTE podem simular no sítio da Net qual o banco com o empréstimo mais barato);
- antes de assinar, leia atentamente o contrato de crédito. A lei prevê a renúncia ao prazo de reflexão (sete dias úteis a contar da assinatura) e algumas lojas tentam que o cliente renuncie a esse direito;
- não vá na cantiga da “taxa 0% de juros”, pois poderá estar a comprar um artigo que, à partida, é mais caro;
- as lojas lançam promoções de financiamento vantajosas na compra de produtos (por exemplo, juros baixos e prazo à medida). Mas convém informar-se de todos os encargos: penalizações por reembolso antecipado, comissões, imposto de selo e seguros;
- se recorrer ao crédito, ajuste a prestação à sua capacidade financeira, optando por um prazo mais curto. Ao alargar o prazo, reduz a mensalidade, mas, no final, paga mais juros;
- negoceie uma taxa de juro baixa, apresentando como garantia, por exemplo, uma conta-poupança habitação. O saldo deve ser igual ou superior ao montante que vai pedir emprestado.
| Dinheiro & Direitos n.º 67 - Janeiro/Fevereiro de 2005 - pág. 22 a 24 |
20.12.2004
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