Se
pensa comprar casa com recurso a
financiamento, adicione 1% a 2% à taxa anual nominal
indicada pelo banco e veja
se consegue pagar a mensalidade. Para quem já contratou,
ajudamo-lo a negociar
melhores condições com o banco.
Negociar ou mudar de banco
Se pagar um spread
elevado, peça a diminuição ao
balcão do banco
e, eventualmente, reforce o pedido por escrito. Exponha os seus
argumentos,
como é o caso do menor risco associado ao crédito
por ter pago uma parte da
dívida e/ou a casa ter valorizado.
Optando por domiciliar o ordenado e pagamentos de
serviços ou contratar
um cartão de crédito, etc., o banco
ficará mais receptivo para negociar. Caso
não seja bem sucedido, pressione, manifestando a
intenção de transferir o
crédito para a concorrência. Visite
vários bancos e peça
simulações, para
apresentar propostas mais vantajosas. Considere também a
taxa anual efectiva
(TAE), que inclui todos os encargos. Quanto menor for, mais barato fica
o
crédito. Se ainda não contratou o
crédito, confirme se estará abrangido por um
protocolo com condições vantajosas junto da sua
entidade patronal ou de alguma
associação a que pertença.
Caso o seu banco se mostrar irredutível em
baixar o spread,
pondere transferir o crédito para um concorrente. Mas
faça bem as contas com
todos os custos. É o caso, no actual banco, da
penalização por reembolso
antecipado, dos documentos de declaração de
dívida e distrate de hipoteca e
outras despesas. No novo banco, conte com as comissões de
abertura de processo
e de avaliação da casa. Há ainda as
despesas com o registo, a escritura ou documento particular e
o imposto de selo
sobre a hipoteca. Alguns bancos cobrem a totalidade ou uma parte dos
encargos,
regra geral, até 3% do montante a transferir.
Se lhe propuserem esta solução,
certifique-se de que será válida quando
transferir o crédito, pois pode tratar-se de uma
promoção limitada no tempo.
Outros oferecem uma solução alternativa: um
segundo crédito para cobrir os
custos com a transferência
(penalizações por reembolso antecipado,
escritura,
etc.), com uma taxa idêntica à do
crédito principal.
Alargar
o prazo,
consolidar ou amortizar
Quanto mais longo for o prazo, apesar de a
prestação ser inferior, mais
caro lhe ficará o empréstimo (paga mais juros no
total). Os bancos não podem cobrar comissões se o cliente pedir a renegociação do crédito, por exemplo, para alterar o prazo ou baixar o spread.
Juntar os créditos pode ser
solução para quem tem empréstimos
acumulados,
pois beneficia de uma taxa de juro global mais baixa. Os de curto
prazo, como o
do carro, são aglutinados num único, no banco
onde tem o crédito à
habitação.
Neste caso, o imóvel já hipotecado serve de
garantia para ambos os empréstimos:
o da casa e o que resulta da aglutinação de todos
os outros. Apesar de ficar
com prestações de valor inferior ao conjunto das
iniciais, paga mais juros no
final. Isto porque, provavelmente, irá liquidar os
créditos aglutinados num
prazo superior ao dos iniciais. Informe-se sobre todos os encargos,
como a
penalização por reembolso antecipado da
dívida nos empréstimos iniciais. Para
celebrar o crédito hipotecário, além
dos custos de abertura do processo e de
avaliação do imóvel, conte com o
imposto de selo, os registos e a escritura.
Se tem poupanças e ainda lhe faltam, pelo menos,
dois anos para liquidar
o empréstimo da casa, amortize. Poupa nos juros e reduz os
prémios do seguro de
vida associados ao crédito. Mas não se
esqueça de que pode ter de pagar
penalizações pelo reembolso parcial antecipado. A lei limita estas comissões a um máximo de 0,5% ou 2% sobre o capital em dívida, consoante se trate de um empréstimo com taxa variável ou fixa.