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Dicas para baixar a prestação da casa

Se pensa comprar casa com recurso a financiamento, adicione 1% a 2% à taxa anual nominal indicada pelo banco e veja se consegue pagar a mensalidade. Para quem já contratou, ajudamo-lo a negociar melhores condições com o banco.

Dicas para baixar a prestação da casa

Negociar ou mudar de banco

  • Se pagar um spread elevado, peça a diminuição ao balcão do banco e, eventualmente, reforce o pedido por escrito. Exponha os seus argumentos, como é o caso do menor risco associado ao crédito por ter pago uma parte da dívida e/ou a casa ter valorizado.
  • Optando por domiciliar o ordenado e pagamentos de serviços ou contratar um cartão de crédito, etc., o banco ficará mais receptivo para negociar. Caso não seja bem sucedido, pressione, manifestando a intenção de transferir o crédito para a concorrência. Visite vários bancos e peça simulações, para apresentar propostas mais vantajosas. Considere também a taxa anual efectiva (TAE), que inclui todos os encargos. Quanto menor for, mais barato fica o crédito. Se ainda não contratou o crédito, confirme se estará abrangido por um protocolo com condições vantajosas junto da sua entidade patronal ou de alguma associação a que pertença.
  • Caso o seu banco se mostrar irredutível em baixar o spread, pondere transferir o crédito para um concorrente. Mas faça bem as contas com todos os custos. É o caso, no actual banco, da penalização por reembolso antecipado, dos documentos de declaração de dívida e distrate de hipoteca e outras despesas. No novo banco, conte com as comissões de abertura de processo e de avaliação da casa. Há ainda as despesas com o registo, a escritura ou documento particular e o imposto de selo sobre a hipoteca. Alguns bancos cobrem a totalidade ou uma parte dos encargos, regra geral, até 3% do montante a transferir.
  • Se lhe propuserem esta solução, certifique-se de que será válida quando transferir o crédito, pois pode tratar-se de uma promoção limitada no tempo. Outros oferecem uma solução alternativa: um segundo crédito para cobrir os custos com a transferência (penalizações por reembolso antecipado, escritura, etc.), com uma taxa idêntica à do crédito principal.

Alargar o prazo, consolidar ou amortizar

  • Quanto mais longo for o prazo, apesar de a prestação ser inferior, mais caro lhe ficará o empréstimo (paga mais juros no total). Os bancos não podem cobrar comissões se o cliente pedir a renegociação do crédito, por exemplo, para alterar o prazo ou baixar o spread.
  • Juntar os créditos pode ser solução para quem tem empréstimos acumulados, pois beneficia de uma taxa de juro global mais baixa. Os de curto prazo, como o do carro, são aglutinados num único, no banco onde tem o crédito à habitação. Neste caso, o imóvel já hipotecado serve de garantia para ambos os empréstimos: o da casa e o que resulta da aglutinação de todos os outros. Apesar de ficar com prestações de valor inferior ao conjunto das iniciais, paga mais juros no final. Isto porque, provavelmente, irá liquidar os créditos aglutinados num prazo superior ao dos iniciais. Informe-se sobre todos os encargos, como a penalização por reembolso antecipado da dívida nos empréstimos iniciais. Para celebrar o crédito hipotecário, além dos custos de abertura do processo e de avaliação do imóvel, conte com o imposto de selo, os registos e a escritura.
  • Se tem poupanças e ainda lhe faltam, pelo menos, dois anos para liquidar o empréstimo da casa, amortize. Poupa nos juros e reduz os prémios do seguro de vida associados ao crédito. Mas não se esqueça de que pode ter de pagar penalizações pelo reembolso parcial antecipado. A lei limita estas comissões a um máximo de 0,5% ou 2% sobre o capital em dívida, consoante se trate de um empréstimo com taxa variável ou fixa.

 
 
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