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Crédito pessoal: opte pela modalidade certa

Contratar um crédito na loja é prático, mas mais caro. Uma ida ao banco para comparar várias opções de financiamento pode valer a poupança de algumas centenas de euros.

Crédito pessoal: opte pela modalidade certa

Quem recorrer ao financiamento das lojas, concedido por sociedades financeiras para aquisições a crédito (SFAC), em princípio, gasta mais do que se pedir um crédito com penhor ao banco. Além disso, muitas lojas escondem dos clientes as verdadeiras condições, como a TAEG e os seguros.

Obrigatório indicar a TAEG

  • A indicação da TAEG é obrigatória em qualquer crédito e permite-lhe comparar várias propostas, pois reflecte o custo total. Quanto mais baixa for a TAEG, mais barato é o empréstimo. Nas lojas, nem sempre a fornecem ou, quando o fazem, não indicam o valor correcto. É comum o funcionário “esquecer-se” de incluir as despesas com o seguro de vida ou cartão de cliente (para quem ainda não o tenha), resultando um valor diferente do que consta da proposta. Por isso, antes de contratar o crédito, peça uma simulação e informe-se sobre todas as despesas.
  • A simulação de crédito deve discriminar todos os custos, essenciais para confirmar a TAEG. Não aceite desculpas do género: “o valor da comissão de abertura varia consoante o montante financiado, pelo que será fornecido se avançar com o crédito”. O consumidor deve ter acesso a todos os custos antes de tomar uma decisão, para escolher a proposta mais vantajosa.
  • Algumas instituições de crédito exigem um seguro de vida mesmo nos empréstimos de baixo valor, o que só eleva o custo final.

Crédito com penhor mais barato

  • Existem alternativas para quem não puder comprar qualquer produto a pronto com dinheiro próprio. Se tiver uma aplicação que possa dar como garantia, por exemplo, um depósito a prazo, que não queira ou não possa mobilizar actualmente, negoceie com o seu banco um crédito com penhor. A aplicação deve ter, pelo menos, o montante que pretende pedir emprestado.
  • Caso contrário, pode utilizar o saldo de crédito da sua conta-ordenado, com o inconveniente de o limite do empréstimo estar condicionado ao valor do ordenado. Se o saldo não for suficiente para financiar a compra, pode valer a pena pagar o que falta com o cartão de crédito (ou a totalidade, para quem não tiver conta-ordenado).
  • Regra geral, o crédito pessoal só é vantajoso a partir de 3500 euros, pois os custos iniciais têm um peso significativo. Para negociar uma taxa de juro mais reduzida junto do banco, faça-se valer dos seus argumentos, como outros produtos contratados, o património financeiro e as condições vantajosas de outros bancos.
  • A maioria dos bancos obriga a contratar um seguro de vida para garantir o pagamento do empréstimo em caso de morte ou invalidez do segurado. Outros exigem ainda um seguro de protecção de crédito no caso de baixa médica ou desemprego involuntário, que encarece o custo final. São raros os que não exigem nenhum seguro.
  • Existem ainda as penalizações por reembolso antecipado da dívida. A maioria dos bancos cobra 2% sobre o capital amortizado. Outros aplicam uma comissão fixa, qualquer que seja o valor amortizado. Quanto mais elevada for a penalização, maior será a dificuldade em poupar nos juros se decidir amortizar antecipadamente uma parte ou a dívida total.

 
 
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