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A maioria das lojas com linhas de crédito omite a TAEG ou indica uma taxa inferior à real. A denúncia é da DINHEIRO & DIREITOS, após visitar 7 lojas de electrónica para conhecer as condições de financiamento.
A associação denunciou estas práticas ilegais à Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e a quem compete fiscalizar, o Banco de Portugal. A falta de clareza e precisão das condições dos empréstimos revela que é também necessário investir em mais e melhor formação de quem atende nas lojas.
Caso pretenda, por exemplo, um televisor, compare modelos e preços em várias lojas. A poupança pode saldar-se em mais de € 800, segundo os estudos da PRO TESTE. Escolhido o modelo e a loja, pondere pagar a pronto ou pergunte se a loja tem linha de crédito sem juros. Estas são as soluções mais baratas.
Se não houver crédito sem juros ou não puder pagar no prazo proposto, aquela revista aconselha a comparar o crédito em várias lojas e ver as condições do crédito pessoal nos bancos, regra geral, mais vantajoso acima de 2000 euros.
Para um crédito de € 1000, a loja Box/Jumbo apresenta as melhores condições (TAEG de 14,24 por cento). Mas, para compras inferiores a € 2000, a utilização de um cartão de crédito pode compensar se a TAEG for inferior à da Box.
Para compras de € 2000 ou mais em prestações, compensa um crédito pessoal, alerta a DECO PROTESTE, após analisar as condições de 18 bancos. Para associados, a melhor opção é a Caixa Galicia (TAEG de 10,10 por cento). A Caja Duero (10,95%) é Escolha Acertada para não associados. Ambos apresentam uma TAEG inferior à das lojas.
Quando pedir simulações, peça a TAEG: é a única taxa que reflecte o custo total do empréstimo e permite comparar produtos. Quanto mais baixa, mais barato o crédito. Pergunte os custos do processo e se o banco exige seguro de vida, tal como a maioria faz. Alguns pedem ainda um seguro de protecção de crédito. Informe-se sobre eventuais penalizações por reembolso antecipado.
Já o consumidor pode analisar a sua situação financeira e verificar se consegue pagar mais um crédito. A acumulação leva ao sobreendividamento, sobretudo em caso de doença ou desemprego, alerta a DECO, que vê chegar cada vez mais famílias aos seus Gabinetes de Apoio ao Sobreendividamento.
| DINHEIRO E DIREITOS n.º 90, Novembro de 2008 - págs. 30 e 31 |
12.11.2008
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