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Se precisa de um empréstimo com urgência, não ganha nada em pedir um de aprovação rápida. Segundo a DINHEIRO & DIREITOS de Setembro, paga encargos de 20 a 40% ao ano, arrisca-se a esperar até duas semanas pelo dinheiro e pode ter dificuldade em desvincular-se da instituição.
Os créditos “instantâneos” da Cetelem, Crédilar, Credifin, Banque Accord - Sucursal e Cofidis são um mau negócio para os consumidores. A DECO PROTESTE realizou um teste prático junto das cinco sociedades financeiras e concluiu que cobram custos muito elevados face a outras modalidades de crédito.
Para quem precisa de pequenos montantes, a conta-ordenado da Caixa Geral de Depósitos (11,43% ao ano) e os cartões Visa Light do Santander Totta (15,33%) e DECO PROTESTE (16,84%) são, segundo aquela revista, alternativas mais baratas. Para empréstimos superiores a 2000 euros e prazos de 24 meses ou mais ou montantes acima de 4000 euros e períodos superiores a 12 meses, o crédito pessoal também é uma possibilidade: o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria cobra 9,72% para 5000 euros a 24 meses.
Além disso, estas instituições demoram entre 9 e 11 dias a disponibilizar o dinheiro, bastante mais do que as 48 horas que realçam na publicidade.
Em todo o caso, “antes de optar por uma modalidade de financiamento, convém visitar vários bancos, a começar pelo seu”, aconselha a DINHEIRO & DIREITOS. As condições oferecidas serão tão mais favoráveis quanto maior o envolvimento bancário do cliente.
O estudo sobre crédito “instantâneo” integra o novo projecto gráfico da DINHEIRO & DIREITOS. Esta revista aparece agora com imagem, conteúdos e secções renovados, mas com o mesmo espírito. “Independência face a prestadores de serviços, produtores, distribuidores, instituições financeiras, comerciantes ou poderes políticos, ausência de publicidade e defesa intransigente dos direitos dos consumidores” continuam a ser os seus princípios de base.
| DINHEIRO & DIREITOS n.º 71 – Setembro/Outubro de 2005 – páginas 38 a 39 |
05.09.2005
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