|
Comprar casa com recurso ao crédito pode ficar mais caro. Os consumidores estão a pagar os efeitos de uma crise com origem nos bancos.
Perante a perspectiva de agravamento do seu próprio custo de financiamento no exterior, as instituições financeiras alertam que a subida dos spreads, grosso modo, a margem de lucro no crédito, é inevitável.
Desde que a crise financeira estalou a nível Mundial, em grande parte motivada pela actuação menos prudente dos bancos, as principais medidas envolveram os Governos e tiveram como base a contribuição dos consumidores.
Não é aceitável que mais uma vez os consumidores tenham de suportar os efeitos da crise.
Os bancos podem alterar o preçário, mas os aumentos no spread só afectam os novos créditos. Em curso não podem ser sujeitos a agravamento no spread de forma unilateral.

A partir de Setembro de 2008, verificou-se uma subida significativa dos spreads.
Os nossos conselhos para quem vai contratar crédito:
- consulte o maior número de bancos possível e compare condições através da TAE (taxa anual efectiva) para o mesmo cenário;
- se contratar outros produtos para obter um spread mais baixo, como cartão de crédito e seguros, compare com referência à TAER (taxa anual efectiva revista). Esta considera comissões do empréstimo, taxa de juro e custos dos produtos de venda cruzada;
- a taxa de esforço não deve ultrapassar 35% sobre o rendimento mensal do agregado familiar.
Última atualização em fevereiro de 2010
|