Só deve juntar os créditos da casa, carro e
móveis se
não conseguir pagar todas as
prestações. Esta solução
permite desafogar o
orçamento familiar, mas implica mais
juros no final.
Geralmente, o crédito da casa tem o prazo mais
longo e a taxa de juro mais baixa, pelo que
compensa
associar os restantes a este. Mas fica a pagar, por exemplo, em 30
anos, a
acumulação de vários
empréstimos. A curto prazo, ganha em liquidez, mas a longo
prazo, paga mais juros. Caso pretenda consolidar os seus
créditos, dirija-se a
várias instituições, munido dos
valores em dívida, prazos remanescentes e
compare as propostas.
Com ou sem
crédito hipotecário
Se consolidar no banco
onde tem o crédito da casa, mantendo as
condições, passa a ter dois créditos:
um correspondente ao empréstimo da casa (já
existente), e um multiopções pelo
montante das restantes dívidas. A garantia
hipotecária é utilizada para o
montante total das dívidas e obtém uma taxa de
juro igual ou muito próxima à do
crédito habitação. Os juros do
multiopções estão sujeitos a imposto
de selo (4 %). O prazo para todas as dívidas é
mais alargado, em função da
mensalidade que puder pagar.
Unindo os créditos,
reduz a prestação mensal em cerca de 50 %. Em
contrapartida, paga mais
juros. Tem de liquidar todos os empréstimos vigentes,
à excepção do crédito
à
habitação, bem como assinar novos contratos, com
todos os custos associados. Se
optar por um banco diferente daquele onde tem o crédito
à habitação, acrescem os
custos com um novo crédito e contrato.
Caso não tenha um
crédito hipotecário, a
consolidação passa por um crédito
pessoal. Mas a redução
mensal das prestações é inferior
(cerca de 20%), já que o volume total de juros
aumenta substancialmente.
Conselhos úteis
Antes de contrair um
crédito, avalie a sua situação
financeira. Em regra, o total das prestações
não
deve ultrapassar 35% do rendimento mensal.
Convém ainda prever
uma poupança, correspondente a cinco ou seis vezes o
rendimento mensal
familiar. Desta forma, poderá fazer face a despesas
imprevistas (por exemplo,
em caso de doença).
Se não consegue pagar
as dívidas, tente renegociar as
condições no banco. Alargar o prazo ou
consolidar créditos permite baixar a
prestação mensal. Estas
opções são caras:
aumentam os juros, além dos custos com a abertura do
processo, penalização por
amortização antecipada, etc.
Há poucos produtos
específicos para juntar vários
créditos num só. Caso opte pela
consolidação,
prefira um crédito hipotecário, cujos juros
são mais baixos do que num crédito
pessoal.
Ao negociar o crédito,
questione sobre os custos do processo. Compare a TAE ou TAEG (num
crédito pessoal),
que reflectem o custo total: taxa de juro e custos
associados. Tente ainda uma redução ou
isenção das comissões
por
amortização antecipada dos créditos.
Numa situação de
sobreendividamento, peça aconselhamento nos Gabinetes de
Apoio da DECO. Para
mais informações, dirija-se à
delegação regional mais perto (ver
Informação
Relacionada).