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Contratar um crédito na loja é prático, mas mais caro. Uma ida ao banco para comparar várias opções de financiamento pode valer uma poupança de algumas centenas de euros. Estas são as principais conclusões de um estudo a 7 lojas de electrodomésticos e 19 bancos, publicado na edição de Novembro da DINHEIRO & DIREITOS, para quem não puder pagar as compras a pronto. O estudo faz parte de um dossiê mais abrangente, com conselhos práticos nesta época festiva.
Quem recorrer às linhas de financiamento das lojas, concedidas por sociedades financeiras para aquisições a crédito (SFAC), em princípio, gasta mais do que se pedir um crédito com penhor ao banco. Além disso, a maioria das lojas esconde dos clientes as verdadeiras condições, como a TAEG e os seguros.
A indicação da TAEG é obrigatória em qualquer crédito e permite ao consumidor comparar diversas propostas, pois reflecte o custo total. Quanto mais baixa for, mais barato é o empréstimo. Das sete lojas visitadas, apenas a Fnac e a Rádio Popular o fizeram, mas, mesmo assim, enganaram-se nos valores com prejuízo para o consumidor.
A simulação de crédito deve ainda discriminar todos os custos, essenciais para confirmar a TAEG. Nas lojas onde era cobrada uma comissão de abertura, foi sempre indicado o seu valor, excepto no Carrefour. Neste, só fornecem o valor quando o cliente avança com o crédito, pois "varia consoante o montante financiado". Mas a revista da associação de defesa do consumidor alerta: "o consumidor deve ter acesso a todos os custos antes de tomar uma decisão".
Algumas instituições de crédito exigem um seguro de vida que, segundo a DINHEIRO & DIREITOS, é injustificado para empréstimos de baixo valor, pois eleva bastante o custo.
Para um empréstimo de € 1500, a 24 meses, o crédito com penhor no Banco BPI, taxa variável, é a melhor opção. A TAEG é de 8,77% e a mensalidade de 65,44 euros.
Optando pelo saldo de crédito da conta-ordenado, a melhor classificação pertence à Caixa Geral de Depósitos: a TAEG é de 12,58 por cento.
Nos cartões de crédito, o Santander Visa Light é o mais barato: a TAEG é de 15,33 por cento.
Regra geral, o crédito pessoal só é vantajoso a partir de 3500 euros. Por exemplo, para € 5000, a 24 meses, o Barclays Bank é o banco com a TAEG mais baixa (14,04 por cento). Num empréstimo de € 1500, a 24 meses (cenário anterior), mesmo considerando o banco mais barato, o Montepio Geral, a TAEG é de 17,54 por cento.
Além de um empréstimo mal escolhido, a falta da factura podem tornar as compras de Natal num presente "envenenado". Por isso, a DECO PROTESTE dá dicas sobre as garantias.
Guarde as facturas e os recibos durante, pelo menos, dois anos. Se surgirem avarias ou problemas nesse período, pode exigir a reparação, a substituição, a redução do preço ou a devolução do dinheiro junto do vendedor, consoante o que for mais apropriado.
Tem dois meses a contar da data em que se apercebeu do problema para o denunciar. Caso tivesse reparado no defeito, por este ser evidente, e mesmo assim comprasse o produto, não poderia reclamar mais tarde. O mesmo é válido se causar o defeito devido, por exemplo, a má utilização.
Sempre que tiver de reclamar, comece por ir à loja e tente resolver o problema pela via do diálogo. Caso o vendedor se mostre irredutível, reclame por escrito com carta registada e com aviso de recepção. Na carta, exija rapidez: um prazo de 10 dias úteis é suficiente para lhe darem uma resposta. Por vezes, é mais fácil exigir a resolução do problema ao fabricante ou ao representante do que ao vendedor, pois aqueles não estão interessados em má publicidade.
Se, na compra, lhe for dada uma garantia superior a dois anos, peça um comprovativo. Assim, não terá dificuldade em provar a oferta se surgir um problema mais tarde.
A contagem da garantia interrompe-se durante as reparações. Se, por exemplo, estiver privado do bem por duas semanas, peça para lhe prolongarem o prazo por esse período.
Se a avaria originar outros problemas, como uma máquina com fuga de água, reúna provas (relatórios de peritos, orçamentos ou recibos de obras) e envie-as por carta registada e com aviso de recepção. Estes prejuízos não estão cobertos pela garantia. Mas, nalguns casos, é possível responsabilizar o fabricante.
A DECO PROTESTE disponibiliza ainda o número do Serviço de Informações (808 200 145) para esclarecer dúvidas.
| Dinheiro & Direitos n.º 78 - Novembro/Dezembro de 2006 – páginas 9 a 15 |
07.11.2006
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