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Provas recolhidas pelos peritos são claras: gastamos mais recursos do que precisamos. Os alunos da Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa, reconhecem os erros.
O projeto CSI: Europa – Consumo Sob Investigação arrancou a 11 de Janeiro na
Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa. Os jovens do 2º e 3º ciclo foram
sensibilizados, através da animação “O Atentado ao Urso Polar”, para os efeitos
dos maus hábitos no aquecimento global e na perda de biodiversidade.
Até Março, mais 19 escolas das capitais de distrito e regiões autónomas dos
Açores e Madeira vão receber a ideia da DECO - Associação Portuguesa para a
Defesa do Consumidor, com o apoio da Comissão Europeia e a parceria da
Associação Cultural e Grupo de Teatro Absurdo. Valter Sousa, do gabinete de
Novas Iniciativas da DECO, revela que o objetivo “é incentivar os jovens a
adotar comportamentos sustentáveis para reduzir o impacto no ambiente”.
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| Valter Sousa, do gabinete de
Novas Iniciativas da DECO, incentiva os alunos da Escola Secundária D.
Pedro V, em Lisboa, a adotar comportamentos
sustentáveis |
Alvo: Pés “de chumbo” O enredo é a tentativa de homicídio
de um urso polar. A Agência Eco-Europa instala o centro de operações nas escolas
portuguesas, identifica os alunos como suspeitos e chama a Brigada CSI para
investigar. Estes são especialistas em comportamentos de consumo prejudiciais ao
ambiente. As provas são incriminatórias: os jovens consumidores contribuem para
a degradação do mundo.
O tenente Mégret, líder da brigada, e o detective Sardini, seguem a pista
principal, a pegada ecológica. Trata-se do impacto do estilo de vida sobre o
Planeta. Uma medida que avalia se a nossa forma de viver respeita a capacidade
do mundo de disponibilizar e renovar os recursos naturais, assim como absorver
os resíduos. Os vestígios revelam o perfil do suspeito: “não desliga as luzes,
deita o lixo para o chão, desloca-se de carro, desperdiça comida e toma longos
banhos de imersão”. Todos se riem da descrição. Todos se identificam com
ela.
Mégret e Sardini desvendam más práticas que, indiretamente, derretem o gelo
do Árctico e prejudicam espécies em extinção como o urso polar. A temperatura
média tem aumentado, devido aos transportes, à produção de energia e de
alimentos, entre outros. Estas práticas contribuem para a emissão dos gases com
efeito de estufa para a atmosfera e causam o aquecimento global.
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| Os inspetores CSI averiguam como
os maus hábitos de consumo dos alunos prejudicam o ambiente e põem em
risco a sobrevivência do urso polar |
Pequenos gestos, grandes resultados “Se reduzirmos
em 25% o tempo que as luzes estão acesas, ao fim de um ano evita-se a emissão de
400 kg de dióxido de carbono”, ensina o detetive Sardini. Usar os aparelhos
elétricos só quando é necessário. As lâmpadas incandescentes também são de
evitar. Pouco eficientes e duram menos que as economizadoras porque convertem a
maior parte da eletricidade em calor e uma percentagem reduzida em luz. A União
Europeia já aprovou a sua retirada das lojas.
Jessica Neves, 15 anos, surpreendeu-se com o desperdício deste tipo de
iluminação: “agora percebo porque os meus pais não as têm”. Pelo contrário,
Catarina Santos, da mesma idade, está bem informada, mas confessa “ainda
restarem algumas em casa”. Para já, fica a promessa de “desligar mais vezes a
luz”.
Os animadores incentivam a reciclar. “Se separarem os resíduos domésticos e
colocarem o plástico, o papel e o vidro no ecoponto, estima-se que reduzam a
quantidade de lixo para aterros ou incinerado em 70%”, argumenta Sardini. Todos
garantem cumprir, mas Jessica Neves declara que a reciclagem é feita “de vez em
quando por não haver um balde apropriado”.
Tolerância zero com desperdício Os inspetores CSI são
implacáveis com outras rotinas, como o uso do carro para pequenas deslocações e
o desperdício de água. Martim Pereira, 14 anos, tem uma moto 4 e usa-a muito nas
férias. “Gasto 50 euros em gasolina nesse mês”, anuncia. Depois de ouvir os
especialistas, fica a pensar no assunto, apesar de custar-lhe mudar. “Até à
praia ainda são 5 quilómetros e canso-me”, conclui.
O “atentado” de Tomás Henriques, 13 anos, é outro: “Sou rápido no banho
quando a minha mãe está em casa porque ela ralha, mas se estou sozinho demoro
meia hora”. Inês Saraiva, da mesma idade, também se “distrai com facilidade”.
Ambos os alunos ficam surpreendidos com o esbanjamento de comida. Afinal, cada
português come 70 kg de carne, por ano, quando apenas 36,5 kg são suficientes.
Inês desconhecia que “comia assim tanto” e Tomás notou que deita “muitos
alimentos fora”.
O
projecto CSI nas escolas alerta contra os desperdícios
Plataforma on-line para breve No final de cada animação,
os alunos são convidados a assumir um compromisso num mural, onde escrevem os
comportamentos que querem mudar. As melhores mensagens vão ser colocadas no sítio on-line.
Têm acesso ao trailer promocional, à fotogaleria das iniciativas e podem avaliar
o desempenho ambiental.
No sítio anuncia Valter Sousa, “é possível obter o guião da animação, pelo
que qualquer estabelecimento pode reproduzi-la para os seus estudantes”. “A
associação visitou 700 escolas em 2 anos com outras ações” e confia que “a
disponibilização on-line possa ter um efeito multiplicador”. Em Março, a DECO
vai incentivar as escolas a promover a educação sobre consumo sustentável, com
workshops dirigidos a professores e dinamizadores.
A DECO tem em marcha a Plataforma de Escolas Energeticamente Eficientes,
ferramenta on-line que vai “alojar conteúdos informativos e materiais didácticos
sobre o tema”, revela Valter Sousa. “Depois de lançarmos as bases nestes 2 anos
em que percorremos o ensino, queremos estimular as escolas a promoverem ações
sobre eficiência energética”.
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| Os alunos aceitaram o compromisso
de colocar no mural os comportamentos a mudar |
| Execução: |
Financiamento: |
Parceria: |
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O CIEJD enquanto Organismo Intermediário no
quadro da Parceria de Gestão estabelecida entre o Governo Português e a
Comissão Europeia, através da sua Representação em
Portugal |
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Última atualização em janeiro de 2011
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