Tablets: ecrã tátil e bateria decidem
|
Ecrã, velocidade de execução, memória, bateria e ligações merecem um exame crítico antes de escolher.
|
|
Com design apelativo e fáceis de transportar, os tablets são o fenómeno tecnológico mais tentador. A qualidade de imagem e o ecrã tátil marcam a diferença. Os tablets inventaram a dança dos dedos a deslizar num ecrã rico em ícones e aplicações. Já entraram nos locais de trabalho, acompanham-nos em viagem ou à mesa do restaurante. Com uma diagonal de ecrã entre 7 e 11 polegadas, o tablet destina-se a uma utilização em qualquer lugar. É essencial que o ecrã seja legível. Verifique a refletividade e se a visibilidade é correta sob a incidência direta de luz artificial ou solar. Examine a qualidade de imagem e a legibilidade com diferentes ângulos de visão, bem como a sensibilidade e a velocidade de resposta da funcionalidade tátil. O ângulo de visão, a luminosidade e o contraste são critérios decisivos. O tablet deve garantir autonomia suficiente para sobreviver no mínimo um dia sem carregar a bateria. A autonomia de alguns modelos ronda as 3 horas, o que é insuficiente. Os melhores permitem navegar via Wi-Fi durante 12 horas seguidas. Polivalência é o elo mais fraco A mais-valia do tablet é a consulta de conteúdos, leitura de e-mails, navegação na Net, vídeos, música e jogos: um leque de possibilidades numa só ferramenta. Mas ao contrário do computador clássico é mais complexo criar conteúdos. Não é nada fácil escrever um texto com várias páginas através do teclado virtual. Em matéria de versatilidade, todos os tablets falham em pelo menos uma das ligações mais úteis. Para conseguir um tablet realmente versátil, verifique se está munido de vários tipos de ligações (de dados, para cartões de memória, às redes, para teclado e monitor, entre outras). As portas USB e as entradas para cartões SD não são o prato forte dos tablets. Mantenha sob vigilância a memória: 8 GB parecem muito, mas são facilmente ocupados sobretudo se quer transferir vídeos ou fotografias. Wi-Fi, 4G e aplicacões, pense três vezes Para navegar na Net, alguns tablets só acedem via Wi-Fi. Outros proporcionam uma ligação à rede móvel 3G, solução mais flexível fora de casa. O acesso permanente é crucial para explorar ao máximo o tablet. Antes de começar o passeio dos dedos, informe-se sobre os custos da subscrição e acompanhe os dados do tráfego para evitar surpresas. As operadoras já disponibilizam tarifários para tablets. As aplicações e o potencial do tablet dependem do sistema operativo que o alimenta. Este é um fator decisivo. O iOS e o Android são os principais titãs em confronto. O BlackBerry já aparece nos PlayBook com a mesma marca. O iOS é muito intuitivo, mas fechado. Por exemplo, não podemos consultar conteúdos em formato Flash. Já a App Store, necessária para descarregar as aplicações, é bastante completa. Quase todos os concorrentes optaram pelo Android. Mas se os princípios são idênticos, a versão ou a aparência variam em função do aparelho. Para o utilizador, a diferença começa nas aplicações. Nalguns casos, estas revelam-se dececionantes. Muitas são inúteis e mal concebidas. Lojas livres ou exclusivas Necessários para instalar as aplicações, os portais melhoram a polivalência. Tem de criar uma conta e escolher as aplicações. Os tablets trazem aplicações pré-instaladas, mas pode adicionar novas. Muitas são gratuitas. Algumas custam entre 1 e 80 euros. A Apple App Store leva um grande avanço e conta com o maior número de aplicações para fazer quase tudo. O Google Play goza de um número considerável de aplicações. Os dispositivos Android sem este acesso dispõem de uma loja alternativa do fabricante, mas pior. Tem menos aplicações e de qualidade inferior.
Este texto respeita o novo acordo ortográfico
|