A resistência e o facto de trazer o Windows 7 Starter são pontos fortes do “segundo” Magalhães, a partir de 329 euros. A desfavor: autonomia da bateria reduzida.
Existem duas versões do novo Magalhães, que ainda se desconhece se será
incluído no projecto e-Escolas: a mais económica, Mg2, por € 329, que testámos,
e a edição especial, a que se junta a sigla SE (Special Edition), por 399 euros.
Esta vem mais bem equipada com um disco e uma bateria de maior capacidade, um
módulo de comunicação 3G e uma caneta digital.
O ecrã do Mg2 é de boa qualidade e apresenta uma imagem brilhante e definida,
com bons ângulos de visão, mas as aplicações ficam muito aquém das fornecidas
com o primeiro Magalhães.
Concebido para jovens dos 10 aos 14 anos (a primeira versão era para crianças
dos 6 aos 10), tem um ecrã maior: de 10,1 polegadas, em vez de 8,9. O resultado
foi um teclado mais ergonómico, com teclas de dimensão aceitável para adultos.
Menos de 3 horas de autonomia A autonomia da bateria é
muito reduzida, o que não é própria de um netbook: estima-se em cerca de 2 horas
e meia. Para carregar totalmente, o Mg2 necessita de cerca de 3 horas e meia. A
versão Mg2 SE deverá ter cerca do dobro da autonomia.
O Magalhães Mg2 contém um disco rígido mais rápido, de capacidade muito
superior à primeira versão (160GB, em vez de 30GB), que traz benefícios ao nível
do desempenho geral.
As ligações também melhoraram. A nova versão contém uma porta VGA, para ligar
um monitor externo, e a ligação Wi-Fi já contempla a norma 802.11n,
substancialmente mais rápida do que a norma g.
Ao nível de outros netbooks Para avaliar o desempenho,
submetemos o Mg2 aos mesmos testes do último ensaio comparativo a netbooks.
Apesar de não estar entre os melhores, o Mg2 apresenta um desempenho muito
satisfatório ao nível de outros aparelhos testados. Tal representa um incremento
qualitativo face ao Magalhães original.
Apesar da comparação com outros netbooks ser válida, há que não esquecer que
o Mg2, tendo em conta determinadas características, aspecto e robustez, é
claramente destinado a crianças e pré-adolescentes. O preço a que é vendido
também não o torna interessante para adultos, dado existirem aparelhos a preço
semelhante e de melhor qualidade e, sobretudo, com mais autonomia.
Software limitado A nova versão já inclui o novo sistema
operativo Windows 7, na versão Starter. Porém, ao contrário do primeiro
Magalhães, que, mesmo em venda livre, contemplava o software de produtividade e
várias aplicações educativas, traz muito pouco. O Microsoft Office 2007 está
disponível em versão de teste, válida por 60 dias.
Os altifalantes estéreo integrados emitem um volume aceitável, mas a
qualidade é fraca. Trata-se, mesmo assim, de uma melhoria face ao primeiro
Magalhães, com volume de som reduzido. Tendo em conta a pequena dimensão dos
altifalantes, dificilmente se poderia esperar um melhor desempenho.
À semelhança da versão anterior, o Mg2 tem uma boa montagem e plásticos
resistentes ao choque.
Concebido para jovens dos 10 aos 14 anos, o Mg2 tem um ecrã maior do que
a versão anterior
Equipamento
Processador: Intel Atom N 270 1,6 GHz
Memória: 1 GB DDR2
Disco rígido: 160 GB
Ecrã: 10,1 polegadas com uma resolução de 1024x600 pixels
Portas USB: 3
Saída VGA
Wi-Fi: 802.11 b/g/n para ligações sem fios
Porta RJ-45 para ligações à rede com fios
Leitor de cartões de memória 4 em 1 (SD/MMC/MS/MS Pro)
Ligação para caneta digital
Webcam de 0,3Mpixel
Sensor de luminosidade
Colunas de som
Microfone incorporado
Kensington Lock
Bateria de 4 células e 2200mAh
Peso: 1,5 quilos
A versão mais bem equipada, a Special Edition, apresenta a mesma configuração
do Mg2, mas com algumas diferenças.
Disco rígido: 250 GB
Bateria de 6 células e 4400mAh
Módulo de comunicação 3G integrado
Caneta digital
Pontos positivos + Boa
resistência + Sistema
operativo Windows 7 Starter
Pontos negativos - Fraca
autonomia da bateria - Poucas
aplicações incluídas