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O Kindle, leitor de e-books da Amazon, tem formato próprio de livro electrónico. Só com títulos em inglês, dificilmente agrada a maioria dos utilizadores nacionais.
O leitor de e-books da Kindle, já disponível nos Estados Unidos, foi lançado em 19 de Outubro em mais de 100 países, incluindo Portugal. Pode comprar no sítio norte-americano da Amazon, por 259 dólares (cerca de € 175), sem contar com gastos de envio e taxas de importação.
Tem 2 GB de memória (desses, 1,4 GB livres). Como traz adaptador de corrente para os Estados Unidos, precisa de um para Portugal, desde 5 euros. Mas também pode carregar via USB. O carregamento demora cerca de 4 horas.

Kindle tem altos e baixos
Este sofisticado leitor de e-books tem ligação sem fios através da rede móvel: é compatível com HSDPA, 3G (UMTS) e GPRS. Permite comprar e receber o e-book que escolheu directamente no seu Kindle. É uma alternativa interessante, sem passar pelo computador. Mas nem tudo são vantagens:
- o leitor baseia-se num formato próprio de livro electrónico: Kindle (.azw, .azw1);
- a oferta de e-books reduz-se praticamente a literatura e imprensa em inglês;
- para ler outros formatos no Kindle, as possibilidades são limitadas. Lê .txt, Mobipocket, .aa e .aax (utilizados nos áudio-livros) e MP3. Para formatos tão comuns como .pdf, .html ou .jpeg, tem de recorrer a uma demorada conversão, na qual envia o ficheiro para um endereço de correio electrónico;
- o Kindle lê o formato Mobipocket, muito utilizado nos livros electrónicos, mas não é compatível com ficheiros protegidos por DRM, no mesmo formato. Tal como nas faixas de música, prevê-se que muitos e-books nas lojas on-line sejam protegidos, pelo que não conseguirá lê-los com o Kindle.
Outros leitores de e-books
O Kindle não é o único leitor de e-books à venda. Há outros, como o Bookeen Cybook, Sony PRS, iRex iLiad, Bebook ou Samsung Papyrus.
Estes leitores armazenam vários livros num único aparelho. Muitos consumidores questionam se a leitura prolongada torna-se cansativa. Mas os ecrãs são diferentes dos convencionais porque usam uma tecnologia de tinta electrónica que cansa menos a vista e consome menos bateria do que o sistema de pixels iluminados.
Quanto aos e-books, a maioria dos títulos mais recentes é feito em Mobipocket, .pdf ou
ePub. Este último formato oferece uma boa experiência visual em qualquer aparelho, independentemente do tamanho da tela ou do sistema. Pode-se aumentar ou reduzir a fonte e o tamanho da página, pois o texto adapta-se às mudanças.
Se pensa aderir à moda do livro electrónico, considere a compatibilidade do leitor de e-books com estes formatos, para não ficar limitado nas escolhas dos títulos. Evite também comprar e-books protegidos com DRM, sistema de protecção que restringe cópias e transferências do ficheiro para outros equipamentos.
Última atualização em outubro de 2009
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