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Fazer cópias de segurança do sistema é simples, rápido e nem sempre caro. Use modos automáticos, para não depender da sua memória.
Uma avaria inesperada do computador é a morte de pastas inteiras de fotos e
documentos importantes. As cópias de segurança evitam o pior. O ideal é gravar
todo o conteúdo de forma regular e automática. Em caso de avaria, perda ou
roubo, a cópia permite reinstalar o disco rígido.
Aposte no plano B A maioria dos utilizadores cria cópias
com o copy-paste ou arrastando pastas. Mas é mais seguro confiar nos programas
de backup, que gravam em intervalos fixos quando o computador está ligado. Na
primeira vez, é copiado todo o sistema; nas seguintes, apenas ficheiros novos ou
alterados.
Se o PC estiver desligado no momento da operação, quando voltar ao activo,
recebe um aviso para fazer a cópia. O sistema operativo integra
programas de backup: Windows Back-Up ou Time Machine do Mac OS X. Há ainda
versões gratuitas que se descarregam da Net, como o Cobian Backup. Mas apenas
dão assistência na organização das cópias. Além do software, há que prever um
suporte. Os CD e DVD são os mais baratos, mas não permitem cópias automatizadas,
sobretudo devido à reduzida capacidade de armazenamento. Mesmo as pen-disks, já
com capacidades elevadas (64 e 128 GB), não são suficientes para copiar o
sistema todo.
Outra possibilidade é armazenar os dados num servidor ao qual o PC esteja
ligado via Net. É o caso do Dropbox, JungleDisk, SugarSync, Syncplicity e
ZumoDrive. Até certa capacidade de armazenamento, alguns serviços são gratuitos.
Pode aceder aos dados em qualquer computador com ligação à rede. Mas esta
estratégia é mais adequada para armazenar ficheiros do que para cópias do
sistema.
Truques para gravar ficheiros Para revelarmos as melhores
soluções de backup, definimos dois cenários. No primeiro, incluímos uma família
com computador portátil usado em todas as tarefas. O aparelho guarda informações
bancárias, fotos e vídeos da família, trabalhos escolares e documentos
importantes descarregados da Net. Aconselhamos um disco rígido externo de 2,5
polegadas e 500 GB.
No segundo cenário, considerámos uma família com um PC de secretária e 2
portáteis usados pelos filhos na faculdade. A máquina de casa armazena o arquivo
da família: centenas de fotos, vídeos e documentos importantes. Os portáteis
acedem à informação naquele PC e partilham ficheiros e documentos fora de
casa.
O mais indicado é um sistema NAS com 2 discos de 1 TB, configurado em modo de
segurança. Deve ter acesso remoto disponível e backups automáticos quando os
aparelhos estão ligados em rede.
Milhares de gigabytes para guardar os seus segredos Os
especialistas da PROTESTE revelam os melhores suportes para gravar cópias de
segurança. A escolha acertada para o seu caso depende do volume de ficheiros e
valor que pretende investir.

Network Attached Storage (NAS) Para ligar ao router, o
NAS encontra-se integrado na rede doméstica via cabo Ethernet ou ligação sem
fios. Permite transferir ficheiros do computador. O aparelho, que funciona de
forma autónoma graças a um sistema operativo, é sobretudo interessante quando
possui 2 discos rígidos. Designados por RAID, são uma cópia um do outro: se o
primeiro falhar, o segundo contém todos os dados e o sistema. Conceptronic,
Qnap, Sitecom, Synology e Thecus são exemplos de NAS.
O
NAS é a forma mais segura de fazer backups.
Qualquer
utilizador ligado à rede pode aceder ao disco. Mas pode limitar o acesso a
alguns utilizadores e bloquear certas pastas.
Compatível
com o Mac OS X (Apple), Windows e Linux.
Pode ser usado como servidor multimédia, para consultar ou partilhar ficheiros
áudio ou vídeo.
Faz
cópias automáticas quando actualiza ou altera ficheiros, desde que configurado
para o efeito.
Em
caso de avaria de um dos discos, envia um alerta para o computador.
Pode
ser ligado a um disco rígido externo ou pen-disk USB.
Permite
carregar e descarregar ficheiros via Net, conforme o tipo de router.
Transfere
dados rapidamente.
É mais caro do que um disco externo simples.
A configuração exige tempo e conhecimentos informáticos.
Não pode ser transportado com facilidade.
Preço: € 250 a € 300 para um sistema de 2 discos rígidos com 500 GB em RAID.
Modelos com mais de 2 TB (terabytes) ultrapassam os 500 euros.

Disco multimédia São discos rígidos com interface
electrónico para reproduzir ficheiros de música e som, fotos e vídeos num
televisor ou projector. O Apple TV, Emtec, LaCie, Philips e Western Digital são
alguns exemplos.
O
computador não precisa de estar ligado para aceder aos ficheiros
multimédia.
Utilização
confortável através do comando à distância.
Aceita
muitos formatos de imagem, música e vídeo e, em certos modelos, em alta
definição.
Nem
todos os aparelhos são fáceis de utilizar.
A
compra não se justifica apenas para cópias de segurança, dado ser mais caro do
que um disco externo.
Preço: 150 a 250 euros. Os mais caros reproduzem vídeos no formato
1080p e alguns têm sintonizadores digitais.

Disco externo Nas lojas de informática, os consumidores
podem encontrar à venda modelos ultraportáteis (1,8”), portáteis (2,5”) ou para
PC de secretária (3,5”). Os últimos são mais baratos e destacam-se por
apresentar uma memória superior à dos modelos de 2,5 polegadas.
Grande
capacidade de armazenamento: até 2 TB (terabytes) para um disco externo de
3,5” e 640 GB para modelos de 2,5 polegadas. O FireWire800, eSata e USB 3.0,
por exemplo, conferem maior rapidez a transferir dados do que o USB 2.0.
O
formato de 3,5” não é fácil de transportar.
Exige
a instalação de um programa para cópias automáticas.
Em
caso de avaria, perda ou roubo, fica sem os seus dados.
Os
modelos ultraportáteis são lentos e caros.
Preço: um modelo de 3,5” com 500 GB custa cerca de 55 euros. Já se tiver a
mesma capacidade e 2,5” varia de 75 a 100 euros. Com 2 TB, pode atingir os 180
euros. Para comprar aparelhos com ligação Firewire800, eSata e USB 3.0, conte
com mais 20 a 50 euros.
Última atualização em agosto de 2010
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