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Crédito à habitação: prepare-se para a subida dos juros

A subida de 1% nas taxas de juro pode aumentar a prestação da casa em mais de 50 euros, para uma dívida de 100 mil. É a revista DINHEIRO & DIREITOS que o diz, na edição de Maio.

As taxas de juro nunca estiveram tão baixas. Tendo em conta o elevado endividamento dos portugueses, os efeitos da subida das taxas podem ter consequências negativas no orçamento familiar.

Segundo a DINHEIRO & DIREITOS, continua a ser mais vantajoso contratar uma taxa variável indexada. Mas quem tiver uma boa base de negociação com o banco e conseguir uma taxa fixa nominal a 20 ou 15 anos inferior a 4%, pode valer a pena investir na segurança de uma prestação fixa.

A revista da DECO alerta: na altura de contratar um empréstimo, convém considerar o impacto de uma eventual subida de 1 e 2% (aliás, os bancos são obrigados a fazê-lo). Os associados da DECO/PRO TESTE podem ainda recorrer ao simulador disponível no sítio da Internet (www.deco.proteste.pt > Simuladores).

Além disso, é essencial conhecer as condições de financiamento. Isso inclui comissões (abertura do processo, avaliação, entre outras), seguros, custos dos registos provisórios, celebração do contrato, conversão de registos, forma de cálculo e de arredondamento (essenciais na determinação da prestação), penalizações por reembolso antecipado, etc.

Para quem tem um empréstimo, sempre que possível, convém amortizar antecipadamente (por exemplo, através de uma conta poupança-habitação). Ao amortizar, mesmo que as taxas de juro subam, pode-se atenuar o aumento da prestação mensal. No entanto, há que ter em conta as penalizações que o banco possa cobrar.

A consolidação de créditos, para as famílias com mais do que um empréstimo, pode ser uma solução, desde que se consiga baixar o custo final. Este é medido pela TAEG (taxa anual de encargos efectiva global), no crédito pessoal, ou pela TAE (taxa anual efectiva), no crédito hipotecário. Todavia, convém questionar o banco sobre todos os encargos.

Para quem já faz um esforço considerável para pagar a mensalidade da casa, aquela revista aconselha a pedir ao banco simulações com prazos mais alargados, de forma a diminuir a prestação. Contudo, quanto maior o prazo, mais caro fica o empréstimo no final.

No caso de o empréstimo vigorar há alguns anos, convém negociar com o banco a redução do spread (para quem ainda não o fez), pois uma parte da dívida já foi paga e/ou a casa valorizou. Tal é possível porque os riscos são menores para o banco. O acompanhamento das condições da concorrência pode ajudar a negociar o spread junto do banco, melhorando o empréstimo.

| Dinheiro & Direitos n.º 63 - Maio/Junho de 2004 - pág. 9 a 11 |

26.04.2004

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