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Após a recusa do vendedor e da marca em trocar a peça estragada na garantia, Manuel da Graça, 60 anos, Vale do Forno (Odivelas), pediu-nos ajuda.
Até 2 anos após a compra, qualquer defeito que não resulte do mau uso ou do desgaste natural das peças tem de ser corrigido. No caso do volante da carrinha Opel Combo, com quase 2 anos e 31 mil quilómetros, o material deteriorou-se sem motivo aparente. Manuel alertou o stande por telefone e pessoalmente, mas sem sucesso.
Em Junho último, a um mês do fim da garantia, o associado reclamou por escrito no I.S. CAR, de Sacavém. Dentro da oficina e fora do alcance do leitor, observaram o veículo e garantiram ter tirado fotografias do problema para enviar à marca. Desta, na Alemanha, chegou a recusa de substituir o volante, informou o stande.
Manuel pediu-nos ajuda. O leitor receava que a troca não estivesse coberta pela garantia. Mas, tendo reclamado dentro do prazo, não era aceitável ficar prejudicado. Em resposta à carta que enviámos, o I.S. CAR garantiu ter trocado a peça sem custos por cortesia comercial. O nosso associado confirmou o desfecho positivo.
Stop à garantia
Quando detectar um defeito no carro, o consumidor tem 2 meses para denunciá-lo ao stande, que tem de resolver o problema ao abrigo da garantia de 2 anos. Esta é válida para veículos novos ou usados, a menos que o comprador acorde outro período com o vendedor. No caso dos usados, o prazo não pode ser inferior a 1 ano. A contagem da garantia interrompe-se enquanto estiver privado do carro. Nesse período, peça um comprovativo da oficina.
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