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O comércio justo tem como objetivo o pagamento adequado dos produtos aos produtores desfavorecidos e excluídos dos países em vias de desenvolvimento do Sul.
Produtores e participantes do comércio justo - organizações não-governamentais sem fins lucrativos e importadores - acordam o preço justo previamente. Este inclui um prémio que permite aos primeiros investir nos sistemas de produção, em melhores condições de trabalho e no respeito ambiental.
O importador compra parte da produção aos produtores, possibilitando rendimentos mais elevados e a descoberta de novos mercados externos para evitar a dependência de um só comprador. A relação contratual duradoura entre as partes garante a estabilidade dos rendimentos dos produtores e o planeamento da sua atividade a médio e longo prazo.
O comércio justo favorece ainda a criação de novos processos produtivos. São vários os produtos de comércio justo, desde têxteis, a artesanato, instrumentos musicais a produtos alimentares comuns em Portugal, como café, arroz, chá, chocolate, cacau, especiarias e compotas.

Encontrar produtos de comércio justo
As lojas do comércio justo, além da venda de produtos, fornecem informações e desenvolvem atividades educativas de sensibilização. São lojas sem fins lucrativos, cujo funcionamento depende de trabalho de voluntários, o que restringe muitas vezes o horário de abertura ao público.
Também encontra estes produtos nalgumas cadeias de supermercados.
Lojas de Comércio Justo em Portugal:
Reconhecer produtos de comércio justo
Procure no rótulo a menção “comércio justo”, “fair trade” (o mais comum) ou “commerce equitable”.
Alguns rótulos de comércio justo, impressos na embalagem do produto, para ajudá-lo a identificar:
Comércio justo nos nossos estudos
Os produtos de comércio justo são uma opção para os consumidores que privilegiam critérios éticos ligados às boas condições de trabalho no local de produção, não sendo garantia de maior qualidade face aos produtos de comércio corrente.
Abordámos o problema do comércio justo pela primeira vez num artigo sobre bananas em 2004, no qual avaliámos as empresas que respeitam vários critérios relacionados com o meio ambiente, os direitos dos trabalhadores (idade mínima daqueles, salário e não discriminação, etc.) e a transparência nas informações que transmite aos consumidores.
Entretanto, aplicámos a mesma análise a produtos tão variados como:
Última atualização em maio de 2011
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