Os consumidores são aliciados a comprar produtos ou serviços via jornal, Net, telefone ou mesmo em passeio. A informação nem sempre é transmitida de forma clara.
Através de diferentes estratégias comerciais, as vendas agressivas levam a comprar ou aderir a produtos e serviços que, em condições normais, provavelmente rejeitaria. A lei das práticas comerciais desleais protege melhor os cidadãos. Uma das novidades é a possibilidade de anular o contrato com prazos mais dilatados.
Pressão alta na compra
Antes de assinar, leia a documentação com o máximo cuidado. Dê particular atenção às letras pequenas, que podem conter informação importante. Caso tenha dúvidas, tente esclarecê-las. Se as respostas não elucidarem, peça uma cópia do contrato e recorra a serviços de apoio ao consumidor, para obter uma opinião. Guarde um duplicado dos documentos que assinar e não saia do local sem o mesmo.
Se supostos técnicos o alertarem para problemas de saúde, desconfie. Mais ainda se lhe propuserem a compra de algum produto sem sentido. Este tipo de vendas é proibido. Contacte a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), forneça todos os dados e peça a sua intervenção.
Evite comprar produtos ou aderir a serviços quando se sentir pressionado. Se, mesmo assim, aceitar e concluir que quer desistir, pode fazê-lo até 14 dias, a partir da recepção do produto ou início da prestação do serviço. Para tal, envie uma carta registada com aviso de recepção para a morada indicada no contrato. Ao fazê-lo, põe termo a um eventual crédito associado. Se tiver provas de que houve coacção, tem um ano para pedir a anulação do contrato, através dos julgados de paz ou do tribunal.
Fuga às burlas
Desconfie quando exigirem um montante para iniciar uma actividade. Em regra, nada recebe ou dizem para fazer o mesmo. Nunca pague para trabalhar. Muitos destes casos são considerados burlas. Apresente queixa à polícia e alerte a Autoridade para as Condições do Trabalho.
Não acredite em produtos ou serviços capazes de curar todas as maleitas e problemas de amor. Se lhe pedirem dinheiro antes dos conselhos ou propuserem comprar produtos com propriedades curativas, fique alerta e denuncie. Contacte o nosso serviço de informações e a ASAE. Se já foi burlado, apresente queixa na polícia.
Certas empresas simulam concursos para pedir o número do telemóvel aos cibernautas e fazem automaticamente a subscrição de um serviço, sem informar o consumidor e ou que este tenha noção do sucedido. Para escapar a esta prática, não introduza o número do seu telemóvel. A Anacom, entidade que regula o sector, deve intervir, para impedir estas situações.
Já nos chegaram várias queixas de consumidores burlados quando tentam comprar um carro pela Net. Para evitar problemas, prefira lojas conhecidas e com nome, morada, contacto telefónico e número de contribuinte do vendedor.