Os
modelos digitais, com ou sem fios,
regulam o aquecimento para a temperatura ideal, permitindo o conforto e
a
poupança de energia e dinheiro.
20 graus à sombra
O
ideal é instalar os termóstatos a 1,20 de altura,
na divisão onde passa
mais tempo (a sala de estar, para a maioria das famílias), e
nunca em locais
como o corredor ou o hall
de entrada, mais sujeitos às
correntes de ar. O
segundo passo é escolher uma parede que não
esteja directamente exposta à luz
solar. Nas restantes divisões, podem instalar-se
válvulas termostáticas, isto
é, "torneiras" especiais para os radiadores. São
sensíveis à
temperatura e regulam o caudal de água em cada radiador.
Os
modelos sem fios também podem ser instalados na parede. Mas
o mais
simples é deixá-los em cima de um
móvel, no suporte. Dessa forma, serão
facilmente deslocados.
Quanto
à temperatura, 20ºC são suficientes para
a sala de estar. Para os
quartos, o ideal são valores entre os 17 e os 18ºC.
Já na casa de banho, é
aconselhável subir a temperatura nas alturas do dia em que
for mais utilizada:
23 a 24ºC. Durante a noite ou em caso de ausência,
reduza para 15 a 16ºC ou
menos.
Com
ou sem fios
Para
instalar de raiz o aquecimento, o mais simples é prever
desde logo o
tipo de termóstato. Apesar de os modelos com ou sem fios
terem desempenhos
semelhantes, os últimos são mais
versáteis, uma vez que podem ser deslocados
consoante as necessidades. Por exemplo, se passar o dia a trabalhar em
casa,
pode colocar o termóstato no escritório e
à noite transferi-lo para a sala.
Se
já houver um sistema de aquecimento e pretender colocar o
termóstato,
será mais difícil instalar novos cabos
eléctricos. Os modelos sem fios
portáteis são uma alternativa. Estes
emitem um sinal de rádio captado por um
receptor ligado à caldeira. Alguns termóstatos
sem
fios custam mais do dobro
dos modelos sem fios, mas como estes exigem
instalação eléctrica, pode
não
compensar se já existir um sistema de aquecimento central.
Em
geral, os termóstatos funcionam com pilhas, mas alguns
são ligados
à corrente. Esta última
opção parece melhor, mas, além
de não fazer
sentido para os aparelhos portáteis, ocorrendo uma falha de
electricidade, as
programações perdem-se. E se já houver
um sistema de aquecimento, será mais
difícil instalá-los para serem alimentados pela
corrente.
Funções
mais autónomas
A
maioria dos termóstatos digitais tem
funções que
ajudam na utilização. A
introdução de uma temperatura mais baixa quando
vai,
por exemplo, de fim-de-semana, é útil
(função de
anti-congelação). A casa,
embora mais fria, não atinge valores abaixo de zero.
Graças
à programação manual, é
possível introduzir uma temperatura
diferente, manualmente. Até voltarem a ser seleccionadas, as
programações
existentes são ignoradas. Com outra
função, pode-se introduzir uma temperatura
diferente da programada até à hora em que estava
previsto mudar.
O
temporizador permite que a instalação trabalhe a
uma dada temperatura
durante um período definido (pode variar, consoante o
modelo, entre 3 a 240
horas). Contudo, não é uma
função muito comum.
A
função férias/ausência passa
o sistema para a anti-congelação durante um
período fixado, após o qual permite retornar
à temperatura de conforto antes de
chegar a casa. Para aqueles feriados que interferem com a
programação semanal,
é possível, com uma função
presente em poucos modelos, copiar os valores de um sábado
ou de um domingo.
Outras
funções, também raras, possibilitam,
por exemplo, a adaptação aos
horários de Verão e Inverno, ou o controlo
adicional do aparelho de ar
condicionado. Outra função igualmente
prática é a possibilidade de controlar,
através do telefone, o termóstato, programando-o
com teclas. Mas terá de
comprar um kit
para ligar o telefone de casa ao aparelho.