Ferramentas baratas: guia de compras
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Os berbequins, as
lixadeiras vibratórias, as rebarbadoras e as serras
verticais de baixo preço
têm um desempenho bastante fraco. Mas podem ser
úteis em certos trabalhos.
Saiba quais e como escolher.
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Úteis
para
trabalhos pontuais
O apelo da bricolagem e
artes decorativas está a crescer entre os portugueses. As
lojas especializadas
têm aparecido um pouco por todo o País. Mas
também as grandes superfícies
começam a apostar neste mercado. Existe, por isso, uma
oferta cada vez maior de
ferramentas eléctricas a preços
acessíveis.
A maioria tem um
desempenho fraco. Ainda assim, quem está a dar os primeiros
passos ou faz
trabalhos esporadicamente não tem interesse num modelo
profissional, cujo preço
não iria rentabilizar. Pode encontrar nestes aparelhos uma
opção válida, desde
que tenha em conta as suas limitações.
Resultados
modestos
Quase todos os
berbequins com fios têm um fraco desempenho na
função de percussão, destinada a
trabalhar sobre superfícies rígidas (paredes,
pedra e betão). Já em materiais
macios (madeira e plástico), os resultados são um
pouco melhores. Mesmo assim,
estes aparelhos são maus a aparafusar e desaparafusar.
Os berbequins sem
fios, por sua vez, são ainda mais decepcionantes, nem mesmo
conseguindo
perfurar superfícies pouco rígidas.
Além disso, a maioria traz baterias de má
qualidade. São, no entanto, razoáveis a
aparafusar e desaparafusar.
Quanto às lixadeiras
vibratórias, todas têm problemas a trabalhar em
cantos e ângulos e a extrair a
poeira. Mas algumas conseguem acabamentos razoáveis.
Também as rebarbadoras
ficam aquém do desejável, sobretudo quando usam
os discos de origem.
Por fim, as serras
verticais permitem obter cortes rectilíneos e
círculos pequenos. Mas nenhuma
alcança quadrados perfeitos, devido à
imprecisão da régua de guia.
Pouco
resistentes e sem instruções
A maioria destas
ferramentas tem uma qualidade de construção
bastante fraca. Ao fim de algum
tempo de funcionamento, o motor aquece excessivamente e deixa de
funcionar. São
ainda pouco resistentes a quedas.
Além disso, uma boa
parte não traz instruções de
utilização, o que, dependendo do tipo de
aparelho,
pode comportar riscos. É o caso das rebarbadoras,
instrumentos perigosos, que
exigem um cuidado acrescido no manuseamento.
Dicas
para
escolher
Estão sempre a
aparecer ferramentas novas nas lojas especializadas e grandes
superfícies. Como
este mercado está em constante
mutação, ficam alguns conselhos:
- prefira os modelos
com instruções de
utilização;
- para melhorar o
desempenho de uma rebarbadora, compre discos com mais qualidade (por
exemplo,
de diamante);
- verifique se o
aparelho se adapta bem à sua mão e se as pegas
são confortáveis;
- não utilize este
tipo de ferramentas para trabalhos exigentes, pois poderá
danificá-las de
imediato. Se o aparelho começar a ficar quente, interrompa a
tarefa e deixe-o
arrefecer;
- guarde sempre a
factura de compra, para que, em caso de necessidade, possa reclamar.
Estas
ferramentas têm garantia de dois anos.
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