Podem salvar vidas, mas não passam de um complemento. Boas instalações e manutenção regular são essenciais para evitar acidentes mortais.
Invisível e sem cheiro, o monóxido de carbono (CO) é libertado pela combustão incompleta de substâncias como o gás, carvão, madeira ou gasolina. Potenciais fontes de perigo: esquentadores em casas de banho (proibidos), caldeiras, lareiras, salamandras, aquecedores a gás e motores de carros a trabalhar em garagens fechadas, entre outras. Se as regras forem cumpridas, é eliminada a possibilidade de formar-se o CO.
Alarmes ao rubro
O CO aparece quando a combustão completa não é feita. Para que este gás tóxico seja libertado para o exterior são necessárias condutas e chaminés bem construídas e desobstruídas. No local, deve haver uma ventilação permanente. Mas os perigos também podem ocorrer se o aparelho de queima não for sujeito a manutenção nem usado correctamente. O risco aumenta em condições de frio e humidade, pois diminui a capacidade de extracção das chaminés.
Os detectores, na presença do CO, emitem um sinal sonoro. Alimentados por uma ou mais pilhas, têm um botão para testar o alarme. Outro sinal sonoro alerta para a necessidade de trocar as pilhas.
Estes aparelhos, que duram, no máximo 5 anos, recorrem a um sistema de cores. Mostram uma luz vermelha se notarem o CO e alguns exibem um indicador luminoso face a irregularidades no seu funcionamento.
Aposta na prevenção
Confiar em demasia nestes aparelhos pode ser fatal. A sua presença pode dar uma falsa sensação de segurança. A prevenção é a melhor forma de evitar o pior. O detector apenas dá o alerta: não afasta o gás mortal. Uma exposição a pequenas concentrações e sistemática pode prejudicar a saúde. Será ainda mais perigosa para pessoas fragilizadas, doentes ou indivíduos incapazes de se moverem, como acamados e bebés.
O ideal é haver um detector nas divisões com aparelhos de queima (cozinha, sala, etc.). Alguns fabricantes aconselham a instalação a 1,5 metros. Mas, como o CO é mais leve do que o ar, o aparelho deve ser instalado o mais alto possível. Fixe-o junto do tecto, certificando-se de que os sinais de cores ficam visíveis. Evite colocar próximo de portas, janelas e ventiladores, para eliminar o efeito de correntes de ar. Não o faça ainda perto de fogões ou fornos: poderá haver emissões pontuais no arranque dos aparelhos.
Prefira a segurança
Faça uma ventilação adequada nas divisões com aparelhos de queima.
A construção limita o tipo de aparelhos a colocar. Por exemplo, só é possível instalar um esquentador atmosférico se a saída dos gases tiver um troço vertical mínimo de 30 cm antes de uma curva. A restante conduta nunca pode ser horizontal.
A instalação e eventuais reparações de qualquer aparelho a gás devem ser feitas por profissionais. No sítio na Net da Direcção-Geral de Energia e Geologia (www.dgge.pt), encontra uma lista de técnicos credenciados.