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Quotas em atraso, fraca participação nas reuniões e barulho azedam as relações entre vizinhos. Mesmo assim, maioria gosta do seu condomínio, revela a DECO PROTESTE.
Dos 2327 inquiridos pela associação, 7 em cada 10 garantem manter uma relação boa ou muito boa com os vizinhos. Contudo, um terço admite que a falta de pagamento das quotas é um problema importante, seguido da reduzida participação dos moradores nas assembleias e do barulho. Para mais de 60%, os calotes foram a principal causa de conflito, nos últimos 5 anos.
Estudo completo, melhores aplicações para o fundo de reserva, novas obrigações dos administradores e outras questões sobre condomínio no dossiê.
A administração também é criticada. Um quarto dos inquiridos admite ter-se cruzado com administradores desonestos nos últimos 5 anos e só 18% são convocados para as reuniões por carta registada ou aviso com recibo de recepção, como manda a lei. Mais: 30% revelam ter funcionários ao serviço do condomínio sem contrato e sem recibos, o que é ilegal.
A DECO PROTESTE reforça a reivindicação feita há um ano, ao Governo: definir um organismo que supervisione as empresas de administração e obrigue a uma caução, activada em caso de falência ou burla. Pagar as quotas por débito directo ou transferência bancária e não em dinheiro evita a falta de prova em caso de conflito.
Quando um quarto dos condomínios continua sem fundo comum de reserva, é preciso garantir que escolhem o melhor destino para as economias. Segundo a associação para a defesa do consumidor, compete ao Ministério das Finanças permitir que os titulares de contas poupança-condomínio transfiram o saldo para produtos mais rentáveis, mantendo a finalidade da poupança: fundo comum de reserva.
13.01.2010
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