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Os modelos rígidos não são necessariamente melhores. De espuma, molas ou látex, o colchão deve ser confortável e ergonómico, para acompanhar a curvatura da coluna.
Dormir uma sesta ao fim de semana ou descansar após um dia de trabalho, pouco importa: um colchão tem de ser sempre confortável, isolar o suficiente para dar uma sensação de aconchego e permitir ventilação que afaste a humidade em excesso.
Solução confortável
Os colchões com molas de aço têm elasticidade, firmeza e boa ventilação.
Neste último aspeto, os modelos de molas ganham aos de espuma, pelo que são mais
adequados para quem transpira muito ou vive em regiões com verão quente. Se
tiver alergias ou asma, um colchão de espuma ou látex é a melhor opção. Deve
revesti-lo com uma capa antiácaros, lavável, mais fácil de colocar.
Os sistemas de molas bicónicas (ou de Bonell) e de molas independentes
(ensacadas) permitem definir zonas ergonómicas, fazendo variar a rigidez do aço
com que são fabricados. Com as molas sem-fim, tal não é possível.
Nos modelos de molas ensacadas não há transmissão de movimento entre molas,
pelo que são muito confortáveis sobretudo se o (a) seu (sua) companheiro (a)
mexe-se muito enquanto dorme.
Os modelos para cama de casal (regra geral, de 1,50 m x 1,90 m) tornam-se
difíceis de transportar por serem grandes, sobretudo se não tiverem pegas.
Muitos modelos anunciam uma face de verão e outra de inverno (mais fresca ou
mais quente), mas são raros os que apresentam dois lados diferentes.
Amantes das curvas
Um bom colchão deve acompanhar a curvatura natural da coluna e suportar todas
as zonas do corpo. Os modelos com molas de aço são confortáveis e adaptam-se à
pressão exercida, tanto por indivíduos pesados como leves.
Embora a firmeza do colchão seja uma questão de gosto pessoal, por regra um
corpo mais pesado precisa de um colchão mais duro, para garantir melhor suporte.
Se o colchão for muito rígido, o corpo não entra totalmente em contacto com ele.
Confere menos apoio a algumas partes do corpo, mas melhora a ventilação. Já se o
colchão for demasiado macio, há tendência para o corpo se afundar, aumentando a
sensação de calor devido à má ventilação. Importante é que o seu colchão
sustente corretamente o corpo, permitindo recuperar durante a noite.
Quem sofre de dores nas costas deve optar por um colchão nem demasiado rijo
(não permite uma boa descontração), nem muito macio (acentua as dores).
Se houver uma diferença significativa de peso em relação ao (à) seu (sua)
companheiro (a), opte por um sistema de duas bases e colchões individuais.
Assim, o desnível que ocorre com um só colchão pode ser evitado e o conforto é
maior. O mais pesado deve ficar com o colchão mais duro. Os colchões podem ser
unidos com um só lençol-capa.
Colchão ideal respeita a curvatura da coluna

Deitado de lado, a coluna deve manter-se numa linha reta e os
ombros e ancas afundar-se ligeiramente.

Num colchão demasiado macio, o corpo tem tendência para
afundar.

Ao contrário do que possa pensar-se, um colchão muito rígido não
é o ideal para as costas.
Substituir após 10 anos
Ao fim de 8 a 10 anos, o colchão deverá ser substituído devido à perda de firmeza e, sobretudo, de altura. Mas com alguns cuidados pode durar mais. Basta dar à cama, diariamente, algum tempo para arejar, mesmo no inverno, e permitir que a humidade saia.
Muito importante: vire regularmente o colchão – de cima para baixo e da cabeceira para os pés – para não criar zonas e deformação permanente.
Uma vela, um pau de incenso ou um cigarro podem dar origem ao pior. Verifique, por isso, se as camadas exteriores do colchão são fabricadas com materiais anti-inflamáveis ou têm características de autoextinção do fogo.
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Almofadas para todos os gostos
Manter a curvatura do pescoço é o objetivo de uma almofada. Uma capa lavável torna-a mais higiénica. Escolha de acordo com o material mais adequado para si.
- As almofadas de penas deformam-se facilmente, mas, quando abanadas, retomam a forma. Adaptam-se à curvatura do pescoço, absorvem a humidade com facilidade e têm boa ventilação. São desaconselhadas a pessoas alérgicas.
- As almofadas em látex oferecem bom suporte para a cabeça e curvatura do pescoço, solidez e isolamento térmico. A humidade não se liberta facilmente, pelo que são desconfortáveis no verão.
- As de poliéster têm bom apoio para a cabeça, se não compactarem demasiado com o uso, conforto térmico e ventilação adequada mesmo no verão.
- As ortopédicas são constituídas por dois rolos: o mais alto para quando se dorme de lado e, o mais baixo, para repousar de costas. Mas são pouco eficazes, pois os movimentos durante o sono alteram a posição da cabeça, que deixa de ser apoiada pelas duas zonas de altura.
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O que fazer ao velho colchão?
Se o colchão estiver em estado razoável, prefira doá-lo a uma instituição de apoio social interessada. Confira a listagem de instituições no site da Segurança Social.
Caso não apresente condições para ser usado, na compra do novo pergunte ao distribuidor se recolhem o usado. Se não for o caso, resta-lhe contactar o serviço municipal de recolha de monos domésticos. O mais provável é o colchão acabar num aterro sanitário. Também pode ser encaminhado para incineração, com recuperação da energia libertada pela queima da fração têxtil e das espumas. Na melhor das hipóteses, é entregue a um sistema de tratamento de resíduos com capacidade para desmantelar o colchão, separando a estrutura metálica dos têxteis e das espumas. Estes materiais são depois entregues aos seus recicladores.

Fases do desmantelamento de colchões velhos, pela Tratolixo, com vista à sua posterior valorização.
A França avançou já com um bom exemplo do que deve ser feito nesta área: desde o início de 2011, a legislação obriga os fabricantes e os distribuidores de colchões a assumirem a responsabilidade na recolha de usados. Ou seja, os lojistas aceitam o colchão usado aquando da venda do novo, como sucede na generalidade dos países europeus para os frigoríficos, as máquinas de lavar, as televisões, os telemóveis e as lâmpadas, entre outros equipamentos elétricos e eletrónicos. Esta recolha não implica encargos adicionais para o consumidor.
Em Portugal, alguns estabelecimentos já recolhem colchões a título voluntário, doando-os a pessoas que precisam. Mas não há sistema de recolha obrigatório para tratamento adequado. Fica a proposta à Ministra do Ambiente: seguir o bom exemplo imposto pela legislação francesa.
Última atualização em novembro de 2011
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Sumário
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