Todos os produtos testados resolvem o problema: os mais rápidos levam 2 semanas e os mais lentos o dobro. Os champôs do supermercado são tão eficazes como os da farmácia.
A caspa afecta cerca de 30% da população mundial, pelo menos, uma vez na vida. A renovação do couro cabeludo, com a queda de películas, ocorre em ciclos de 20 a 30 dias. Num indivíduo com caspa, o processo é muito mais rápido e, nos casos mais graves, sucede-se num prazo de 3 a 4 dias. O distúrbio está, muitas vezes, associado a um fungo: a malassenzia. Se não for tratado, pode ter consequências na saúde e vida social. Os carecas também podem sofrer deste mal.
O champô ideal tem tensioactivos e ingredientes activos. Os primeiros eliminam a caspa sem irritar o couro cabeludo. Os segundos lutam contra o desenvolvimento de microrganismos e a descamação e regulam a oleosidade. Além disso, deve produzir alguma espuma para remover a sujidade. Outro aspecto a ter em conta é a tolerância. Os produtos têm de ser agradáveis de usar sem atacar a pele.
Adeus à caspa em 2 semanas
Os champôs anticaspa testados demonstraram grande eficácia a eliminar a oleosidade e a caspa. Todos resolveram o primeiro problema em 15 dias. No segundo, os mais rápidos levaram 15 dias e os mais lentos o dobro. Os champôs normais eliminaram a oleosidade, mas não a caspa.
Para avaliar o desperdício, contabilizámos a quantidade de champô necessária em cada utilização e as perdas. Dependem, sobretudo, da viscosidade do produto, dimensão do orifício por onde sai e forma do frasco. Apesar de nenhuma marca ter recebido classificação negativa, a maioria desperdiça mais de 7% do conteúdo.
No capítulo do ambiente, a concepção da embalagem também é avaliada. Tem de ser pensada para optimizar o armazenamento e o transporte. Os fabricantes deveriam usar materiais reciclados ou fáceis de reciclar, com menos impacto negativo. A quantidade de embalagem também deve ser tão reduzida quanto possível. Todos os frascos analisados são em plástico, material reciclável. Mas o consumidor também tem de fazer a sua parte: quando o champô acabar, lave, espalme e deposite no ecoponto amarelo.
Químicos agressivos e desnecessários
Alguns ingredientes podem ser substituídos por outros com menos impacto para o ser humano e o ambiente. Encontrámos formulações eficazes e que os apresentam em pequena quantidade. Por exemplo, alguns conservantes podem provocar reacções alérgicas. É o caso dos compostos de tiazolinona. Grávidas e mulheres a aleitar não devem ter contacto com estas substâncias. Os compostos de ureia e os parabenos (em menor escala) também podem provocar alergias.
Os derivados do petróleo são baratos e, por isso, muito usados. Não são biodegradáveis e têm impacto negativo no ambiente.
Os corantes, sem função específica, são usados para tornar o produto mais atractivo. Mas um dos ingredientes activos usados, o sulfureto de selénio, já tem cor.
Substâncias antibacterianas, como o álcool, podem irritar e secar a pele. Tornam-se particularmente agressivas em indivíduos com caspa.
Os compostos designados por EDTA reduzem o risco de degradação do produto, mas são tóxicos para o meio aquático.