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Evitar fraudes com cartões

Conheça as técnicas mais comuns dos burlões, como evitá-las e o que fazer se o azar lhe bater à porta.

Evitar fraudes com cartões

Há muito que andar com os bolsos carregados de dinheiro deixou de fazer parte dos hábitos dos portugueses. Portugal é um dos países europeus com maior crescimento no mercado do chamado “dinheiro de plástico”. Ao ponto de haver hoje mais cartões de débito e crédito a circular do que portugueses (dois por habitante).

Infelizmente, associado a este aumento, surgem também novas formas de fraude, que obrigam ao cancelamento de milhares de cartões todos os anos. Assim, convém manter-se informado sobre as técnicas mais usadas pelos amigos do alheio e saber como usar os seus cartões com segurança.

Em caso de azar

Caso venha a perder o cartão, este se extraviar ou lhe for roubado, contacte de imediato a entidade emissora (Unicre: 21 315 98 56), a SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços (808 201 251) ou o próprio banco. Para facilitar a notificação, tenha sempre à mão o número do seu cartão e da conta que lhe está associada, bem como o nome da entidade emissora.

Após o cancelamento do cartão, todos os movimentos electrónicos passam a ser da responsabilidade do emissor. Se ocorrerem antes da comunicação do furto, roubo ou extravio ao cartão, em princípio, é o cliente que paga todas as despesas, até ao limite de crédito. No entanto, alguns cartões já incluem um seguro de utilização fraudulenta, que cobre os movimentos até 24 ou 48 horas antes da comunicação do incidente ao banco. Outros, embora em menor número, não impõem limite. Ou seja, pagam sempre as despesas com o cartão.

Avise também as autoridades e peça uma prova desta participação. Alguns emissores exigem-na para accionar o seguro do cartão.

Evitar a burla

Quando estiver para receber um novo cartão, fique atento ao prazo indicado pelo banco. Se não chegar na data prevista, avise a entidade emissora. Assine-o, pois esta é uma das principais formas de identificar o titular legítimo, e destrua-o quando atingir o limite da validade.

Memorize o código pessoal (PIN), evite guardá-lo na carteira e nunca o divulgue a terceiros. Se precisar de anotar o código, não o faça junto ao cartão ou no telemóvel, pois são os primeiros locais que os burlões procuram. Anote-o de forma dissimulada: por exemplo, como se fosse um número de telefone ou uma data de aniversário.

Quando fizer um pagamento, não perca o cartão de vista e certifique-se de que é passado num único equipamento, para não ser clonado. Se lhe pedirem para repetir a operação, faça-o apenas se o terminal apresentar uma mensagem em como a anterior foi anulada. Exija um comprovativo da compra.

No Multibanco, certifique-se de que mais ninguém vê o PIN. Se notar que a máquina tem um aspecto diferente do habitual ou está vandalizada, não a utilize, pois pode ter sido “adaptada” por larápios. Caso o cartão fique retido na ATM, contacte de imediato o emissor.

Seja prudente nos pagamentos através da Net, fazendo compras só em estabelecimentos credíveis. Um sítio seguro apresenta uma chave ou um cadeado no canto inferior direito do ecrã e o respectivo endereço começa por “https”. Imprima e guarde uma confirmação da sua encomenda. Evite divulgar os dados do seu cartão por telefone ou correio electrónico. Os pagamentos através do MBNet (www.mbnet.pt), que cria um cartão temporário com limite de crédito, também são seguros.

Ignore mensagens de correio electrónico, supostamente do emissor do cartão, pedindo-lhe para aceder a um determinado link. Os “piratas” da Internet utilizam este tipo de estratégias para aceder a dados confidenciais dos clientes e levantar dinheiro das suas contas.

 
 
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