A maioria dos tintos passou nos testes em laboratório e agradou nas provas de degustação. Nuno Lima Dias, especialista em vinhos na DECO PROTESTE, comenta os resultados dos testes a 45 tintos.
Globalmente, foram positivos. A maioria dos vinhos passou com distinção nos nossos testes laboratoriais e obteve a aprovação na degustação. Nenhum vinho continha ácido sórbico, um conservante desnecessário já que nas doses permitidas não tem propriedades antibacterianas. Mas detectámos níveis algo elevados de acidez volátil e de dióxido de enxofre nalgumas amostras.
Quais os riscos dessas substâncias?
O dióxido de enxofre e os sulfitos são necessários para uma boa conservação do vinho e também estão presentes em muitos alimentos. Mas, em doses elevadas, podem provocar mal-estar, problemas digestivos, de pele e até crises de asma. Tendo em conta os limites legais permitidos, 1 ou 2 copos de vinho podem ser suficientes para ultrapassar a dose diária admissível. Fomos, por isso, mais exigentes nos testes.
Os vinhos com Denominação de Origem são melhores?
Os vinhos com Indicação Geográfica respondem a critérios de produção e qualidade menos exigentes e, teoricamente, seria de esperar que fossem inferiores aos com Denominação de Origem. Mas muitos ofuscam a sua qualidade. Entre os 6 melhores vinhos testados, 5 ostentam Indicação Geográfica.
Dicas de compra e conservação
Prefira estabelecimentos onde as garrafas estejam deitadas e ao abrigo da luz.
Leia atentamente o rótulo para saber o que compra. Preste atenção ao ano de colheita.
A maioria dos tintos de Setúbal podem ser consumidos no prazo de 2 ou 3 anos, desde que guardados em boas condições, num local fresco, escuro e pouco húmido, como uma cave, arrecadação ou garagem.
Se não tiver as condições ideais, compre apenas as garrafas que tenciona consumir nos próximos tempos.
Uma hora e meia antes de servir um tinto, coloque a garrafa à temperatura ambiente, para atingir entre 16ºC e 18ºC. Sirva os copos até um pouco mais de meio.