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A Net facilita o investimento, mas traz novas fraudes. Mais de 3% dos inquiridos foram vítimas nos últimos 5 anos.
O phishing, que atacou clientes dos maiores bancos a operar no nosso
país (CGD, BPI, entre outros), ou os esquemas em pirâmide associados ao mercado
cambial, como o da empresa Forex LLC, que garantia elevados rendimentos e total
segurança, são exemplos de fraudes.
Questionámos os consumidores sobre fraudes na utilização de serviços on-line
e 3,3% declararam ter sido vítimas de fraude nos últimos 5 anos. Os montantes
envolvidos variaram entre € 4 e € 500 000, embora a tendência rondasse 500
euros.
Preocupante: menos de metade conseguiu reaver o dinheiro na totalidade e
quase dois terços desconhecem os seus direitos em caso de burla. A grande
maioria acredita que o banco é obrigado a devolver o valor total da fraude. De
facto, se não for provada negligência do utilizador, consideramos que o montante
integral deve ser devolvido.
Cuidados acrescidos na rede Há cada vez mais investidores
a usar o serviço telefónico ou o netbanking. É mais rápido e permite,
muitas vezes, preços mais vantajosos em ordens de Bolsa ou taxas de juro mais
elevadas em depósitos. Os produtos e serviços oferecidos são quase idênticos aos
que poderia contratar ao balcão ou pelo telefone. Tal como ao balcão, a
principal preocupação é escolher os mais adequados para o seu perfil. Consulte
os conselhos da nossa equipa financeira no portal PROTESTE POUPANÇA.
Se já é cliente do banco, o uso complementar do netbanking é seguro,
desde que tenha alguns cuidados:
- alterar com frequência a palavra-chave;
- ter um programa de antivírus actualizado;
- não aceder ao sítio do banco através de links enviados em e-mails,
como newsletters;
- não enviar por e-mail o nome de utilizador ou código de acesso.
Proteja-se do phishing, método usado para conseguir dados confidenciais.
Alguém envia um e-mail, fazendo-se passar pelo seu banco, a informar que ocorreu
um problema ou que transferência foi efectuada com sucesso. O consumidor é assim
impelido a clicar sobre o endereço fornecido e acede a uma página parecida com a
do seu banco, mas falsa. Pedem-lhe para introduzir os seus dados, que serão
depois utilizados para fazer transferências ou compras em seu nome.
Não faz parte do procedimento dos bancos pedir aos clientes para enviarem
dados pessoais, até porque têm apostado em formas de validação cada vez mais
sofisticadas nos próprios sítios na Internet, para maior segurança dos clientes.
Desconfie se receber um e-mail deste tipo. Se tiver dúvidas sobre a sua origem,
abra uma janela e escreva o endereço completo do sítio, sem clicar no link
fornecido, ou ligue para a sua agência.
 O BPI, banco recentemente atingido por phishing, alertou os clientes no
seu sítio da Net.
 Exemplo de um e-mail fraudulento enviado a clientes do BPI.
 Outro exemplo de um e-mail fraudulento enviado a clientes do
BPI.
Desconfie de produtos demasiado rentáveis A Internet
facilita a relação entre banco e cliente, mas também cria perigos, como anúncios
“atractivos”, por norma, em portais de informação financeira e que remetem para
serviços de instituições pouco conhecidas ou estrangeiras.
Quando as ofertas apresentam rentabilidades fabulosas e sem risco, pode estar
perante publicidade enganosa ou, pior, uma fraude. Para não ser a próxima
vítima, esteja atento aos sinais:
- pedido de decisão imediata;
- promessa de ganhos elevados sem risco;
- ligação do investimento a mercados exóticos ou confidenciais;
- pedido de um pequeno depósito inicial ou pagamento antecipado de encargos;
- esquemas em que o investidor é induzido a comprar valores mobiliários a
preços superiores ao valor de mercado;
- anunciar não ser necessária a autorização da entidade supervisora: Banco
de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ou Instituto de
Seguros de Portugal.
Se contratar um serviço ou produto comercializado na Net, teste os meios de
contacto indicados e peça uma descrição detalhada dos serviços e documentação
escrita. Nunca aplique o dinheiro sem conhecer bem o produto. Mais: o dinheiro
entregue a entidades não autorizadas não está abrangido por sistemas de
protecção, como o Fundo de Garantia de Depósitos ou o Sistema de Indemnização
aos Investidores. Em caso de dúvida, ligue-nos para 808 200 147 e denuncie casos
suspeitos à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (800 205
339).
Última atualização em dezembro de 2010
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