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Smart Park: testámos o novo parquímetro portátil da Emel

Com o Smart Park, paga só o tempo de estacionamento utilizado. Mas ainda não pode seleccionar a zona de parqueamento nem consultar movimentos.

O Smart Park estacionou no concelho de Lisboa. É vendido por € 32 com cartão descartável de € 30 (no total, paga 62 euros). Para breve, estão previstos cartões recarregáveis. Experimentámos o equipamento e verificámos que não estão acessíveis todas as funcionalidades. O aparelho desliga-se após 4 horas, tempo máximo de estacionamento permitido. A partir daí, há o risco de ser multado ou bloqueado, como no sistema tradicional. A contagem é interrompida no período gratuito (por exemplo, à noite).

A cobrança é feita ao minuto. O tarifário é o mesmo, mas o utente só paga o tempo de estacionamento utilizado. Também há mais comodidade: não tem de deslocar-se à máquina mais próxima nem trazer moedas no bolso.

Trata-se de uma boa iniciativa, que pode vir a ser utilizada noutros concelhos. Mas, para não prejudicar o consumidor, tem de permitir a escolha da zona de estacionamento. Outra possibilidade é a uniformização dos horários nos locais pagos. Também é pouco prático não haver indicação do valor gasto por estacionamento e o cartão descartável não permitir a consulta de movimentos.

Smart Park
Os fiscais da EMEL não estão familiarizados com o Smart Park: no nosso teste prático, fomos surpreendidos por um aviso de pagamento de 5,15 euros.

Uma hora de bónus para a EMEL
A grande falha surge ao sábado, dia em que algumas zonas são pagas a partir das 8h00 e outras das 9h00. O Smart Park não permite seleccionar a zona de estacionamento, pelo que, se ficar ligado, começa a contar às 8h00. Se deixar o carro às 7h00 num lugar onde paga desde as 9h00, fica prejudicado em 1 hora. No caso de querer estacionar as 4 horas, entra em infracção a partir o meio-dia, quando o aparelho desliga automaticamente. A única forma de evitar o problema é manter o Smart Park desligado e voltar às 9h00 para ligá-lo. Nas instruções, não há nenhuma advertência para esta falha.

Detectámos outros pontos fracos. A leitura é difícil em locais pouco iluminados e o equipamento não indica o custo por estacionamento (apenas o saldo). O cartão descartável não permite consultar movimentos, importante meio de prova em caso de conflito. A facilidade com que se consegue alterar data e hora pode levar a enganos em prejuízo do consumidor.

Nota negativa ainda para o facto de o Smart Park não usar pilhas recarregáveis, mais amigas do ambiente, nem ostentar o símbolo de contentor barrado, sinal de que não deve ser depositado no contentor do lixo indiferenciado no fim de vida.

Fiscais longe da novidade
Os fiscais da EMEL não estão familiarizados com o novo parquímetro. De contrário, não nos teriam deixado um aviso de pagamento de € 5,15, respeitantes a 4 horas. Valeu estarmos nas imediações e termos esclarecido a situação. O cartão descartável não permite a consulta de movimentos nem guarda estes registos, como confirmou a EMEL através da linha telefónica de informações. Tal funcionalidade só estará disponível no cartão recarregável. Assim, o descartável não serve de comprovativo para contestar uma multa. Não há, por isso, forma de resolver conflitos.

Saldo no visor
O equipamento é accionado de forma simples. Basta premir um botão e inserir o cartão para aparecer o saldo. Tem de carregar noutro botão para iniciar a contagem. A seguir, retira o cartão e coloca o aparelho no espelho retrovisor interior ou tabelier. Uma luz verde pisca por debaixo do visor e indica quanto tempo resta para as 4 horas. Para desligar, só tem de carregar no off. O custo é descontado ao saldo na utilização seguinte.

  Última atualização em março de 2010

 
 
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