Pneus: automóvel equipado por mais tempo
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Condução moderada e pressão correta são os segredos para manter os pneus em bom estado. Saiba quando substitui-los e o destino a dar.
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A partir de novembro de 2012, os pneus devem ser acompanhados de informação sobre eficiência energética, aderência em solo molhado e níveis de ruído exterior de rolamento.
Visite várias lojas, pois o preço dos pneus varia bastante. Paga a chamada ecotaxa (€ 1,20 por cada, com IVA), para o tratamento dos pneus usados. Pergunte se a montagem e a equilibragem são pagas: na maioria das lojas a primeira é gratuita, mas a equilibragem só o é nalgumas.
Pneus na pressão certa
Controle a pressão dos pneus uma vez por mês ou antes de viagens longas: aumenta a longevidade, reduz o desgaste da borracha e poupa em combustível. A pressão baixa, por exemplo, pode aumentar o consumo entre 2 e 10 por cento. Se o carro estiver carregado, corrija a pressão dos pneus: esta terá de ser um pouco mais elevada. Siga as indicações do fabricante do carro.
Verifique regularmente a borracha. O código da estrada proíbe circular com um relevo inferior a 1,6 mm. As bolhas ou fissuras na borracha são também sinais de alerta que podem pôr em risco a segurança dos ocupantes da viatura, pois reduzem a aderência à estrada, sobretudo em piso molhado.
Condução moderada também protege os pneus. Conduzir em piso irregular, galgar passeios, lombas e buracos, fazer acelerações e travagens bruscas aumentam o desgaste dos pneus e o consumo de combustível.
Tratamento de pneus em fim de vida
Quando trocar de pneus numa oficina, entregue os usados. Se forem do mesmo tipo e quantidade, são obrigados a aceitá-los.
Se fizer a troca por conta própria, deposite os pneus antigos num dos pontos de recolha da Valorpneu. Esta entidade é responsável pelo seu reencaminhamento para tratamento adequado. Não paga na entrega, pois os custos para tratar os pneus velhos são cobrados na compra dos novos. Abandonar pneus na natureza é um atentado ao ambiente, punido com multas.
Os pneus usados com a carcaça em bom estado podem ser recauchutados. Esta operação consiste em substituir o piso e, por vezes, os flancos. Em relação à produção de pneus novos, a recauchutagem permite economizar, em média, 70% de energia.
Os pneus com defeito devem ser valorizados, de preferência, através de reciclagem. A borracha obtida pode ser transformada em relva sintética, pisos para parques infantis e solas para sapatos, entre outros.
Os pneus têm um poder calorífico elevado e são um combustível útil para a indústria. A incineração é um processo poluente e deve ser feito em instalações com sistemas que minimizem as emissões gasosas.
Pneus run-flat
Os pneus run-flat permitem circular por mais cerca de 150 quilómetros, até 80 quilómetros por hora, após um furo, sem mudar imediatamente ou chamar a assistência em viagem.
Pode ainda circular sem pneu sobressalente, o que abre novas perspetivas ao design automóvel e reduz o peso das viaturas.
Encontram-se em desenvolvimento duas soluções, mas o princípio é idêntico: em caso de perda de ar, a estrutura de apoio mantém os pneus no aro.
Como o comportamento da viatura não se altera face às condições normais, é necessário um sistema que detete e informe o condutor de que um dos pneus está a perder ar.
Este texto respeita o novo acordo ortográfico
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