Carrinhas familiares: como escolher
|
Quando a família
começa a crescer, o automóvel citadino deixa de
ser suficiente e a solução é
comprar uma carrinha familiar. Mais espaçosos, mas
também mais caros, estes
veículos marcam uma nova fase da vida, que engloba os filhos
e a crescente
preocupação com a segurança.
|
|
Para
toda a
família
Nesta gama tudo é
maior: o comprimento (a partir dos 4,5 metros), o espaço
interior do
habitáculo, a bagageira, o conforto, a potência e,
é claro, o consumo e o
preço. Devido ao seu comprimento, a cidade não
é um terreno onde as carrinhas
familiares se movimentam bem, principalmente nos estacionamentos. Em
contrapartida são viaturas vocacionadas para grandes
viagens, dado que
transportam todos os passageiros com bastante comodidade.
Na altura de escolher
um carro, uma das questões que o consumidor coloca com mais
frequência é se
deve optar pela versão a gasóleo ou a gasolina de
um determinado modelo. Para
tomar a decisão mais correcta, tenha em conta o
preço do automóvel e do
combustível e principalmente o número de
quilómetros percorridos anualmente. Só
assim poderá ver se compensa pagar mais por um
veículo a gasóleo ou se um a
gasolina é, no seu caso, mais económico.
Tenha em
atenção os
preços de aquisição e o consumo de
cada veículo. Outros factores que não pode
descurar são o conforto do carro e o seu desempenho.
Segurança
em
primeiro lugar
A segurança nem sempre
foi prioridade dos fabricantes. Mas hoje em dia, os consumidores
são cada vez
mais exigentes neste aspecto. Assim sendo, é de esperar que
os automóveis novos
venham bem equipados de origem.
Informe-se sobre todos
os sistemas de segurança activa (componentes e
soluções tecnológicas do
veículo
que ajudam a evitar acidentes) as funcionalidades e, claro, os valores,
já que
são extras ao preço de base. Sistema Antibloqueio
de Travagem (ABS), controlo de
tracção, sistema de assistência
à travagem de emergência (BAS) são
apenas
alguns dos disponíveis no mercado actual.
Além disso, não
descure a segurança passiva: sistemas que, na
impossibilidade de evitar um
acidente, tentam reduzir ao máximo as suas
consequências, como os airbags.
Estes protegem a
cabeça e o corpo (ao nível do tórax)
do condutor e dos passageiros do impacto
das colisões frontais e laterais, respectivamente. A maioria
dos automóveis
novos já vem equipada com airbags frontais e laterais para os
lugares da
frente do automóvel. Os laterais só agora
começam a estar disponíveis atrás nas
viaturas de segmentos médios e inferiores.
Se, por exemplo, tiver
uma criança pequena e quiser transportá-la no
banco da frente, além da cadeira
especial, é recomendável optar por um
automóvel que permita desactivar o airbag
do condutor.
Crianças a
bordo, atenção redobrada
Para viajarem em
segurança, as crianças devem estar sentadas em
cadeiras especiais. Insistir em
transportá-las ao colo, sentá-las no banco do
automóvel, prendê-las
simplesmente com o cinto de segurança dos adultos, ou pior
ainda, não as
prender com o cinto, é fazê-las correr um risco
mortal em caso de colisão ou de
um travagem brusca, mesmo a baixa velocidade.
Segundo o Código da
Estrada, as crianças com menos de 12 anos de idade e menos
de 150 cm de altura
só podem ser transportadas em veículos com cintos
de segurança e numa
cadeirinha adequada ao seu tamanho e peso. Face à
regulamentação internacional,
só existem cadeiras preparadas para crianças com
peso igual ou inferior a 36
quilos. No caso de crianças com menos de 12 anos e menos de
150 cm, mas com
mais de 36 quilos, o Regulamento de Utilização de
Acessórios de Segurança prevê
a utilização do cinto de segurança com
um dispositivo elevatório que permita
apertar o cinto em condições.
|