|
A etiqueta energética tem agora menos texto e símbolos mais intuitivos e introduziu regras mais exigentes para os fabricantes. Mas nem todas as mudanças trazem clareza.
Os frigoríficos foram os primeiros a receber a etiqueta, em 1992. Entretanto, outros equipamentos, como as máquinas de lavar, os fornos elétricos e os aparelhos de ar condicionado, passaram a ser abrangidos. A partir de 30 de novembro, os frigoríficos têm novas regras e os televisores juntam-se ao grupo dos contemplados.
Menos 15% na fatura da eletricidade
A etiqueta dos frigoríficos e aparelhos de frio inclui 7 classes energéticas, da A+++ à D. Mas atenção: os equipamentos abaixo da B deixaram de ser vendidos em julho de 2010. As regras vão ficar mais exigentes para a A e A+ em 2014. As restantes mantêm-se.
A etiqueta continua a indicar o consumo anual. Mas o cálculo não considera o tipo de construção (encastrável ou não) nem a eventual presença da função no frost, que influenciam bastante os consumos.
Um combinado com 200 mais 75 litros da classe B pode ter um consumo anual superior a 475 kWh. A futura classe A+++ tem de gastar menos de 140. Numa casa com potência contratada de 3,45 kVA, pode traduzir-se numa poupança anual de mais de 15 por cento.

Televisores consomem tanto como frigoríficos
É positivo que a etiqueta tenha sido alargada a equipamentos além dos grandes eletrodomésticos. Os aparelhos eletrónicos começam a representar uma fatia importante no consumo das famílias. Por exemplo, um televisor LCD de 42 polegadas, que gaste 170 W e trabalhe 5 horas por dia, consome 300 kWh anuais, o mesmo que um frigorífico.
A escala dos televisores vai de A a G. Só alguns modelos com a tecnologia LED atingem a classe A. A maioria pertence à C. O consumo anual na etiqueta considera um uso diário de 4 horas. Não inclui o stand-by, pois a lei já exige um gasto até 1 W neste modo aos modelos recentes.
A diferença no consumo anual entre as classes A e G é de 245 kWh. Para um gasto de 1750 kWh por ano, representa uma poupança de 14% na fatura.

Escalas não foram convertidas
A escala de letras, com as 7 classes energéticas, mantém-se para todas categorias de aparelhos. O esquema de cores, entre verde-escuro (elevada eficiência) e vermelho (baixa eficiência), é também para continuar.
Mas foram adicionadas três subcategorias (A+, A++ e A+++), dado que a maioria das escalas estava desatualizada face às inovações tecnológicas. A União Europeia procurou calcular as novas escalas de modo que os aparelhos atuais ficassem abaixo da classe A+++ e a nova etiqueta se adequasse à evolução dos mercados. Como nem todos se desenvolvem ao mesmo ritmo, é possível surgirem distorções. Pode acontecer que uma categoria de aparelhos, como as arcas congeladoras verticais, tenha a classe A++ enquanto máximo da escala e outra semelhante, como os combinados, evolua mais rapidamente e consiga atingir o A+++. O problema é que o esquema de cores, que poderia ajudar, só vem acrescentar confusão. Como ambas serão as classes de topo, receberão o mesmo verde-escuro, embora as eficiências sejam diferentes.
Pior: em certos casos, já não é possível comprar aparelhos das classes inferiores. Por exemplo, os frigoríficos e as máquinas de lavar terão sempre uma classe superior à B. Mas a etiqueta vai mostrar as 4 mais baixas, o que pode dar uma falsa ideia de poupança. As escalas deveriam, assim, ser verdadeiramente convertidas.
Última atualização em novembro de 2011
|