Para ajudá-lo a iluminar a casa com lâmpadas mais eficientes, testámos 35 modelos: 28 fluorescentes compactas e 7 de halogéneo. Indicamos o produto certo para cada divisão.
Invista em economizadoras. Apesar de mais caras, no último teste a lâmpadas fluorescentes compactas, verificámos que permitem poupar face às incandescentes e de halogéneo. As primeiras já começaram a desaparecer das lojas e o consumidor tem à sua escolha produtos cada vez mais eficientes.
Incandescentes retiradas do mercado
As lâmpadas fluorescentes compactas vão substituir as incandescentes e as de halogéneo de baixa eficiência, decidiu a Comissão Europeia. As últimas já começaram a desaparecer e todos os modelos ineficientes serão retirados do mercado até Setembro de 2013.
A partir de 2016, só podem ser vendidas lâmpadas fluorescentes compactas, LEDs e halogéneas de classe energética B ou superior. Nessa altura, as economizadoras e de halogéneo têm ainda de cumprir requisitos de qualidade mais exigentes. Consulte as várias etapas na ilustração.
Com esta medida, a Comissão Europeia pretende aumentar a eficiência energética dos aparelhos e diminuir consumos e emissões de gases com efeito de estufa.
Em Setembro de 2009, foram fixados novos patamares mínimos de qualidade para as lâmpadas fluorescentes compactas. Mas a directiva europeia é muito branda em critérios como o tempo de arranque e o número de vezes que se podem ligar e desligar. Propusemos à Comissão Europeia torná-los mais exigentes e melhorar a informação ao consumidor sobre alternativas às lâmpadas fluorescentes compactas.
Os nossos testes demonstram que os níveis de exigência podem ser mais elevados, sobretudo no tempo de arranque e longevidade. Segundo a directiva, as lâmpadas devem atingir 60% da sua luminosidade máxima 60 segundos depois de ligadas. Porém, tal deveria ocorrer em metade do tempo. A directiva permite que as lâmpadas tenham uma resistência equivalente a serem ligadas apenas uma vez por dia, o que não é suficiente.
Poupança compensa investimento
A iluminação da casa representa cerca de 10% dos gastos em electricidade. Ao substituir as lâmpadas incandescentes por economizadoras poupa na factura da energia. Muitos consumidores resistem a esta mudança, sobretudo pelo preço. Enquanto a incandescente custa cerca de € 1, uma fluorescente compacta pode custar mais de 5 euros. Porém, o seu uso compensa o investimento inicial.
A eficiência energética e o tempo de vida das compactas tornam-nas realmente economizadoras: por cada incandescente que substituir poupa mais de € 8 por ano. Se multiplicar este valor pela quantidade de lâmpadas em casa e pelo tempo de vida (6, 8 ou até 12 anos), a poupança é considerável. Se substituir 6 lâmpadas, por exemplo, poupa cerca de € 300, ao fim de 6 anos.
As boas lâmpadas de halogéneo também permitem poupar face às incandescentes: € 3 por ano com a nossa Escolha Acertada. Economiza menos do que com as fluorescentes compactas, mas as de halogéneo asseguram uma melhor restituição de cor e a totalidade da luz no arranque, o que é muito útil, por exemplo, para escadas.
As lâmpadas fluorescentes compactas pertencem às classes energéticas A ou B, enquanto as incandescentes às E ou F. As lâmpadas com a mesma potência produzem fluxos luminosos diferentes. A indicação do fluxo luminoso emitido, expresso em lumens ou watts, é obrigatória na embalagem. As de intensidade média, com potência de 11 a 15 watts, têm entre 500 e 1000 lumens. As de intensidade elevada, com 18 a 21 watts, emitem entre 1000 e 1500 lumens.
A partir de Setembro de 2010, o número de vezes que esta pode ser ligada e desligada, o tempo de arranque e a tonalidade da luz também serão indicados na informação da embalagem.
Lâmpada certa por divisão
Para ter ideia da equivalência numa lâmpada incandescente em watts, divida o número de lumens por 10: a um fluxo luminoso de 600 lumens corresponde uma incandescente com 60 watts.
Para escadas, casas-de-banho e zonas de passagem, opte por uma lâmpada que acenda rapidamente e possa ser ligada e desligada com frequência. Para a garagem ou cave, escolha as adequadas a ambientes frios ou para exterior. Se a lâmpada estiver num local de difícil acesso, prefira uma de longa duração. As de invólucro duplo são ideais para escritórios, zonas de leitura e cozinhas.
Apesar de a dimensão das fluorescentes compactas ser cada vez mais próxima da das incandescentes, verifique se o tamanho e formato são adequados ao candeeiro.
Trocar e reciclar
Quando fundia, a lâmpada incandescente era trocada e deitada no lixo. Não pode fazer o mesmo com a economizadora. Mesmo que ainda funcione, vai perdendo luminosidade ao longo dos anos. Assim, quando já não tiver intensidade suficiente, é necessário substitui-la. As lâmpadas usadas devem ser entregues no local de compra da nova, para serem enviadas para a reciclagem. Em alternativa, também as pode levar a um centro de recepção. Para conhecer o mais próximo de si, consulte o sítio da Amb3e.
Ao trocar a incandescente por uma economizadora, verifique a dimensão da lâmpada, pois a última é, em regra, maior. Quando substituir a economizadora, tenha cuidado ao manuseá-la, para evitar quebras e libertação do mercúrio.
Para já, as fluorescentes compactas são as mais eficientes, mas começam a surgir alternativas. Espera-se que, até 2016, aumente o uso das halogéneas de classe energética B e C. As lâmpadas LED ainda não permitem substituir as incandescentes ou fluorescentes compactas para iluminação ambiente.
Saúde protegida
Como as lâmpadas incandescentes têm um rendimento muito fraco, inferior a 5%, a alternativa são as fluorescentes compactas e as de halogéneo com melhor eficiência. Mas suscitam dúvidas quanto à qualidade e eventuais perigos para a saúde.
O mercúrio é um componente essencial ao funcionamento das fluorescentes compactas, mas está limitado a 5 mg por lâmpada. Em comparação, um termómetro antigo tinha cerca de 500 mg, ou seja, 100 vezes mais. Se a lâmpada partir, o mercúrio pode espalhar-se. Este risco é mais reduzido em lâmpadas de invólucro duplo.
Ainda assim, caso aconteça uma quebra, areje o local durante, pelo menos, 15 minutos e com um pedaço de cartão, varra o vidro partido, o põe e o mercúrio para um frasco de vidro ou saco de plástico e feche-os. Não use o aspirador. Lave o chão com um pano húmido e deite-o fora quando terminar.
Consumidores com pele mais sensível podem ressentir-se com os raios ultravioleta das lâmpadas economizadoras. Para a maioria da população, só uma exposição prolongada (cerca de 8 horas) a uma distância inferior a 20 centímetros pode, eventualmente, provocar lesões na pele ou na retina do olho.
Utilizar lâmpadas com invólucro duplo reduz bastante a emissão de UVs. Além disso, estas estão mais protegidas em caso de quebra acidental. Mas a sua eficiência é ligeiramente inferior às de tubos desprotegidos.