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Alertas

Como melhorar o meu desempenho ambiental?

Para saber se as suas acções são compatíveis com as boas práticas ambientais, experimente o nosso simulador e saiba como atenuar o seu impacto na mãe natureza. Não é difícil mudar alguns gestos sem pôr em causa o conforto a que está habituado.

Responda ao nosso questionário, dividido em cinco grandes área: água, energia, transportes, resíduos e alimentação e compras. Cada resposta é avaliada imediatamente e fica disponível uma dica para melhorar tal aspecto. O nosso simulador pretende assim motivá-lo para uma série de acções ao alcance de todos. Na impossibilidade de eliminarmos a nossa “pegada ecológica” do planeta, trata-se de tentar minimizá-la, permitindo uma melhor gestão dos recursos naturais.

 
Sumário
Água
Energia
Transportes
Resíduos
Alimentação e compras
Resultados

Água: bem escasso

Por vezes, o facto de termos água potável ao alcance de uma torneira faz-nos esquecer que este bem pode esgotar-se. Segundo a Organização das Nações Unidas, actualmente, cerca de 20% da população mundial não tem acesso a água potável. Este problema irá agravar-se nas próximas décadas, como resultado de um conjunto de factores, entre os quais o aumento da população, o aquecimento global e a má gestão dos recursos hídricos.

Apesar de mais de dois terços do planeta serem constituídos por água, cerca de 75% encontra-se sob a forma de gelo. Além disso, apenas uma ínfima parte da água existente na Terra é potável e facilmente acessível.

As regiões mediterrânicas, sobretudo a Península Ibérica, estão a sofrer um processo de desertificação crescente, associado à escassez de recursos hídricos. Não tem passado ao lado de ninguém a seca invulgar que o nosso país sofre desde finais de 2004: em Agosto deste ano, 75% do território nacional estava considerado sob seca extrema.

Segundo a Agência Europeia do Ambiente, o consumo doméstico de cada europeu é de 100 litros de água por dia, maioritariamente utilizados na higiene.

1. Quantos banhos toma em média por semana?

nunca; prefiro o duche
de vez em quando
uma vez por semana
mais do que uma vez por semana

Dicas para melhorar

Pode poupar mais de 70 litros de água de cada vez que optar por um duche em vez do banho. Um banho normal irá gastar cerca de 100 litros de água (ou mais se preferir o modo jacuzzi), enquanto pode tomar um duche usando cerca de 30 litros. Se houver alguém na sua família que não pode passar sem o banho (crianças ou idosos, por exemplo), use apenas um quarto do nível máximo de água na banheira.

2. Que tipo de duche toma habitualmente?

duches curtos (cerca de 5 minutos)
duches médios (de 5 a 10 minutos)
duches demorados (mais de 10 minutos)
não tomo duche

Dicas para melhorar

Lembre-se de fechar as torneiras quando não está a usar a água, e isto inclui todos os outros usos das torneiras (quando está a escovar os dentes, por exemplo). Se não o fizer, pode gastar mais água do que num banho. Num duche com torneira normais, estará a usar 10 litros ou ainda mais por minuto, o que pode significar um consumo de cerca de 100 litros de água num duche de 10 minutos.

3. Qual o caudal (litros por minuto) que corresponde ao uso normal do seu duche?

não sei
não sei, mas tem um sistema de poupança
menos de 6 l/min
entre 6 e 9 l/min
mais de 9 l/min

Dicas para melhorar

Se está a pensar comprar um chuveiro novo, procure modelos ajustados com economizadores de água (arejadores, redutores de caudal ou válvulas de seccionamento) ou com um modo de "poupança de água", que permitem um caudal menor do que 7 l/min. Pode também adaptar alguns acessórios ao chuveiro que já tenha na sua banheira. As torneiras misturadoras, monocomando ou modelos termostáticos devem ser os eleitos, pois permitem reduzir o desperdício até que a água atinja a temperatura desejada (eliminando o tempo de regulação da temperatura e pela facilidade de abertura e fecho). Exemplo: tomando um duche de 10 minutos com a torneira aberta durante esse período, gastará 120 litros de água, se tiver uma torneira normal com caudal de 12 l/min. Se mudar para um chuveiro mais eficiente (6 l/min) e fechar a torneira enquanto se ensaboa, reduzirá o uso da água (30 litros apenas). Numa casa com 4 elementos, esta poupança pode atingir quase 132 mil litros por ano.

4. Qual o caudal (litros por minuto) que corresponde ao uso normal das suas torneiras?

não sei
não sei, mas tem um sistema de poupança
menos de 4 l/min
entre 4 e 8 l/min
mais de 8 l/min
Dicas para melhorar

Se está a pensar comprar uma torneira, procure modelos mais eficientes: pode optar por modelos com um maior ângulo de abertura, um acessório arejador, um redutor de caudal, com paragem automática ou até torneiras electrónicas. As torneiras misturadoras, monocomando ou termóstaticas permitem reduzir o desperdício até a água atinja a temperatura desejada. Existem modelos com economizadores de água (com fluxo normal entre 3 e 4 l/min), mas também pode adaptar estes dispositivos às torneiras que já tem em casa. Combinando esta mudança com bons gestos ambientais (ou seja, reduzindo ao mínimo a quantidade de água para lavar, lavar pratos ou roupa fechando a torneira enquando ensaboa, enquanto lava os dentes, etc., poupará mais de 61 mil litros de água por ano, numa família com 4 elementos.

5. Tem na sua casa fugas de água nas torneiras ou no depósito do autoclismo?

sim
não
Dicas para melhorar

Verifique se as torneiras estão bem fechadas, depois de usá-las. Nunca as deixe a pingar. As pequenas fugas nem sempre são facilmente perceptíveis a menos que esteja muito atento. Uma torneira ou cano com uma fuga, mesmo poucas gotas por minuto, provocam um desperdício que pode rondar os 50 litros por dia (cerca de 1500 litros por mês). Tem de repará-la urgentemente. Se detectar uma fuga na via pública, contacte o distribuidor de forma a alertá-lo para uma intervenção urgente.

6. O seu autoclismo está equipado com um sistema para reduzir a quantidade de água gasta em cada descarga?

sim
não
Dicas para melhorar

Se está a pensar em comprar um novo autoclismo, procure modelos com baixa capacidade. Pode encontrar à venda modelos de 6 litros ou com a possibilidade de regular o nível de água dentro do autoclismo. Pode ainda escolher entre modelos com botão duplo (3/6 litros) e modelos com a possibilidade de controlar a descarga (botão 'stop'). Mas também pode adaptar tais mecanismos num autoclismo já existente. Se começar a usar pequenas descargas (3 litros, em vez de 6) e deixar de usar a sanita como uma extensão do seu caixte do lixo, é possível obter uma poupança de 36 mil litros por ano numa casa com 4 pessoas.

7. Como procede quando lava a loiça à mão?

na maioria das vezes, uso um alguidar
normalmente, uso a torneira aberta
Dicas para melhorar

Na cozinha, não lave a loiça peça a peça, mas faça-o tudo junto uma ou duas vezes por dia. Se lavar à mão uma quantidade normal de loiça com a torneira aberta, gastará muito mais água do que usando a máquina (actualmente, os modelos mais eficientes consomem apenas 15 litros por lavagem). Deverá usar um alguidar em vez de ter água a correr para lavar os legumes. Se tiver um jardim, não se esqueça de utilizar a água para regar as suas plantas. Tal também é válido para a água com que lavou as mãos e proveniente de outros usos (lavar o chão, água fria do duche, antes de chegar a quente, etc.).

8. Como rega o seu jardim?

não tenho jardim/não rego o meu jardim
quase sempre com sistemas de rega automática ou com sistema "gota a gota"
sempre com uma mangueira
uso a água da chuva sempre que possível
Dicas para melhorar

Vai precisar de menos água para regar bem o seu jardim se usar um sistema de rega automática em vez de uma mangueira. Exemplos de consumos de água: se regar o seu jardim durante 2 horas, duas vezes por semana de Junho a Setembro (16 semanas), vai regar durante 64 horas. Sabendo que uma hora de mangueira consome cerca de 500 litros de água, o seu gasto é cerca de 34 mil litros. Os aparelhos de rega e os sistemas por meio de gota são a melhor solução, dado que consegue regar de um modo eficiente. Além disso, evite regar no período de maior calor, pois a água é evaporada com maior facilidade. No Verão, deixe a relva mais alta do que o habitual, de forma a preservar a humidade do solo. Adapte as espécies a plantar ao clima da sua região

Próximo tema

Energia: escolher bem os aparelhos

A produção e o consumo de energia têm um impacto muito negativo no meio ambiente, contribuindo para as alterações climáticas, destruição de ecossistemas naturais e causando efeitos adversos na saúde humana, entre outros. Segundo as últimas estimativas da Agência Internacional de Energia (organização da qual fazem parte 26 países, entre os quais Portugal), a procura global de energia irá aumentar 1,7% por ano até 2030. Os maiores responsáveis por este aumento de consumo serão o sector dos transportes e os lares.

A electricidade tem tido um peso significativo nesta situação. Cada vez mais, os aparelhos domésticos e os processos industriais dependem desta energia para funcionar. Contudo, a maioria da electricidade consumida é produzida a partir de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Se as políticas actuais não apostarem nas energias renováveis e na implementação de sistemas mais “limpos” de produção de electricidade a partir dos combustíveis fósseis, é esperado que as emissões de dióxido de carbono aumentem 1,8% por ano até 2030. Nessa altura, atingirão 38 mil milhões de toneladas, ou seja, cerca de 70% mais do que actualmente.

1. Qual é o nível de isolamento da sua casa...

...tendo em conta as janelas?

não sei
vidro simples
vidro duplo
vidro duplo e caixilharias das janelas isoladas

...tendo em conta paredes, telhado e pavimentos?

não sei
muito baixo/não há isolamento
parcial
bom

Dicas para melhorar

Mais vale prevenir do que remediar: numa casa devidamente isolada, a necessidade de climatização pode ser reduzida significativamente. De facto, se usar sistemas de aquecimento durante 3 meses e não em 5 meses num ano, pode levá-lo a poupar. O mesmo aplica-se durante o Verão, evitando a necessidade de refrescar a casa. A evolução do isolamento durante os últimos anos permitiu uma redução significativa no consumo de energia: as novas casas agora precisam de menos 22% de energia para aquecer do que aquelas contruídas em 1985.
Por exemplo, um apartamento com 130 m2 construída com paredes duplas, vidro duplo reflector e caixilharias isoladas precisa de 1300 kWh por ano para aquecimento e mais de 1400 kWh por ano para arrefecimento. Um apartamento do mesmo tamanho, mas com paredes e janelas simples, precisa de mais 1700 kWh por ano para os dois objectivos. Quanto às janelas, o melhor nível de isolamento é obtido com vidro duplo super isolante.

2. Qual o sistema de aquecimento que usa em casa? (indique a situação mais comum)

nenhum /não preciso, dado que moro numa casa bioclimática
aquecimento central com caldeira a gás
aquecimento central com caldeira a gasóleo
ar condicionado
aquecedores portáteis (radiadiores a óleo, termoventiladores, aquecedores a gás)

Dicas para melhorar

Mesmo que a sua casa seja bem isolada, é quase impossível evitar ter de a aquecer durante algum tempo. Segundo algumas normas técnicas aplicadas a edifícios, um apartamento de 130m2 precisará, em média, de 1500 kWh por ano, sendo este valor fortemente influenciado pelo tipo de sistema de aquecimento que tiver. Para este cenário, o consumo de energia dos diferentes sistemas pode ser ilustrado da seguinte maneira:
- aquecimento central com caldeira de gás: 2350 kWh/ano (470 kg de emissões de CO2 por ano);
- aquecimento central com caldeira a gasóleo: 2500 kWh/ano (590 kg de emissões de CO2 por ano);
- aquecedores eléctricos portáteis (radiadores a óleo, termoventiladores): 2300 kWh/year (1725 kg de emissões de CO2 por ano);
- aquecedores portáteis a gás: 2450 kWh/year (490 kg de emissões de CO2 por ano);
- ar condicionado: 650 kWh/year (490 kg de emissões de CO2 por ano).
Tome nota: o uso de energia eléctrica para aquecimento é uma utilização particularmente ineficiente da fonte original da energia, dado que aquela é produzida a partir de outros combustíveis. Assim, o consumo final de cada unidade de energia eléctrica implica o consumo de duas a três unidades da fonte original. É por isso que as emissões de CO2 associadas à electricidade são muito mais altas do que poderia imaginar. Outro facto importante é que, para a mesma energia requerida, o gás natural é 25% menos poluente do que o gasóleo de aquecimento. Para alguém que consuma 2 mil litros de gasóleo de aquecimento no Inverno, tal substituição permitiria uma poupança de 0,25 toneladas de carbono-equivalente.

3. A sua lareira está equipada com um sistema de recuperador de calor? (responda "sim" só se usar regularmente a sua lareira no Inverno)

sim
não
não tenho lareira

Dicas para melhorar

As lareiras têm uma eficiência muito baixa, dado que o calor produzido a partir de madeira queimada é perdido pela chaminé e pelas próprias paredes da lareira. Ou seja, o aquecimento que se aproveita é apenas 10% do calor total produzido pela madeira queimada. Esta situação pode ser melhorada com a instalação de um sistema recuperador de calor, onde o ar aquecido é induzido para o interior da divisão. Neste caso, a combustão é também mais completa, levando a emissões de gases mais baixas (CO2, CO, etc.) e, claro, menos poluição do ar interior. Além disso, é possível ligar o sistema de recuperador de calor a condutas que transportam o ar quecido para outras divisões. Contudo, apesar de este sistema permitir uma eficiência de 30%, não é certamente a escolha mais aconselhável para aquecer a sua casa.

4. Qual o nível de aquecimento da sua sala de estar no Inverno?

preciso de usar uma camisola (menos de 20ºC)
uma t-shirt é suficiente (mais de 24ºC)
a temperatura está entre os 20 e 24ºC
não uso nenhum sistema de aquecimento

Dicas para melhorar

Evite casas intensamente aquecidas no Inverno, dado que apresentam um consumo de energia significativo. Pode poupar mais de 10% da energia gasta para aquecimento por cada grau que decidir diminuir an temperatura interior da sua casa. Para quem usa gasóleo, uma poupança de 10% em 2 mil litros durante o Inverno (valor médio para uma pequena casa europeia) representa 125 kg carbono-equivalente. Baixando a temperatura interna de 22 para 19ºC, por exemplo, é possível poupar entre 30 e 40% nas emissões correspondentes para aquecimento.

5. Se a sua casa está equipada com um aparelho de ar condicionado, que temperatura escolhe para a refrescar?

menos de 22ºC
mais do que 25ºC
entre 22 e 25ºC
não tenho nenhum sistema de ar condicionado

Dicas para melhorar

O que explicámos para a questão anterior aplica-se também às necessidades de arrefecimento. De facto, se programa o seu aarelho de ar condicionado para funcionar na potência máxima, de forma a atingir uma temperatura inferior a 20ºC num dia quente de Verão, a média do consumo por hora será de 1,1 kWh. Pelo contrário, regulando o aparelho para uma temperatura de 25ºC (opção recomendada quando a externa ronda os 35ºC), assim que o ambiente estiver estável, o consumo será de apenas 0,35 kwh. Supondo que ar condicionado fica ligado 4 horas por dia, um mês depois, obtém uma poupança de 90 kWh.

6. Durante os períodos de aquecimento/arrefecimento (Inverno/Verão), ajusta a temperatura nos equipamentos da sua casa de acordo com as horas do dia/noite/ausência?

não aqueço/arrefeço a minha casa
não, a temperatura está sempre regulada para o mesmo valor
sim, durante a noite
sim, quando todos saem de casa
ambos os dois casos anteriores

Dicas para melhorar

Durante a noite a sua casa não precisa de ser aquecida como durante o dia. O seu corpo tem um sistema de regulação que suporta com conforto temperaturas baixas enquanto dorme. Além disso, também pode contar com a ajuda de um bom cobertor. Se à noite reduzir a temperatura de 20 para 16ºC entre as 22 e as 6 horas, pode obter uma poupança de 13% de energia durante o periodo de aquecimento. Se também o fizer durante as suas ausências de dia, esta poupança atinge os 24%. Em casas com sistemas de aquecimento central, é muito importante escolher entre um termóstato manual ou electrónico: os modelos electrónicos permitem regular automaticamente a temperatura (por exemplo, baixa temperatura à noite e dias de trabalho, mais alta para certos períodos). Mas as divisões da casa não têm de estar todas com a mesma temperatura. As divisões que não usa muitas vezes e a cozinha, por exemplo, podem estar mais arrefecidas e, nalguns casos, nem ser aquecidas. Par tal, pode adaptar as válvulas termóstaticas em cada radiador que permite aquecer cada divisão em função da temperatura presente.

7. Que sistema usa para aquecer a água?

painel solar
esquentador/caldeira a gás
caldeira a gasóleo
termoacumulador

Dicas para melhorar

O consumo de energia para aquecer a água é um dos principais gastos em casa. Tal como para os restantes aspectos energéticos, este consumo é fortemente influenciado pelas características dos equipamentos, o modo como os usa e, muito importante, o nível de isolamento da casa. Actualmente, os painéis solares são os mais conhecidos entre os que permitem usar as fontes de energia renováveis. Em média, um lar emite meia tonelada de carbono-equivalente para ter água quente, mas aquecê-la com a energia solar permite, na maioria dos casos, reduzir estas emissões para metade. Instalando painéis solares como o principal sistema para ter água quente sanitária pode traduzir-se numa das seguintes poupanças:
- solar versus gas: 3300 kWh/ano (650 kg de emissões de CO2 por ano);
- solar versus gasóleo: 3400 kWh/ano (840 kg de emissões de CO2 por ano);
- solar versus eléctrico: 2700 kWh/ano (2025 kg de emissões de CO2 por ano).

8. Os canos de água quente sanitária da sua casa têm isolamento térmico?

sim
não
não sei

Dicas para melhorar

A primeira regra com o objectivo de reduzir as perdas de calor na água quente é evitar longas distâncias entre o sistema de aquecimento e o ponto onde a água é usada. A falta de isolamento nestes canos traz significativas perdas de calor. De facto, uma descida de 8 a 10ºC na temperatura da água entre estes dois pontos pode representar um elevado desperdício ao longo do ano.

9. Quando compra um electrodoméstico de frio (arca, frigorífico, etc.), tem em conta o consumo de electricidade ou a classe de eficiência energética do aparelho?

sim, sempre
não

Dicas para melhorar

Os frígoríficos são os produtos que mais consomem electricidade, representando cerca de 32% do consumo total em casa. Por isso, esta categoria foi a primeira a ter a etiqueta da eficiência energética. Actualmente, esta etiqueta também está presente nas máquinas de lavar roupa, de lavar loiça, máquinas de secar, de lavar e secar e outras. Os modelos etiquetados com A/A+ or A++ são os que têm a melhor eficiência. Alguns exemplos: frigoríficos e arcas congeladoras etiquetados com A+ são até 25% mais eficientes do que um modelo A e esta diferença aumenta para cerca de 45% num modelo A++. Se reduzir o tempo e a frequência com as portas abertas, pode poupar mais de 25% no consumo total do frigorífico. Uma camada de gelo com mais de 5 mm acumuladas no congelador pode levar a um acréscimo de 30% no consumo total. Quando partir de férias, é melhor esvaziar o frigorífico ou, pelo menos, regular o termóstato para a posição mínima. Para produtos electrónicos, como televisores, computadores, faxes ou scanners, existe também a etiqueta "Energy Star". Os equipamentos com esta etiqueta eliminam o desperdício de energia através de medidas especiais de gestão de potência. Quando o equipamento não está a ser usado, entra automaticamente em modo silencioso de baixa potência.

10. Qual o tipo de lâmpadas que usa em sua casa?

a maioria são fluorescentes tubulares e/ou economizadoras
a maioria são incandescentes e/ou de halogéneo
um misto de todas

Dicas para melhorar

Uma lâmpada economizadora de energia consome cerca de 80% a menos do que uma lâmpada incandescente normal com a mesma luminosidade. Além disso, a média de tempo de vida para esta última ronda as mil horas, enquanto nas primeiras este período pode atingir as 15 mil horas. Deve usar lâmpadas economizadoras na cozinha, garagem, áreas de serviço ou noutras zonas onde as lâmpadas ficam ligadas mais de 4 horas por dia. De preferência pinte os seus quartos com cores claras, dado que estas reflectem mais a luz do dia e diminuem a necessidade de luz artificial. Além disso, procure sempre desligar a luz quando abandona uma divisão (não considere pequenas ausências).

11. Usa ciclos de baixa temperatura para lavagens (30ºC ou menos, por vezes a 40 ou 60ºC), sem pré-lavagem e não usa a máquina sem capacidade máxima?

sim, na maior parte das vezes
sim, metade das vezes
às vezes/não tomo em conta estes aspectos

Dicas para melhorar

O impacto ambiental das máquinas de lavar está fortemente associado à sua utilização. Embora o consumo destas máquinas represente apenas 5% do consumo total de electricidade numa casa normal, o aquecimento da água gasta cerca de 80% disso. Se não lavar a 60ºC e começar a usar ciclos de baixas temperaturas (40ºC ou menos), com a máquina apenas na carga máxima, poderá reduzir o consumo de energia em 45%. Se usar a máquina na capacidade máxima, evitando os ciclos de meia carga, irá diminuir o número de vezes que lava e tal também significa poupar água e energia. Quanto às máquinas de lavar loiça, se usar um programa económico (de 50 a 55ºC), em vez de um de 65ºC, poupará mais de 25% de energia. Sempre que possível, use a máquina de lavar loiça na capacidade máxima, reduzindo o número de lavagens e poupando energia. Mantenha os filtros limpos para evitar um aumento do consumo.

12. Como costuma secar as suas roupas e outros tecidos?

sempre ao ar (dentro ou fora de casa)
sempre na máquina de secar roupa
uso o secador só quando está a chover

Dicas para melhorar

Em média, o consumo de uma máquina de secar é cerca de 400 kWh/ano (tanto quanto toda a iluminação de uma casa). Se limitar o seu uso, escolhendo sempre que possível secar as roupas ao ar (reduzindo o uso da máquina ao mínimo necessário), pode obter uma boa poupança. Não se esqueça de instalar a máquina de secar num local seco e bem ventilado e tentar usá-la com a capacidade máxima. Para reduzir o consumo de energia da máquina de secar, convém que os tecidos estejam previamente centrifugados na máquina de lavar a uma rotação elevada. No caso de o seu modelo ser de evacuação e não de condensação, o tubo de descarga do ar húmido para o exterior deve ser o mais curto possível para aumentar a eficiência da secagem.

13. Desliga (completamente) o interruptor o seu televisor, computador e semelhantes quando não está a usá-los, evitando o modo de stand-by?

sim, sempre
sim, a maioria das vezes
não

Dicas para melhorar

Os equipamentos electrónicos consomem energia, mesmo quando em modo stand-by, dado que continuam a alimenar funções como o relógio eo controlo remoto. O telecomando é muito prático, mas não desliga realmente os aparelhos. Os equipmentos em modo stand-by continuam a consumir energia e este consumo não é insignificante: equivale ao consumo de uma lâmpada de 60 W constantemente ligada. O consumo de energia em modo stand-by pode representar cerca de 12% do consumo total destes aparelhos.

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Transportes: públicos são a solução

Um sistema de transportes eficiente e flexível é essencial para a nossa economia e qualidade de vida. Contudo, o estado actual da rede de transportes é uma ameaça para o ambiente e a saúde.

No conjunto, o carro é o transporte de passageiros preferido nos 15 países da União Europeia anterior ao último alargamento. Além disso, o transporte aéreo tem crescido bastante. Os automóveis actuais são menos poluentes do que há 30 anos, dado que o consumo de combustível e as emissões poluentes têm vindo a diminuir. Tal deve-se à introdução generalizada dos catalizadores e, em menor escala, dos filtros de partículas. Mas, por sua vez, o número de veículos em circulação também sofreu um grande aumento. Além disso, os carros modernos são mais potentes e, em média, as pessoas fazem mais quilómetros. Assim, a economia verificada com o progresso tecnológico acaba por ser anulada pelo aumento do consumo.

Resultado: em 2001, na União Europeia, o sector dos transportes foi responsável por 21% das emissões de gases com efeito de estufa, sobretudo o dióxido de carbono. A este ritmo, o cumprimento do protocolo de Quioto por parte dos Estados-membros está seriamente comprometido. Mas o transporte rodoviário também contribui para o aumento da emissão de outros gases nocivos, como óxidos de azoto, substâncias acidificantes, percursores do ozono e partículas, que poluem o ar que respiramos. Caso optem pelos transportes públicos, os consumidores dividem pelo número de passageiros do veículo o peso das emissões poluentes.

1. Qual é o principal meio de transporte que utiliza geralmente nas suas deslocações para o trabalho/escola?

a pé/bicicleta
scooter/mota
automóvel
transporte público
automóvel e transporte público

Dicas para melhorar

Todos estamos a viajar cada vez mais. Ainda na Europa dos 15, entre 1980 e 2002, a evolução do número de quilómetros feitos em cada meio de transporte foi a seguinte. No carro duplicou. Já de avião quadriplicou. Ao nível do autocarro, comboio e metro, manteve-se. Na Europa dos 15, o consumo final de energia era de 1069 milhões de toneladas de equivalente de petróleo, dos quais 30% eram consumidos pelos transportes terrestres. Entre 1990 e 2000, mais de 16% de milhões de toneladas de CO2 foram emitidas pelos transportes em todo o mundo. Cada ano, um carro emite três vezes o seu peso em poluentes e cerca de 50% da energia é consumida na cidade. Estimam-se as seguintes emissões de CO2 relacionadas com transportes:
- 111,7 g por pessoa/km em carro privado;
- 98,4 g por pessoa/km em moto;
- 54,7 g por pessoa/km em autocarro;
- 5,7 g por pessoa/km em comboio.
Estes dados mostram a necessidade de mudar hábitos. Sempre que possível, prefira os transportes públicos para as viagens diárias. Tente reduzir o número de quilómetros que conduz o seu carro, juntando várias actividades numa só viagem.

2. Costuma andar a pé ou de bicicleta para pequenas distâncias (menos de 3 km no total)?

sempre/a maioria das vezes
às vezes
nunca/quase nunca

Dicas para melhorar

O transporte privado é muitas vezes usado para pequenas viagens, tais como as deslocações entre casa e trabalho, compras diárias, deixar as crianças na escola, etc. De facto, alguns estudos mostram que mais de 4 em 10 viagens correspondem a trajectos de menos de 2 km e o tempo gasto não ultrapassa os 5 minutos.
Usando o carro até mesmo para pequenas deslocações irá contribuir para o aumento do trânsito, multiplicando o consumo de combustível por 3 e as emissões de alguns poluentes por 4. Isto é particularmente poluidor, dado que o motor não está ainda quente e as emissões são piores:
- o arranque a frio é mais frequente, conduzindo a um maior consumo de combustível: mais de 50% no primeiro quilómetro, mais de 25% ño segundo;
- as emissões são mais significativas num motor a frio.
Se preferir andar nas pequenas deslocações em vez de usar o carro, pode contribuir para uma redução de 200 g de CO2/km (o que é quase 1 kg por cada 4 km que andar). E o seu coração também lhe agradece… Além disso, uma pequena viagem de 500 m na cidade pode ser feita em 8 minutos a pé. Será difícil fazer melhor de carro, se tiver em conta o tempo necessário para estacionar o carro e as paragens nos sinais vermelhos.

3. Qual é a categoria do seu carro?

híbrido/motor eléctrico
GPL/gás natural
gasolina/gasóleo
gasóleo equipado com filtro de partículas
não tenho automóvel

Dicas para melhorar

Em termos de consumo e de poluição, os motores a gasolina produzem menos óxidos de azoto e claramente menos partículas do que os a gasóleo (excepto os carros a gasóleo equipados com um filtro de partículas, que são equivalentes quanto às últimas emissões). Pelo contrário, os motores a gasóleo produzem menos CO2, menos hidrocarbonetos (HC) e, sobretudo, menos monóxido de carbono do que os motores a gasolina. Mas existem alternativas. O GPL é uma mistura de butano e propano. Os veículos a GPL não produzem partículas e muito pouco óxidos de azoto. Produzem pelo contrário mais monóxido de carbono (CO), e mais hidrocarbonetos (HC), mas estes são menos tóxicos. Em relação ao CO2, são comparáveis aos motores diesel.
Nos carros híbridos, a associação de dois motores diferentes (um eléctrico e um térmico) é uma solução interessante. Tal permite um bom desempenho e baixas emissões, graças a uma gestão optmizada de energia. Se conduzir 15 mil km por ano no trânsito citadino, ao mudar para um carro híbrido, pode poupar entre 30 e 50% no consumo de combustível, correspondendo a pelo menos 0,5 tonelada de carbono-equivalente.

4. Em média, qual é o consumo de combustível (litros por 100 km) do seu carro?

motor híbrido/eléctrico/GPL
gasolina ou gasólo com um baixo consumo de 4 litros
gasolina (de 4 a 7 litros) ou gasóleo (de 4 a 6 litros)
gasolina (de 7 a 10 litros) ou gasóleo (de 6 a 8 litros)
gasolina (mais de 10 litros) ou gasóleo (mais de 8 litros)

Dicas para melhorar

Comprar um carro pequeno e de potência moderada tem tanta importância para futuras poupanças como parar o motor nos sinais vermelhos. Conduzir 15 mil km com um pequeno carro, como um Smart ou um Twingo, por ano no trânsito da cidade, emite cerca de uma tonelada de carbono-equivalente, mas mais de duas toneladas com um carro grande ou um 4x4.
Se realmente não lhe for possível evitar o carro, apenas mudando para um mais pequeno pode levá-lo a poupanças consideráveis nas emissões de CO2: para 15 mil km por ano, a diferença entre um carro pequeno e um grande é de cerca de 1 tonelada de carbono-equivalente por ano.
Dado que as emissões de CO2 estão proporcionalmente ligadas ao seu consumo, quando comprar um carro tenha em conta este aspecto. Com este objectivo, consulte o "Guia do consumo de combustível e emissões de CO2" obrigatoriamente disponível nos locais de venda de automóveis, que indica os dados para todos os novos modelos.
Actualmente, é fácil encontrar carros com um consumo de 4l/100 km, estando todos equipados com catalizadores e alguns com filtros de partículas. Até há 10 anos, o consumo de um carro económico era muito maior. Assim, quando comprar um carro novo, faça uma escolha acertada: consulte o “Guia do consumo de combustível e das emissões de CO2” (presente nos concessionários e disponível na Internet). Desta forma, pode comparar o consumo e as emissões entre modelos.

5. Qual é a periodicidade da manutenção do seu automóvel?

de acordo com o plano de manutenção recomendado pelo fabricante
menos vezes que o recomendado

Dicas para melhorar

Um carro com uma boa manutenção é mais eficiente ao nível do consumo, mais fiável e seguro. Quando devidamente afinado (motor, direcção e pneus), um carro está nas melhores condições para registar o menor consumo possível. A diferença entre uma boa e uma má manutenção pode levar a um aumento no consumo e nas emissões de 50%. Por exemplo, só um filtro do ar obstruído representa um acréscimo no consumo de 3%.
Por isso, convém verificar a manutenção de algumas características, como o controlo dos níveis, o estado e a pressão dos pneus. Já a manutenção do motor, seus auxiliares e escape deve ser confiada a um profissional. É muito importante seguir o plano de revisões recomendado pelo fabricante.

6. Verifica com regularidade a pressão dos pneus do seu automóvel?

sim
só é verificado durante a manutenção

Dicas para melhorar

Pela segurança e pelo ambiente, verifique a pressão dos 4 pneus no mínimo todos os dois meses e do pneu sobressalente aquando da manutenção regular do veículo. Uma pressão insuficiente provoca o aumento da sua resistência ao rolamento e por consequência o consumo de carburantes do veículo. Com pneus de baixo consumo, a poupança pode chegar até aos 5%.

7. Partilha o seu automóvel com outras pessoas nas suas deslocações diárias? (o seu ou dos outros)

sim, para todas ou a maioria das deslocações
só para uma pequena parte das deslocações
normalmente não
não utilizo o carro no dia-a-dia das minhas deslocações

Dicas para melhorar

Ao partilhar o carro entre a casa e o trabalho, por exemplo, estará a poluir menos, dividir dos custos, reduzir o número de veículos na estrada e circulará melhor. Procure planear as suas actividades, de modo a poder abranger tudo numa única deslocação de automóvel (trajecto casa/trabalho, compras e acompanhar as crianças à escola, por exemplo).

8. Como classifica o seu estilo de condução?

sempre muito prudente (sem acelerações ou travagens bruscas...)
prudente só em pequenas deslocações
muito desportiva

Dicas para melhorar

É importante verificar e manter o estado do carro. Mas usá-lo correctamente ainda é melhor. Consoante o tipo de percurso, o consumo de combustível aumenta de 5% a 40% com uma condução agressiva comparada com uma condução normal. Além disso, os veículos a gasolina são mais sensíveis ao comportamento do condutor do que os a gasóleo. Com uma condução agressiva, as emissões de CO aumentam de um factor 1 a 8, as dos HC de 15 a 400% e dos NOx geralmente de 20 à 150%.
Logo, faça um arranque suave: não tem de aquecer o motor de início e viaje a uma velocidade moderada no início do percurso, especialmente até poder engrenar a 5.ª velocidade (distância necessária até o motor trabalhar à temperatura óptima). Adapte a velocidade à estrada e às condições de circulação. Convém sobretudo evitar acelerações fortes, seguidas de travagens frequentes ou bruscas. Uma diferença aparentemente pequena de 10 km/h numa autoestrada entre os 120 km/h e 130 km/h numa viatura média, tipo Renault Clio 1400 cm3, representa uma diferença de mais de um litro de consumo aos 100 km, ou seja, mais de 1,2 litros por hora.
Mas há outros critérios que influenciam o consumo. Por exemplo, o ar condicionado pode aumentar o consumo até 30%. Conduzir com as janelas abertas também aumenta o consumo (até 5%). Não se esqueça de que a aerodinâmica do carro também é importante. Se levar algo no tejadilho, como bagagem, bicicletas, tal pode aumentar o consumo até 40%.

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Resíduos: reduzir e reciclar

Em média, cada português produz 1,4 quilos de resíduos domésticos por dia. Assim, um agregado familiar com quatro elementos é responsável pela produção de duas toneladas de lixo anualmente. Apenas uma pequena parte destes resíduos são orgânicos (restos de comida, por exemplo). Quase dois quartos dizem respeito a papel, cartão, vidro, plástico e metal, ou seja, materiais que podem ser reciclados.

Embora ajude a diminuir a quantidade de resíduos nos aterros sanitários, reciclar não é suficiente por si só. Esta prática envolve processos que consomem água e energia, e, como tal, também tem a sua quota parte de agressão ao meio ambiente. Assim, desde logo, é importante que se reduza a quantidade de resíduos.

1. Quando compra produtos diariamente, presta atenção…

… à quantidade de embalagem que os envolve?

sim, e sempre que possível compro produtos não embalados
sim, apenas para alguns produtos
uma vez por outra/nunca, pois as embalagens podem ser recicladas

… a produtos concentrados?

sim, sempre que possível
habitualmente não

Dicas para melhorar

Produzir 1 kg de aço ou 1 kg de vidro gera entre 500 g e 1 kg de carbono-equivalente. Produzir 1 kg de alumínio (a partir da bauxite) gera entre 3 e 5 kg de carbono-equivalente. Produzir plásticos, vidro, cartão, aço ou alumínio, etc., consome muita energia. Logo, a prevenção é a melhor forma de gestão de resíduos, dado que elimina a necessidade de carregar, transportar ou reciclar.
Quando leva os produtos certos da prateleira, em termos de relação qualidade e preço, continua a proteger o meio ambiente: uma escolha cuidadosa permite reduzir para metade a quantdde de embalagens associadas ao consumo da maioria dos produtos. Os produtos com pouca embalagem (e alguns não embalados) não são necessariamente de menor qualidade quando comparados com outros em embalagens de cartão, vidro, plástico, etc. Sempre que possível, opte por produtos embalados num só material, evitando embalagens de materiais múltiplos (por exemplo, plástico e cartão), dado que são mais difíceis de separar e reciclar. Façamos o resumo dos conselhos básicos:
- escolha produtos resistentes;
- prefira produtos concentrados, que serão usados mais vezes;
- tome atenção aos produtos com menos embalagem;
- compre produtos do maior tamanho que puder usar (por exemplo, 1 garrafão em vez de 3 ou 4 garrafas de água);
- prefira embalagens recarregáveis em vez de embalagens de apenas uma utilização;
- compre produtos em embalagens que conhece como sendo facilmente separadas para reciclar.

… leva o seu próprio saco?

sim, na maioria das vezes
habitualmente não

Dicas para melhorar

Se trouxer um novo saco (de plástico ou outro) de cada vez que for às compras, imagine a quantidade de desperdício que está a gerar no final do ano. Os sacos de plástico podem demorar entre 15 e 1000 anos a desaparecer no ambiente. No ambiente marinho, os sacos de plásticos são letais, matando pelo menos 100 mil aves, baleias, focas e tartarugas todos os anos.
Mesmo que os sacos usados possam ser reciclados ou energeticamente valorizados, deitá-los fora nunca é um acto neutro: é preferível não os deitar fora. Logo, em vez de transportar as compras em sacos de papel ou plástico que depois se perdem, leve o seu saco para a loja. Mesmo os sacos de papel e plástico podem ser usados muitas vezes.

2. Compra produtos reutilizáveis/recarregáveis?

sim, sempre que possível
às vezes
geralmente, não

Dicas para melhorar

Os produtos que podem ser reutilizados são mais baratos a longo prazo do que aqueles que deita fora e volta a comprar. Os bens concebidos para ter uma vida longa acabam por se tornar mais baratos a longo prazo do que aqueles que obedecem ao lema "use e feite fora". Alguns conselhos práticos:
- use pilhas recarregáveis nos brinquedos e rádios;
- use uma máquina fotográfica normal, em vez das descartáveis;
- muitas famílias gastam muito dinheiro por ano em lenços de papel. Troque-os por lenços de tecido;
- use pratos, copos e taças que se podem lavar para festas e piqueniques em vez de loiça descartável;
- use uma máquina de barbear manual com lâminas substituíveis em vez de máquinas descartáveis.

3. Deita frequenemente comida no lixo? (sobretudo desperdício, restos da mesa, etc.)

quase nunca
por vezes, mas sobretudo restos
muitas vezes, e por vezes comida que nem sequer foi cozinhada

Dicas para melhorar

Cerca de um quarto dos resíduos domésticos é composto por restos de comida. E, quando vão parar a aterro, estes provocam emissões de metano, que não podem ser negligenciadas ao nível do total nacional. Além disso, se não for transformado em composto, este desperdício será enviado para aterro sanitário ou incinerado, comprometendo as metas europeias definidas para prolongar o tempo de vida dos aterros (23%, em 2005). Logo, é importante que calcule de uma forma racional o tipo e a quantidade de produtos que compra (evitando deitar fora comida boa, por exemplo) e verificar regularmente o prazo de validade, não deixando estragar os alimentos.

4. Qual destes materiais separa com regularidade com vista à reciclagem:

a) vidro

sempre
a maioria das vezes
nunca
não há um sistema para recolher este tipo de resto de resíduo

Dicas para melhorar

Produzir uma tonelada de vidro (a partir da areia) gera cerca de 0,4 toneladas de carbono-equivalente, mas 0,12 toneladas apenas se for a partir do vidro reciclado. Por cada 10% de vidro velho adicionado à produção de vidro novo obtém-se uma poupança de 2,5%. Mais: cada tonelada de vidro velho usado na produção de vidro novo permite poupar cerca de 1,2 toneladas de matéria-prima original. Estes números mostram bem a importância de separar o vidro para reciclar e depositá-lo num ecoponto perto de si.

b) papel/cartão

sempre
a maioria das vezes
nunca
não há um sistema para recolher este tipo de resto de resíduo

Dicas para melhorar

Para produzir papel reciclado, será necessário menos energia (consoante o tipo de papel) do que a utilizada para produzir a mesma quantidade de papel novo, dado que a fase mais gastadora é a produção de pasta de papel. As emissões de outros poluentes, tais como SO2, NOx e compostos de cloro são também mais baixas quando se produz papel reciclado. Mas também se poupa água neste processo.
As fibras de papel usado são acrescentadas na produção de papel de jornais, caixas de cartão, papel higiénico, papel de cozinha e muitos outros objectos. Sabia que os jornais têm normalmente 70% de fibras recicladas? Além ser muito importante separar o papel e cartão para reciclar, não se esqueça de que o primeiro passo para uma boa gestão deste material é reduzir a quantidade total de embalagens que compra e reutilizar o papel que já comprou.

c) plástico

sempre
a maioria das vezes
nunca
não há um sistema para recolher este tipo de resto de resíduo

Dicas para melhorar

Produzir materiais de plástico requer cerca de 4% do consumo total de petróleo. Estimativas indicam que para obter 1 kg de plástico, são necessários 2 kg de petróleo. A produção de 1 tonelada de plástico gera entre 0,5 e 1,6 toneladas de carbono-equivalente, consoante o plástico. Ou seja, quando usamos produtos feitos de plástico reciclado estamos a contribuir para um valor mais baixo das emissões de gases de estufa e para uma potencial poupança de petróleo. O seu contributo é, pois, muito importante.
Em geral, os plásticos reciclados podem ser encontrados nos têxteis, mobília de jardim, tubagem para o transporte da água, todo o tipo de caixas, componentes dos carros, etc. Eis alguns exemplos que demonstram a importância de reciclar:
- com o plástico de 5 garrafas de água é possível produzir 1T-Shirt (tamanho XL);
- uma camisola polar pode ser feita com fibras recicladas de 25 garrafas de plástico;
- o interior de um anoraque pode ser feito com fibras recicladas de garrafas de água ou de sumo;
- o interior dos sacos de cama representam usar fibras de 35 garrafas de água recicladas.

d) latas (de alumínio e de aço)

sempre
a maioria das vezes
nunca
não há um sistema para recolher este tipo de resto de resíduo

Dicas para melhorar

Quando compramos 1 kg de embalagens de aço, feito de minério de ferro, que acabará no lixo, seremos responsáveis no mínimo por 300 gramas de carbono-equivalente das emissões de gases com efeito de estufa, se o aço for reciclado e por 850 gramas de carbono-equivalente, se este aço for obtido a partir de matéria-prima virgem e não for postariormente reciclado.
Fazer latas novas em alumínio a partir de usadas implica menos 95% de energia. Além disso, 20 latas recicladas podem ser produzidas com a energia necessária para obter uma lata a partir de matéria-prima virgem.

e) restos de alimentos/jardim

deito para o caixote do lixo
entrego à Câmara Municipal para compostagem
faço o meu próprio composto usando frutas e vegetais
não há um sistema para recolher este tipo de resto de resíduo

Dicas para melhorar

A compostagem é uma boa alternativa para os restos de comida do seu caixote. O lixo não contaminado e com resíduos biodegradáveis será menos perigoso, podendo ser facilmente recolhido e separado. Mais: quando tratado numa central de compostagem com aproveitamento energético não liberta metano para a atmosfera (gás com um significativo efeito de estufa). Se incinerados, os resíduos orgânicos irão arder, desaproveitando-se a sua mais-valia como composto. O produto obtido por compostagem (o composto) irá ajudar a reconstruir o solo do seu jardim.

f) óleo de fritura

não uso óleo de fritura
deito na rede de esgoto
coloco o óleo numa garrafa e deito-a no lixo normal
coloco num contentor especial no "ecocentro"/entrego a uma empresa de reciclagem
não há um sistema para recolher este tipo de resíduo, logo coloco o óleo numa garrafa e deito para o lixo normal

Dicas para melhorar

O óleo de fritura, se não for regenerado, degrada-se libertando CO2. Quando despejado na rede de esgotos, irá obstruir os filtros das estações de tratamento de águas residuais (ETAR), comprometendo o seu funcionamento. Além disso, provocará poluição da água no subsolo e do próprio solo. Mas este óleo pode ser aproveitado como uma alternativa ao gasóleo, dado que é possível produzir biodiesel a partir dele. Este "novo" combustível é muito vantajoso: reduz a emissão de partículas, de CO2 e de enxofre emitidos pelos motores a gasóleo. Pode mesmo substituir o gasóleo tradicional até 20%. Algumas localidades já têm ecocentros com contentores específicos para este tipo de resíduo. Para saber se existem estas estruturas na sua localidade, pode consultar o nosso sítio ou contactar a sua câmara.

g) óleo do motor

delego esta tarefa a um profissional
deito na rede de esgoto/no solo
não há um sistema para recolher este tipo de resíduo. Coloco o óleo numa garrafa e deito para o lixo normal
coloco num contentor especial no ecocentro/entrego a uma empresa de reciclagem

Dicas para melhorar

O óleo dos motores é produzido a partir do petróleo ou de óleo sintético que foi usado como lubrificante do veículo. Como resultado de um uso normal, o óleo do motor fica contaminado com várias impurezas. Quando lançado no meio ambiente, gera graves problemas de poluição na água do subsolo e no próprio solo. Estimativas apontam que apenas 1 litro de óleo pode contaminar 950 a 1000 litros de água. Se lançado nos esgotos, este polui os receptores da água e é responsável por problemas no tratamento das água residuais. A queima incontroloada destes óleos emite uma grande quantidade de substâncias nocivas que irão poluir o ar. Por isso, é proibido depositar óleos usados no solo, na água e nos esgotos ou eliminá-los através de um processo de combustão incontrolada. O óleo usado pode ser reciclado através do reprocessamento e/ou nova refinação. Algumas localidades já têm ecocentros com contentores específicos para este tipo de resíduos, entregando-os a companhias que procedem à sua regeneração ou reciclagem, produzindo também combustível. Para saber se existem estas estruturas na sua localidade, consulte o nosso sítio ou contacte a sua câmara.

h) baterias e pilhas

sempre
frequentemente
nunca
entrego à loja quando vou comprar outras novas

Dicas para melhorar

Para reduzir o desperdício, comece pela prevenção. Os seguintes passos podem ajudá-lo a nessa tarefa:
- verifique se já tem pilhas em casa antes de comprar mais;
- quando for às compras, opte por produtos que funcionem sem pilhas (por exemplo, calculadoras solares);
- procure as pilhas com menos mercúrio ou metais pesados;
- para alguns casos, tenha em conta as pilhas recarregáveis, mas não se esqueça de que estas também contêm metais pesados, tais como níquel-cádmio.
Os metais pesados e outros elementos que compõem as pilhas ameaçam o nosso ambiente se não forem usados correctamente. Nunca deite, pois, as suas pilhas para o lixo indiferenciado. Estas podem ser recicladas ou recolhidas por diferentes programas comerciais ou municipais.
A recolha e a reciclagem destas pilhas varia com a localidade. Verifique na sua localidade quais são as instalações e opções de reciclagem. Em último caso, nas grandes superfícies e em muitos supermercados, encontrará certamente um pilhão ao seu lado.

i) resíduos químicos (tinta, vernizes, cera, colas, pesticidas, aerossóis, etc.)

sempre
frequentemente
nunca
não há um sistema para recolher este tipo de resíduos

Dicas para melhorar

Regra geral, encontramo-los entre os produtos com a etiqueta "perigo" e qualificados de corrosivos, irritantes, explosivos, inflamáveis, tóxicos ou muito tóxicos. Mas há mais: tintas, vernizes, colas, baterias e acumuladores, óleos usados, produtos com mercúrio (termómetros, etc.), pesticidas, aerossóis, solventes, produtos de manutenção e detergentes, cosméticos, etc.
Em muitos casos, há alternativas menos nocivas (por exemplo, tintas de água em vez de tintas à base de solventes, acumuladores em alternativa às pilhas, produtos de limpeza sem lixívia, loções e cremes em vez de aerossóis, etc.). Avalie correctamente as suas necessidades e compre apenas a quantidade necessária. Se não os utilizar, junte os produtos e entregue-os a quem possa ainda usá-los.
Aquando da eliminação, não misture os resíduos perigosos com outros resíduos recicláveis (papel, plástico, vidro…), de forma a não contaminar as outras fileiras. Não deite estes produtos na rede de esgotos. Utilize os meios disponíveis na sua localidade para a recolha selectiva destes resíduos, para que possam ser tratados separadamente. No nosso país, já existem ecocentros com contentores específicos para receber certos resíduos perigosos (baterias e óleos dos carros). No entanto e enquanto não existe uma alernativa correcta para este tipo de resíduos, a única solução é evitar ou reduzir ao mínimo indispensável a compra destes produtos, armazenando numa lata o que já não poderá utilizar e depositando-a no lixo indiferenciado.

j) lâmpadas fluorescentes e economizadoras de energia

sempre
frequentemente
nunca
deixo-as na loja quando compro outras novas
não há um sistema para recolher este tipo de resíduos

Dicas para melhorar

Estima-se em 600 milhões o número de lâmpadas fluorescentes deitadas fora em cada ano na União Europeia, o que representa 120 mil toneladas de vidro e de metal, além de 4,5 a 9 toneladas de mercúrio por ano. Devido à presença deste último, estes resíduos são considerados perigosos e, de acordo com uma directiva europeia, não podem ser misturados com os resíduos normais e nunca no contentor para a reciclagem do vidro.
Porém, em Portugal, a sua recolha selectiva é pontual, estando apenas disponível em alguns ecocentros. Mesmo nesses locais, a deposição das lâmpadas não é feita nas melhores condições, pois ao partir-se libertam vapores de mercúrio e permitem que este se espalhe pelo contentor. Seria bom que o consumidor pudesse devolver a sua lâmpada “em fim de vida” no momento da compra de uma nova (bastaria aplicar a lei já existente). Se esta lei fosse cumprida, a recolha selectiva das lâmpadas com mercúrio seria uma realidade em todo o país, podendo ser encaminhadas para tratamento adequado.
O tratamento faz-se em várias etapas e permite reciclar 92 a 98% da lâmpada. Os metais recuperados (cerca de 5%) são reciclados com outros metais pela indústria metalúrgica. O vidro, o mercúrio e o pó fluorescente servem para fabricar novas lâmpadas.

k) entrego os medicamentos fora de prazo e radiografias na farmácia

sempre
frequentemente
nunca

Dicas para melhorar

Os medicamentos são considerados como resíduos perigosos. Na maioria dos países europeus, estes resíduos são recolhidos separadamente através das farmácias.
Alguns medicamentos que ainda estão dentro do prazo são enviados para países em vias de desenvolvimento para serem reutilizados, mas estes envios são cada vez mais criticados, porque não respondem às necessidades das populações locais. A outra grande parte, especialmente os medicamentos fora de prazo, é geralmente incinerada. Contudo, não esqueça que a embalagem e o folheto informativo são papel e cartão e, por isso, devem ir para o ecoponto azul.
Para as radiografias, a solução passa também pela farmácia. Habitualmente, há campanhas que visam o tramento das radiografias que consite sobretudo na recuperação da prata (um metal valioso), que é entregue a uma instituição de solidariedade.

l) equipamento eléctrico e electrónico

dou a alguém ou a uma instituição, no caso de ainda funcionar
deito no contentor de lixo indiferenciado ou junto a este
levo para o ecocentro
entrego na loja quando compro um novo
não há um sistema para recolher este tipo de resíduos

Dicas para melhorar

Os resíduos de equipamento eléctrico e electrónico estão em rápido crescimento e representam cerca de 4% dos resíduos municipais. O ferro e o aço são os materiais mais comuns nestes produtos e representam quase metade do seu peso total. Os plásticos são o segundo maior componente em peso, representando cerca de 21%.
É esperado um crescimento entre 3 e 5% por ano. Num período de 5 anos, isto significa gerar mais 16 a 28% em peso deste tipo de resíduos e em 12 anos a quantidade será duplicada.
Actualmente, uma grande parte é depositada em aterro ou incinerada, consoante os sistemas municipais de tratamento de resíduos. Mas os computadores em fim de vida, telemóveis, televisores, rádios, relógios e outros idênticos deveriam ser doados ou reciclados. O mesmo aplica-se a todos os outros tipos de produtos, como os frigoríficos, máquinas de lavar, tostadeiras, secadores de cabelo, etc.
Segundo a lei, quando compra um novo electrodoméstico, a loja é obrigada a aceitar o usado (sem custos para o consumidor), enviando-o para empresas autorizadas a reciclá-lo. Nalgumas regiões, estes produtos como frigoríficos e congeladores são recolhidos separadamente e enviados para reciclagem. Consulte o nosso sítio ou o seu município para informar-se dos locais onde pode depositar correctamente estes resíduos.

m) baterias de automóvel e pneus velhos

deixo-os na loja quando compro novos
deito no contentor de lixo indiferenciado ou junto a este
vendo-os a um comerciante
levo para um local adequado a este tipo de resíduos

Dicas para melhorar

Pense no tempo de vida associado aos pneus e lembre-se de que os pneus em final de vida podem ser entregues na mesma loja onde for comprar os novos ou, como alternativa, em locais específicos com esse objectivo, onde serão tratados, reciclados ou recuperados energeticamente.
Segundo a lei, quando compra uma nova bateria, o comerciante é obrigado a aceitar a velha, enviando-a para empresas autorizadas a reciclar. Algumas lojas fazem um desconto por cada bateria usada que entregar.

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Alimentação & compras: travar o impulso consumista

A agricultura é responsável por uma fatia importante das emissões de gases com efeito de estufa em cada país. Por vezes, mais ainda do que os processos industriais, devido à criação de gado. Ter muita carne disponível para consumo implica a existência de uma agricultura intensiva, dado que é necessário cultivar muito pasto para alimentar os animais. Já sem esquecer o grande consumo de energia: desde a preparação do campo, ao transporte da carne para as lojas, passando pela matança dos animais. Tal contribui bastante para o aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2), mas não só. Os fertilizantes à base de azoto originam a emissão de óxido nitroso e os ruminantes emitem metano, com um efeito de estufa 300 e 23 vezes mais elevado do que o CO2, respectivamente. Em síntese, produzir um quilo de carne de vaca provoca a emissão de três a quatro quilos de carbono-equivalente: esta é a unidade de medida que permite comparar todos os processos energéticos envolvidos num determinado ciclo. Por outro lado, se todos optassem por comer menos carne, restaria mais espaço de cultivo para praticar agricultura biológica.

Quanto às compras, é preciso ter consciência de que, de cada vez que compramos um produto, estamos a consumir energia: a que foi usada para produzi-lo, transportá-lo e conservá-lo. Além disso, quase tudo hoje em dia implica uma embalagem, que significa poluição. E a maioria dos hipermercados, onde se fazem, pelo menos, as compras do mês, estão situados na periferia das cidades, implicando que os consumidores se desloquem de carro. Assim, apostar no comércio local parece ser uma boa forma de ajudar o ambiente.

1. Quando compra produtos alimentares, geralmente presta atenção…

a) ... ao local de origem?

sim, sempre que possível
por vezes
não

Dicas para melhorar

Muitos dos camiões que encontramos nas estradas transportam bens directos ou intermediários dos sectores da agricultura ou indústria da alimentação (animais vivos, leite, alimentos congelados, etc.). Logo, é óbvio que de cada vez que comprar laranjas de Israel ou uvas da Argentina, está a comprar ao mesmo tempo todo o tipo de transporte associado. Alguns bens transportados estão congelados ou refrigerados. Além de consumirem enegia, estes sistemas têm sempre pequenas fugas libertando fluidos refrigerantes, os quais são responsáveis por elevadas emissões de gases com efeito de estufa. Alguns exemplos encontrados na Internet permitem-nos apresentar estes números:
- transportar 1 tonelada de produtos por 1000 km gera cerca de 25 kg de carbono-equivalente;
- 1 tonelada de maças transportadas desde o produtor local para o mercado num pequeno percurso (25 km) gera cerca de 3 kg carbono-equivalente;
- 1 tonelada de mangas da África do Sul para a Europa por avião (10 mil km) gera 3,2 toneladas de carbono-equivalente.

b) ... à estação do ano?

sim, sempre que possível
por vezes
não

Dicas para melhorar

A fruta e os legumes que chegam aos locais de venda fora da sua época normal, tais como framboesas e tomate no Inverno, são cultivados em atmosferas aquecidas. Muitas vezes, para este aquecimento é necesário recorrer a energia, geralmente proveniente de combustíveis fósseis. Além disso, uma grande parte destes produtos provêm de locais distantes e necessitam de maior quantidade de embalagem (mais do que o tomate produzido na própria estação e comprado a um produtor local), o que requer energia para produzir a embalagem.

c) … aos produtos biológicos (ou de origem sustentável)?

sim, sempre que possível
por vezes
não

Dicas para melhorar

O benefício mais evidente da agricultura biológica é o facto de não recorrer a pesticidas e fertilizantes artificiais, protegendo a qualidade do solo e da água. O fabrico de pesticidas e fertilizantes sintéticos é responsável por um grande consumo de energia, fazendo com que as práticas agrícolas intensivas se traduzam num impacto ambiental negativo. Além disso, a agricultura baseada em fertilizantes artificiais e pesticidas pode contaminar a água, devido à infiltração excessiva dos nutrientes em zonas mais profundas do subsolo ou à sua escorrência para os cursos de água.

2. Considera-se um "grande" consumidor de carne?

sim
na média
não/não como carne

Dicas para melhorar

Uma das principais razões para a necessiade de recorrer a práticas agrícolas intensivas é o nosso desejo desmesurado de comer muita carne produzida a um baixo preço. De facto, a quantidade anual de carne consumida por habitante na Terra aumentou 60% nos últimos 40 anos (enquanto a população mundial duplicou). Comer muita carne implica a existência de uma agricultura intensiva, dado que é necessária uma grande quantidade de forragem para alimentar os animais. A isto está associado um grande consumo de combustíveis fósseis para o fabrico de fertilizantes e pesticidas, emitindo CO2 e outros gases com efeito de estufa.
Alguns exemplos encontrados na Internet referem que para produzir 1 kg de batatas, precisamos de 500 litros de água, mas produzir 1 kg de bife requer entre 20 mil e 100 mil litros. Além disso, são necessários cerca de 50 kg de cereais para produzir 1 kg de bife.
Também importante referir que grande parte dos terrenos agrícolas são exclusivamente dedicados à pastagem dos animais (nalguns países, representa mais de metade dos terrenos agrícolas). Para a maioria das frutas e vegetais, a terra ocupada é apenas de cerca de 2% no total.

3. Com que frequência compra água engarrafada?

sempre (no meu município, a água da torneira está contaminada com muita frequência)
sempre (não gosto do sabor da água da torneira)
uma vez por outra, quando viajo
nunca/quase nunca

Dicas para melhorar

Sabia que muito provavelmente a água da sua torneira é de boa ou até mesmo muito boa qualidade?
Antes de chegar à sua torneira, a água para consumo deve respeitar mais de meia centena de parâmetros legais. Esta água é controlada por laboratórios e os resultados oficiais mostram uma evolução positiva da sua qualidade ao longo dos últimos anos. Isto não significa, contudo, que os problemas não aconteçam. Para obter informação sobre a qualidade da água no seu concelho, pode contactar o distribuidor local. Também pode ter acesso ao histórico da qualidade da água desde 1998, consultando o sítio do Ministério das Cidades, do Ordenamento do Território e do Ambiente.
Se, mesmo assim, decidir comprar água engarrafada, não se esqueça que a embalagem associada e a energia necessária para transportá-la da origem até às nossas casas tem um grande impacto. Mais: no final, a embalagem tem de ser recolhida, transportada e reciclada, ou seja, mais poluição. A água da rede pública é claramente uma opção mais eficiente.
Além disso, a água engarrrafada (mineral e de nascente) apresenta frequentemente características que a torna quase comparável às aguas medicinais. Neste caso, procure variar de marca.

4. Antes de substituir um produto por outro novo, verifica se é possível repará-lo?

sempre
por vezes, consoante o preço do produto novo
não

Dicas para melhorar

Limpe regularmente os seus electrodomésticos, computadores e ferramentas, para que tenham uma vida longa. E antes de os substituir verifique se podem ser reparados. Considere a hipótese de partilhar ou alugar equipamentos que usa raramente, como, por exemplo, no jardim ou em tarefas de bricolage. Se ainda funcionarem em condições, estes equipamentos poderão ser doados a escolas, organizações não lucrativas e famílias de baixos rendimentos. Além disso, muitas organizações de caridade e programas de formação reparam equipamentos para serem reutilizados.

5. Procura produtos (têxteis, mobília, aparelhos eléctricos, etc.) em segunda mão?

sim, quase sempre
sim, apenas para alguns produtos
não

Dicas para melhorar

Se tivermos em conta o consumo de matéria-prima no sector industrial, os seus gastos energéticos, o transporte de produtos, verificamos que a indústria e os serviços relacionados consomem nos países industrializados mais de metade do total da energia gasta. Mesmo a produção dos mais básicos materiais (aço, vidro, papel, plástico, etc.) implica o consumo de quatro quintos do consumo industrial total. Como consequência, os bens produzidos em geral e os produtos descartáveis em particular são responsáveis por elevados custos ambientais. Alugar ou comprar em segunda mão pode ser uma alternativa interessante sobretudo para os produtos que utiliza pouco.

6. Nas suas compras, tem em conta as etiquetas ecológicas?

sim, quase sempre
muitas vezes
não

Dicas para melhorar

A diversidade de alegações e símbolos ambientais implica conhecer o seu significado. Neste contexto, é muito difícil para os consumidores compreender todas estas alegações, confiar nas mesmas e usá-las quando compram produtos. A proliferação de alegações ambientais nos anos 90 criou a necessidade de uma regulação. Contudo, a maioria das regras criadas para regular o uso de alegações ambientais são recomendações, standards ou códigos de boas práticas, mas não legislação. Não são, pois, obrigatórias e isso reduz o seu efeito.
Mas o facto de uma alegação ser oficial não significa que seja mais fácil de compreender ou mais útil. Algumas são oficiais e têm critérios bem definidos, mas não representam uma mais-vallia para o consumidor. Pelo contrário, podem ser mal compreendidas ou contribuir para a proliferação de alegações (por exemplo, símbolo Ponto Verde).
Outras são auto-declaradas, mas podem dar informação útil, se forem claras e fiáveis. Esta tarefa é difícil de avaliar. Algumas ajudam o consumidor no momento das compras, garantindo o respeito por um grupo de características amigas do ambiente (Rótulo Ecológico Europeu, Cisne Nórdico, Blue Angel, Öko-Tex para os têxteis, FSC e PEFC para produtos de madeira, por exemplo) ou informando sobre a composição do produto (sem fosfatos, sem cádmio, sem branqueadores ópticos…).

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Legenda:
- Está no bom caminho. As suas respostas reflectem atitudes ambientalmente responsáveis. Utilize os seus bons exemplos e convença os outros a agir como faz no dia-a-dia. No entanto, tal não o impede de melhorar um ou outro aspecto. Reveja novamente as respostas.
- Já se preocupa com algumas questões ambientais, mas ainda pode contribuir mais . Leia novamente as dicas para melhorar o seu impacto ambiental.
- Será que põe o seu conforto acima de tudo e de todos? Mesmo sem alterar o conforto a que está habituado, pode reduzir o seu impacto ambiental. Não perca tempo e comece já hoje.


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