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A União Europeia a 15 só cortou 3% das emissões de gases com efeito de estufa, entre 1990 e 2006. Ainda sem cumprir as metas para 2012, esta Cimeira deve lançar objectivos mais ambiciosos.
Para já, assegurar a redução de 20%, prevista pelo protocolo de Quioto, implica concertar várias medidas. Estes gases são os mais prejudiciais para as alterações climáticas e deles fazem parte o dióxido de carbono, metano, óxido de enxofre e gases fluorados.
O relatório-inventário da Agência Europeia do Ambiente confirma que os esforços planeados ou realizados individualmente por país, os mecanismos de Quioto, os sumidouros de carbono (como a plantação de árvores para absorver gases) e os créditos do comércio de carbono podem reduzir em 11% as emissões da União Europeia a 15. É preciso agir rapidamente, para não se desrespeitarem os objectivos traçados.
França, Grécia, Suécia e Reino Unido já alcançaram as metas em 2006. Áustria, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Luxemburgo, Holanda e Portugal prevêem cumprir as suas em breve, mas as projecções da Dinamarca, Itália e Espanha são pouco optimistas.
Na Cimeira de Copenhaga, espera-se um esforço global para reduzir as emissões, o que implica novas metas e angariar o apoio dos Estados Unidos e das maiores nações em vias de desenvolvimento, como a Índia e China.
Quanto aos 27 Estados-membros, a redução de 20% até 2020 será aumentada para 30%, se as outras nações desenvolvidas assinarem em Copenhaga. O objectivo até 2020 quase equivale a remover as emissões de todos os transportes da Europa. Imaginemos todos os camiões, autocarros, cargueiros e aviões desaparecerem.
Dados mais recentes mostram que, desde 2000, as emissões globais de CO2 aumentaram quatro vezes mais depressa do que na década anterior. Este aumento está acima do pior cenário considerado pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC) em 2007. Hoje, os países menos desenvolvidos emitem mais do que os países mais desenvolvidos.
Sumidouros naturais, como os oceanos que absorvem CO2, reduziram a sua eficiência nos últimos 50 anos, pelo que os nossos esforços para reduzir as emissões geradas pelas actividades humanas têm de aumentar, se queremos manter os níveis atmosféricos de CO2 estáveis.
Última atualização em dezembro de 2009
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