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Estudo afirma que o pão contém toxina potencialmente cancerígena, mas analisámos pão e farinha e não encontrámos problemas.
Sete farinhas e 65 amostras de pão em laboratório não revelaram a
contaminação com ocratoxina A. É seguro consumir o pão vendido nos locais
habituais, bem como comprar farinha para confeccionar em casa. Estas conclusões
diferem dos primeiros resultados de um estudo realizado, entre 2007 e 2008, por
várias entidades: Centro de Estudos Farmacêuticos da Universidade de Coimbra,
Instituto Superior de Engenharia do Porto, Serviço de Bromatologia da Faculdade
de Farmácia da Universidade do Porto e Instituto Politécnico de Bragança.
Segundo a investigação, a maioria do pão português estaria contaminado com
ocratoxina A, que integra o grupo das toxinas potencialmente carcinogénicas. A
farinha seria a fonte de contaminação, que poderia ter acontecido pela formação
da micotoxina no cereal antes de colhido ou durante o armazenamento deste ou das
farinhas.
 O pão e as farinhas que analisámos estão livres
de ocratoxina A, potencialmente cancerígena. É seguro comprar farinha para fazer
pão em casa.
Em Abril, fomos às compras em 21 lojas de Lisboa: hipermercados, padarias e
pastelarias, entre outras. Incluímos 18 pães de trigo (carcaça e bijou), 19 de
mistura, 17 integrais e 11 broas de milho. Comprámos ainda farinhas que anunciam
ser indicadas para fazer pão branco, de mistura e integral, das marcas Nacional,
Branca de Neve, Continente e Rivercote, esta última do Lidl. Em laboratório,
pesquisámos a presença de ocratoxina A e nenhuma amostra continha este
contaminante.
As micotoxinas são produzidas por fungos, em determinadas condições de
temperatura e humidade. Podem encontrar-se, enquanto contaminantes, em alimentos
como cereais, nozes, cacau e grãos de café. Algumas são potencialmente
cancerígenas e podem afectar o fígado e os rins.
Última atualização em maio de 2010
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