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As perdas alimentares atingem milhões de toneladas em todo o mundo. Na loja e em casa, faça a diferença e reduza os gastos desnecessários.
Cerca de um terço dos alimentos produzidos à escala mundial para consumo humano, mais precisamente 1,3 mil milhões de toneladas por ano, são desperdiçados, revela um relatório da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), de maio último. Enquanto nos países menos ricos a maioria das perdas ocorrem nas fases iniciais (produção agrícola) e intermédias da cadeia de abastecimento, nos países mais desenvolvidos dá-se sobretudo no consumo. Nestes, é o comportamento do consumidor a principal razão para o desperdício alimentar. O desaproveitamento nos países industrializados (222 milhões de toneladas) é quase tão alto como a produção total líquida de alimentos na África Subsariana: 230 milhões de toneladas.
115 quilos por ano no lixo
A quantidade de alimentos desperdiçados per capita na Europa e na América do Norte é de 95 a 115 quilos por ano, enquanto na África Subsariana e no Sul e Sudeste Asiático é de apenas 6 a 11 quilos anuais. Estes dados baseiam-se num estudo desenvolvido entre agosto de 2010 e janeiro de 2011 pelo Instituto de Alimentos e Biotecnologia da Suécia, a pedido da FAO.
As perdas e desperdícios alimentares em países menos desenvolvidos relacionam-se sobretudo com as condições financeiras, gestão, limitações técnicas de colheita, armazenamento e acondicionamento, infraestruturas, embalagem e sistemas de comercialização. Nestes países, para muitos dos pequenos agricultores, a redução das perdas de alimentos pode ter um impacto imediato e significativo sobre a sua subsistência.
Nos países mais industrializados, as perdas e desperdício relacionam-se sobretudo com o comportamento do consumidor e a descoordenação entre produtores e distribuidores. Há alimentos desperdiçados devido a normas de qualidade que rejeitam alimentos quando a forma e a aparência são imperfeitas.
O consumidor deve planear melhor as compras, avaliar as reais necessidades e limitar a inutilização de comida.
Compras e consumo racionais
Planeie melhor as compras e avalie as suas necessidades, para limitar o desperdício de comida. Faça uma lista e evite comprar bens desnecessários.
Compre as quantidades necessárias e aproveite promoções. Tenha em atenção o prazo de validade dos produtos.
Prefira frutas e legumes da época. Além de mais baratos, são nutricionalmente mais ricos. Compre produtos frescos.
Guarde para o final das compras os produtos refrigerados e congelados, para que cheguem a casa nas melhores condições. Em casa, guarde-os imediatamente no frigorífico ou no congelador.
A temperatura do frigorífico deve oscilar entre 4 a 7ºC, no máximo. Os alimentos mais perecíveis, como peixe, marisco e carne crua devem ficar na parte mais fria.
Faça uma gestão eficiente do seu frigorífico. Os alimentos com o prazo de validade mais perto do final deverão estar à frente, para serem consumidos em primeiro lugar. O mesmo acontece, por exemplo, com as sobras.
Depois de aberto, um produto não tem o mesmo prazo de validade indicado no rótulo, dado estar mais exposto ao ar e mais vulnerável.
Limpe muito bem o frigorífico, de preferência semanalmente, com água e detergente. Assim evita estragar alimentos. A cada 3 meses, limpe com água e lixívia ou vinagre.
Os alimentos diferem no tempo de conservação no frigorífico. A carne picada, por exemplo, deve ser consumida até 1 dia. Refeições preparadas, carne, peixe e marisco, cozinhados ou crus, fruta e legumes e leite já podem durar até 3 dias. Os ovos são mais resistentes e a sua duração pode prolongar-se até 28 dias.
Última atualização em maio de 2011
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